31 de mai de 2015

Resultado: 10 coisas que nós fizemos (e provavelmente não deveríamos)


Não, eu não esqueci. Estou atrasada? Obviamente. Mas enfim: você quer saber se levou para casa 10 coisas que nós fizemos (e provavelmente não deveríamos)? Então:

29 de mai de 2015

The Deal — Elle Kennedy



Sexta feira. Dia de resenha de livro gringo. Aqui. Oficial. É sério, pode cobrar.


The deal — Off-Campus #1Autora: Elle Kennedy
Editora: Independente (comprado no Brasil pela Paralela)
ISBN: B00TG1CZFC
Páginas: 358
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Duas coisas:
1. Qual a necessidade de capas com abdomens? Gente, para que tá brega. A boa dos new adults (e livros eróticos que estão ganhando as livrarias) é a edição melhor que de banca. Logo, as capas devem mudar, porque assim fica difícil defender; e
2. Um muito obrigada para quem me disse ler esse livro e insistiu mesmo depois de eu ter rejeitado pela capa brega.

A minha ressaca literária tá um porre que já dura o mês inteiro. Eu só aceito livros muito bons que a) me chamem atenção, b) me prendam em dois capítulos, c) estejam disponíveis nos meus horários disponíveis, e d) não façam peso extra na bolsa. Parece pouco, mas isso cortou muitas leituras - principalmente pelo item B. The Deal foi um dos pouquíssimos livros que foi para frente e isso tem um motivo óbvio: ele é muito viciante.

Temos todos aqueles personagens característicos: a menina que sofreu um trauma, o cara popular que nunca ouviu não de uma garota e fica encantado por quem não se encanta por ele. Clichê até o último fio de cabelo (ou linha de página), sim. Hannah é muito inteligente e isso chamou atenção de Garrett, que precisa de uma boa nota em filosofia para não ser dispensado do time de hockey, que é sua vida. Isso o faz encher o saco de Hannah até que ela aceite ser sua tutora, em troca de fazer ciúme para um conhecido dele, por quem a garota tem uma queda do tamanho de um penhasco. Blablabla, eu preciso mesmo continuar?

É impossível não adorar o casal. Garrett tem um ego do tamanho do mundo (de um jeito legal), o que rende ótimas tiradas típicas de personagens com alta autoestima. Já Hannah também tem um senso de humor afiado, que faz os diálogos funcionarem maravilhosamente bem - e serem as melhores partes da narrativa, arrisco dizer. Eu quero abraçar todos os casais que não são melosos, então: ain, Garrett e Hannah, venham aqui! 

Ainda assim, ao mesmo tempo que Kennedy trabalhou muito bem a relação do casal, os amigos ficaram mal posicionados e pouco aprofundados. Considerando que essa é uma série em que os colegas de quarto de Garrett serão os futuros protagonistas, tá aí uma chance desperdiçada.

Como carga emocional é quase uma obrigatoriedade do gênero, a autora toca em não apenas um, como dois tabus muito fortes - principalmente em tempos que (grazadeus) estamos falando muito sobre feminismo. Intrínseca à vida de Hannah e Garrett, há histórias de estupro e violência doméstica. Por mais que Kennedy não colocasse isso como foco da narrativa, alguns trechos deixavam meu coração do tamanho de uma azeitona. E eu não gosto de azeitonas.

The Deal é muito bom. Tem uma capa breguíssima que eu torço para que mude quando chegar em terras brasileiras, mas ainda assim: muito! bom! Para o final, a autora ainda investe num plot mais dramático com feeling muito forte de novela mexicana. Para isso (e para o livro todo) eu digo:


Nível de inglês: Médio

28 de mai de 2015

08 séries para prestar atenção em junho

Começaram os hiatus. Quem está com a watchlist cheia de atrasados que vão ficar em dia no próximo fim de semana e depois ser seguidos pela tal da vontade de maratonar?  õ/ - Toca aqui, migo! Então, para nos impedir de começar séries com 100 episódios que só vão alimentar caos diários, há as estreias de mid season: poucas, mas diferentes da quantidade absurda de super heróis que temos em setembro. Separei oito estreias, só de junho, que são completamente diferentes do que está na minha grade no momento.

The whispers

Se não me engano, essa estreia deveria ter sido antes e foi atrasada. Mas não importa, porque a expectativa para essa trama de crianças bizarras só aumentou com o passar das semanas. The Whispers parece com os filmes de terror que eu só falo, mas nunca assisto, em que os alienígenas escolheram as crianças para sua entrada na Terra para dominação global. Parece sinistro do jeito legal, com fotografia clara, o que, sei lá, contrapõe. 

UnReal

Mas porque eu também gosto de trama que deve ser ruim por regra, como os bastidores de um programa de namoro. É essa a proposta de UnReal, do Lifetime, canal que nunca me surpreendeu com uma série incrivelmente bem feita - e talvez por isso decidiram apostar em algo que ganha por ser brega. Acho jogada, acho maneiro.

Stitchers

Essa pegada futurista é algo que estará em alta em junho. Stitchers, por vez, é a pegada mais jovem entre esse tipo de estreia. Produzido pela ABC Family, a protagonista será Kirsten, recrutada por uma agencia secreta para ser acoplada na mente de pessoas recém mortas, afim de solucionar algum mistério que só aquela pessoa teria as informações. Tem cara de que vai ficar chata e repetitiva em questão de semanas, mas assistir o piloto tá valendo.

Sense8

Atenção para a Netflix! Sense8 é a novidade da produtora, que deverá usar toda sua capacidade de criar tramas diferentes e inteligentes para desenvolver essa sinopse em que, após um evento misterioso, seis pessoas, de seis continentes, ficam com a mente interligada. Vamos calcular o orçamento para esse tipo de produção?

The Brink

Comédias da HBO são amor, principalmente aquelas que misturam humor negro e política. Em The Brink, uma crise geopolítica vai deixar o mundo prestes a entrar na terceira guerra mundial. O ator de Escola do Rock (sim, eu idosa) estará no cast!

Mr. Robot

Eu sempre falo que gosto de séries de hackers, mas nunca assisti uma que tratasse direitinho esse plot. Talvez seja a chance de Mr. Robot, em que o protagonista trabalha como engenheiro de segurança cibernética durante o dia, e como hacker ~~do bem~~ pela noite. A trama parece ter um enredo maior por trás, mas arrisco dizer que nem precisa: a premissa básica já tá despertando curiosidade.

Humans

Uma série chamada Mr. Robot que só tem humanos. Uma série chamada Humans para falar de ROBÔS!!!!! Nesse presente alternativo, o objeto mais desejado é um servo robótico altamente desenvolvido. O principal da trama é uma família de subúrbio que compra um desses Synth para transformar a maneira como vivem. É óbvio que isso dará problema da mesma forma que perguntar "Tem alguém aí?" sozinho em casa num filme de terror. Enfim. É das estreias que mais me deixou ansiosa.

Scream

Falei recentemente, lembra? Scream é a produlão da MTV baseada na franquia Pânico, então vai ser trash e excelente e cheia de boys magya e com aquela trilha sonora indie maravilhosa: coisas que só a MTV sabe somar para dar certo.

27 de mai de 2015

#Girlboss — Sophia Amoruso


Autora: Sophia Amoruso
Editora: Seoman
ISBN: 9788555030055
Páginas: 248
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O esquema de hoje é diferente porque o livro que eu vou falar não é de ficção. Não, calma, ainda não fecha a página - eu juro que é legal. Afinal, sou eu que estou falando isso: amante declarada de literatura inútil. Contanto, um livro de não ficção, aqui e ali, me chamam a atenção e se tornam mais desejados que o último lançamento new adult no país. Ok, ok, não vamos exagerar. Mas  ainda estão em alto ponto da lista, viu? 

Quando eu recebi o informativo de lançamentos do Grupo Editorial Pensamento, nem fui até o final da página para saber o que eu queria para viver. #Girlboss, que encabeçou o email de news, é o livro de Sophia Amoruso e que fez parte de inúmeras fotos das gringas no instagram.  Me deixo chamar atenção por pouco? Talvez, mas vamos lá: a autora, se você não ouviu falar, é a criadora da loja Nasty Gal, um dos melhores e-commerces gringos. No livro, ela narra sua trajetória de sucesso. E a gente adora uma boa história bem sucedida não fictícia, né não?

Durante os primeiros capítulos, Sophia (porque já considero amiga e não quero chamar pelo sobrenome) conta como começou a Nasty Gal, sobre seu amor por achados de brechó e a forma que isso se tornou sua profissão. Mais importante: como uma inimiga convicta do capitalismo se tornou uma das mais jovens milionárias do mundo que vende 150 mil dólares em roupas durante a hora do almoço. É muito pessoal, mas me sinto extremamente empolgada com qualquer livro que faça discurso pró-capitalismo. Você já reparou o quão raro é esse tipo de texto? Me falta preguiça para tanto textão© no facebook falando sobre burguesia. Mas enfim.

Já na metade final do livro, há uma parte muito mais conselheira administrativa. Ok, não é exatamente divertido, eu concordo. Ainda assim, a escrita-amiga da autora permanece afiada e faz um capítulo inteiro sobre demissões e admissões ser muito mais interessante do que uma aula de gestão de pessoas. Lembrando que eu estudo isso, então minha visão sobre o livro tem muito da minha perspectiva como aluna (e estou recomendando para você, veja bem).

Mas apesar de ser algo mais educacional para mim, #Girlboss atinge todos os públicos - seja você ligado a alguma coisa de administração ou simplesmente alguém que gosta de absorver história de sucesso dos outros terráqueos. Acima de tudo, é feminista (você pode ver pelo nome), então soma o amor ♥ 

Aproveitando...


Também na onda de não-ficção/história de sucesso, outro livro que me chamou atenção (por esse nome maravilhoso) foi If you have to cry, go outside, da Kelly Cutrone (jurada do America's Next Top Model, entre outros). No livro, ela conta como largou tudo para ir para Nova York e tentar a sorte - o que resulta num monte de barras pesadas e uma das mais impressionantes histórias de superação. 
Kelly (outra que vejo como miga depois da leitura) é sucesso ambulante, e conseguiu fazer seu nome a partir de nada além de vontade. Diferente de Sophia, seu sucesso não surgiu da criação de uma empresa, então ao invés de dicas de administração e empreendedorismo, os conselhos são de marketing pessoal e como fazer por si no mundo. Além de também ser feminista, que repetindo: amor.
Paguei R$4,50 no ebook na Cultura. Ele está mais caro agora, mas vale cuidar.

26 de mai de 2015

05 novas séries inspiradas em livros


Tá tendo livro no cinema e tá tendo livro na televisão e tá tudo uma graça! É uma delicia ver adaptações, por piores que sejam, e fico animadíssima de ver personagens ganharem rostos de verdade. Imaginar é ótimo, mas ter atores também é incrível. Então vamos comemorar que entre esse ano e o próximo, vários livros vão ganhar a telinha e um espaço na minha watchlist. Aliás, vocês também concordam que seriados inspirados em livros sempre superam o original? Hum.

Shadowhunters

Começando, obviamente, pelos meus chuchus. GENTE TÔ GUENTANDO DE AMOR NÃO!!! Depois do flop de City of Bones (que eu gostei, flw), os produtores decidiram mudar a plataforma e colocar a história na televisão - com algumas mudanças interessantes, como levar os personagens para a faculdade. O cast novo foi escalado e me matou mais de amor do que o primeiro: já estou shippando o incesto errado, dizendo "own" toda vez que Alberto (o Simon!) abre a boca, sem falar que Dominic, o novo Jace, é muito gostoso bom ator. Vai ser a série da minha vida e estou me considerando morta quando anunciarem o possível cross over com os personagens de The Infernal Devices. NÃO CABE TANTO AMOR NO MEU CORAÇÃO SOCORRO RAZIEL

Famous in Love

Não é oficial, mas a ABC Family está trabalhando na adaptação de Famous in love, de Rebecca Serle, um young adult sobre uma garota comum que é escalada como principal de uma série de filmes adaptados de um best seller. A premissa é maravilhosa e mal vejo a hora de confirmarem esse piloto e darem uma data de estreia. A produção está nas mãos de I. Marlene King, sim, a senhora que não conhece equilíbrio, mas fez de Pretty Little Liars um sucesso. Bella Thorne está no cast, e já estou ansiosíssima pela escalação do resto do elenco (principalmente o co-star do tal filme, que é o cara mais sexy do mundo segundo a People). ABC Family, não me decepcione, pelo amor do santo padroeiro dos seriados.

Big Little Lies

O livro já foi lançado no Brasil sob o título de Pequenas grandes mentiras, e agora a HBO encomendou o seriado que será estrelado e produzido por Reese Witherspoon e Nicole Kidman. Estou sentindo cheiro de sucesso desde já? O enredo é centralizado em três mulheres e seus dramas familiares, até que acontece um assassinato. É tudo que sei - precisa mais? Se tem o símbolo da HBO, é prova que a produção vai ser certeira.

The Magicians

A estreia é só em 2016, mas já tem trailer - e promete uma série brilhante. A gente já ama escolas de magia há anos, e, agora, vamos ganhar uma universidade de magia para adicionar na lista de cartas-de-aceitação-que-não-recebi. Como é da SyFy, a trama promete ser mais pesada e cheia das polêmica. Vai ser algo muito bom, amigos! Sem falar que, se depender do trailer, os efeitos visuais serão sensacionais (e isso conta muito mais tramas fantasiosas). O livro já existe no Brasil, com o nome de Os magos, porém o trabalho de divulgação foi tão excelente que ninguém lembra. Equipe de mkt, ME CONTRATA!

The Casual Vacancy

Em pleno 2015, já aceitei que só eu não li Morte Súbita. E não pretendo mudar isso, caso você esteja se perguntando (prefiro viver com a JK maravilhosa de Harry Potter do que perder essa impressão por uma experiencia ruim). Isso significa que vou ignorar a existência da minissérie produzida pela HBO? Não, migos, claro que não. Vai ser uma produção de alto calibre, óbvio, com todo aquele feeling de drama misterioso de subúrbio que só um canal fechado de ótimo orçamento sabe fazer. Aliás, só eu senti uma atmosfera Under the dome com esse trailer?

25 de mai de 2015

Síndrome psíquica grave — Alicia Thompson


Autora: Alicia Thompson
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501086303
Páginas: 336
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Eu juro que não entendo porque não existe uma quantidade absurda de romances contemporâneos situados na faculdade. Eu sinto muita falta disso, assim como sinto falta desse cenário sendo retratado em filmes e séries. É uma lista pequena de histórias passadas nesse lugar maravilhoso, com suas fraternidades e sociedades, e precisamos comemorar sempre que vemos um novo título sendo adicionado nesse seleto número. Dito isso, vamos levantar copos em homenagem à Síndrome psíquica grave, o novo componente desse ambiente.

O cenário universitário será protagonizado por Leigh, caloura de psicologia com tendencia pensar excessivamente sobre tudo. Ela adora super analisar as coisas, inclusive seu namoro que não vai para frente com Andrew, sua competição silenciosa com uma colega que também quer estudar distúrbios alimentares, e sua singela atração pelo colega de quarto do namorado, Nathan. Somando isso as pressões óbvias de estar na faculdade com a responsabilidade de se tornar adulta, temos o que? Exatamente, uma síndrome psíquica grave.

Leigh é uma das melhores protagonistas que já tive o prazer de conviver por algumas páginas. Eu me identifiquei para caramba com ela, o que, me ajude, significa que super analiso tudo? Acho que não, porque não sinto como se ela fizesse isso também. Leigh é a personagem que todo mundo adora jogar na cara que está "pensando muito e, consequentemente, vendo o que não existe", mas, na verdade, ela pensa racionalmente de uma forma moderada sobre as situações, ok? Me sinto no dever de defender essa protagonista que pode afastar leitores por acreditar que tem muito mimimi. Não tem, falou? 

O desenvolvimento é clichê, mas encantador. É a velha trama high school dando uma amadurecida e ganhando um novo ambiente, porém sem deixar cruzar a linha para new adult. O romance, por exemplo, é uma parte relevante na vida da protagonista, mas não integral (obviamente). Ela vive seus dramas com o namorado (que é um abusado narcisista que me despertou péssimos sentimentos) e o colega de quarto dele (que oin), mas, ao mesmo tempo, também tem seus problemas normais de caloura. É tudo muito equilibrado para ser real.

Não há muito por onde decepcionar partindo desse cenário. Eu acho sensacional essa forma mais liberal de educação das universidades americanas, então sou facilmente impressionável? Sim. Thompson ainda faz uma abordagem muito interessante sobre assuntos relacionados a psicologia, como entrada de capítulos e inserção durante o enredo. Devo dizer que entendi mais com essas citações do que em um semestre de aulas sobre o assunto? Pois é.

Quero destacar duas coisas por fim: Síndrome psíquica grave ainda conta com road trip e alguns momentos hilários a respeito dos pais hippies de Leigh. Somando tudo, é bem fácil ver porque esse foi o livro que escolhi para me tirar da medonha ressaca literária. Só não dei as cinco estrelas brilhantes que, por mais divertido, eu só fui ficar 100% presa no enredo quando estava na metade. Mas convenhamos, chegar na metade (gostando) foi mais do que todos os 13 livros que comecei antes de pegar esse. 

Não que eu vá agora super analisar a ressaca literária. 

Eu não faço isso. 

Nem Leigh.

22 de mai de 2015

05 (tipos de) livros para começar a ler em inglês!

Como você pode ver, minhas leituras não voltaram ao normal e eu não tenho resenha gringa para postar hoje. Estou, então, respondendo uma das perguntas que mais me fazem: que livros recomendo para quem quer começar a ler em inglês?

Para mim, seriados e livros sempre andaram meio próximos. Eu abandonei legendas quando Gossip Girl estava na sua última temporada, os episódios estreavam na segunda e a legenda só saia perto do fim de semana. Quem tinha a bendita paciência de esperar? Obviamente, não eu. Isso me deu muito mais confiança para pegar livros em seu idioma original, pois eu conseguia assimilar a palavra escrita ao contexto que ouvia, entendendo sem precisar da tradução do dicionário. É muito relevante que meus entretenimentos favoritos sejam todos uma grande farofa acessível. Seriados de TV aberta tem uma linguagem tão simples quanto um young adult, então é muito fácil associar os diálogos e compreendê-los sem precisar do apoio extra do dicionário. Estou falando que o google tradutor é dispensável? Não, mas comigo, que tenho esses dois meios muito fortes e unidos, pesquisar tradução foi muito pouco útil. Posso afirmar que back em Gossip Girl, quando eu decidi arriscar sem legenda, eu só precisava dar o primeiro passo.

Dito isso, vamos lá: cinco livros (ou cinco tipos de livros) para você também dar esse primeiro passo. Garanto que é bem mais fácil do que imagina.


My boyfriends' dogs é um livro de pequenas histórias. Elas são interligadas, mas não seguem o esquema normal de livro com narrativa corrida. É uma opção bem mais tranquila para quem está começando e não quer ficar preso em algo mais extenso, já que achar meio frustrante e cansativo. É interessante que seja um gênero mais leve, como young adult ou chick lit, que já tem uma escrita mais cotidiana. Não pense que você vai pegar um livro extra de Crônicas do Gelo e Fogo, com contos sobre Westeros, que vai ser barbada. Por mais minúsculas que as histórias sejam (embora não acredito que Martin conheça números razoáveis de página), se forem mais complicadas e descritivas, vai ficar chato pra dedéu e você provavelmente vai ler um conto e esquecer que tem o livro. 
Pode ler também: Let it snow (John Green e outros)
Resenha: My boyfriends' dogs

I'd teel you I love you, but then I'd have to kill you foi lançado no Brasil há bastante tempo com o título bem menos incrível de Escola de Espiãs. Ele está na minha lista para estampar a oportunidade de ler livros nos dois idiomas ao mesmo tempo. Você pode revesar com um capítulo de cada, deixar um como ebook no celular para ler onde não tem o livro físico junto, ou então ler duas vezes a mesma frase em idiomas diferentes. Vai ser uma leitura mais demorada e detalhada? Vai, porém é um curso intensivo e você já vai terminar bilíngue. O box dessa série em inglês é bem barato na Cultura, viu?
Não é o caso: Sociedade Secreta (Diana Peterfreund). Só um exemplo aleatório para lembrar que toda regra tem exceções. Estou penando com a escrita original da autora. 

Finding Cinderella é um pequeno spin off de Hopeless/Um caso perdido, da Colleen Hoover. Ele tem pouco mais de 100 páginas, retoma personagens conhecidos e a narrativa é gostosinha sem muitos frufrus. Autoras de new adult, em particular, estão adorando essa tática monetária de nos prender por mais tempo, então livros como esse é o que mais há. Finding Cinderella, em especial, é tão curtinho e tão fofinho que a leitura flui que é uma beleza, e, dependendo, você nem repara que esse não é seu idioma mãe.
Pode ler também: Beautiful Wedding (que é ruim, mas vale o exemplo). Também qualquer livro que venha com um ".5" depois do nome no skoob é um caso desses. Você vai encontrar muitos, acredite.

Isso se chama o desespero pela continuação. QUEM NUNCA? É a mesma ansiedade crônica que me fez começar com isso, logo, considero falta de controle uma coisa boa. Isla and the happily ever after é só mais um livro entre tantos que são lançados lá fora e não tem muita previsão de chegar em terras brasileiras - não rapidamente, pelo menos. Funciona muito para mim o fato de querer continuar aquela série tão enlouquecidamente que não penso nem duas vezes antes de pegar logo a versão original E VAMOS REVELAR ESSE CLIFFHANGER. 
Ressalva: Livros sobrenaturais são um caso a parte, por causa dos termos próprios e tudo mais. Ironicamente são esses livros que abusam mais desse tipo de final. Daí, o risco é seu. Dizem que Cassandra Clare é difícil, mas Clockwork Princess foi um dos primeiros que li e achei normal.

Mas, na real, se você quer começar, qualquer livro contemporâneo jovem adulto é uma pedida maravilhosa. Livros escritos para o nosso público tem uma narrativa muito mais real e próxima ao que conhecemos, sendo em outra língua ou não. Me and Earl and the Dying Girl é só mais uma das opções que você vai encontrar dando em árvores, independente da época do ano. Tem muito livro legal sendo lançado todos os meses (vide a lista que publiquei na semana passada), e se você já acha de enlouquecer a variedade de lançamentos brasileiros, imagina então quando aumentar o leque que abrange o mundo todo? 
Pode ler também: Qualquer young adult. Qualquer um. Pode tudo! Eu particularmente recomendo The DUFF.



Extra


Os livros da Stacey Lynn. Não são YA, não são exatamente curtos, não são continuação de algo com final boom, e também não têm tradução para você acompanhar. E é justamente por esse motivo, por só existir em inglês no mundo, que estão nessa lista sem se encaixar em nenhuma das categorias. Mas não importa, porque eles são tão maravilhosos que vale a pena.
Resenha Just one song
Resenha Just one week
Resenha Remembering us

21 de mai de 2015

Sorteio: O garoto dos olhos azuis autografado


Prometi promoção nova, não prometi? Isso se chama ter 15 minutos livres (já que perdeu uma hora no youtube, mas enfim) e não gozar de criatividade suficiente para escrever algo muito longo. Dito isso, hoje tem sorteio de O garoto dos olhos azuis AUTOGRAFADO NOMINAL, e eu garanto que você quer participar! Vem cá:
Bárbara é linda, loira e bem-sucedida. Desde que assistiu a uma cerimônia de casamento pela primeira vez, ainda criança, seu sonho é apenas um: percorrer o tapete vermelho da igreja, vestida de noiva. Porém, contrariando todas as suas expectativas, ao ser abandonada no altar, a vida de Bárbara desmorona. Ela decide voltar à cidade natal e passa a viver com os irmãos e mais dois amigos. Todos homens. Com a ajuda de Vivian, uma espécie de Barbie Malibu, Bárbara tenta superar sua decepção amorosa recente e uma da adolescência, que volta com tudo à sua memória: o garoto dos olhos azuis. Será que o cavalo branco só passa uma vez? É isso que Bárbara vai descobrir com bom humor, jogo de cintura e uma pitada de neurose, em O Garoto dos Olhos Azuis, romance de estreia de Raiza Varella.

Regras:

  • É necessário endereço de entrega no Brasil;
  • Todas as informações requisitadas serão conferidas, e quem não estiver seguindo todas as regras será desclassificado;
  • O sorteio será feito pelo Rafflecopter e o resultado será divulgado no blog, em até 3 dias após o término da promoção, no dia 21/06;
  • O ganhador tem um prazo de 72 horas após a divulgação do resultado para entrar em contato com o blog e enviar o endereço;
  • O prêmio será enviado para o ganhador no prazo de 30 dias;
  • Não nos responsabilizamos por extravios cometidos pelos Correios.  
 a Rafflecopter giveaway

Beijinhos e boa sorte

18 de mai de 2015

A filha do louco — Megan Shepherd


A filha do louco #1Autora: Megan Shepherd
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581631547
Páginas: 418
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Quando você não tem bem certeza se vai gostar de um livro, o tamanho é algo decisivo. Você pode arriscar perder tempo com algo de 200 e poucas páginas, mas tem um certo de receio de fazer o mesmo quando o livro é equiparável a um tijolo e pode servir como levantamento de peso. Para mim, a solução tem forma de maratona e metas pessoais. Eu levo isso muito a sério. E com A filha do louco e suas 400 páginas, só foi preciso o empurrão inicial para o resto fluir e eu nem perceber que já estava trabalhando o bíceps por horas a fio (mentira, nem é pesado assim, só ganhei músculo com Battle Royale).

Ambientado em meados do século 19, a história vai focar em Juliet Moreau, que teve a vida arruinada após um escândalo que envolveu seu pai quando tinha 14 anos. Ele foi acusado de praticar medicina de forma desumana e, depois disso, sumiu do mapa. Por três anos, Juliet foi alvo de humilhação por parte da sociedade londrina, sendo jogada para as margens do luxo que antes era seu chão. Tudo está na maior completa pior quando ela reencontra Montgomery, um antigo criado de sua família, que lhe renova as esperanças de que o pai está vivo. Juntos, eles embarcam para uma ilha isolada em que o Dr. Moreau encontrou como refugio para continuar com sua medicina nada convencional.

Tudo isso acontece em questão de poucas páginas. Pela 100, o que parecia ser o plot para o livro todo, já está montado e fundamentado. Com isso, a autora tem a missão de colocar mais história para preencher aquele número pouco modesto de páginas. E aí é que está: A filha do louco é um livro complicado.

Complicado em termos que não vai agradar gregos e troianos - e não de uma forma normal de gosto é gosto que livros costumam dividir opiniões. É possível odiar o livro e argumentar a respeito - e ter razão. Esse é um livro bastante cruel que, acima disso, não tenta embelezar a situação com palavras leves. Há tortura com animais e descrição disso. Então eu aviso: não é recomendado para nenhum amante dos bichinhos. Juro para você, certos parágrafos quase me fizeram abandonar a leitura.

Porém, há uma discussão interessante aí. Parece muito tudo errado e desumano (concordo), porém é uma história retratada há centenas de anos atrás. Antes até da luz elétrica. Então a ciência deveria ser feita de alguma forma, não? Claro que é terrível, mas o que Dr. Moreau foi acusado de fazer não vai muito longe do que fez Da Vinci famoso. Do que deu material para a ciência evoluir ao patamar atual. Se fosse um livro dos dias atuais, eu super topava queimar exemplares, mas não é. Sad, but true.

Para fazer o livro funcionar, Shepherd precisou introduzir diversas brechas e fazer cada uma ser uma reviravolta. Você pode nem saber o que é, mas precisa desconfiar que cada mosca naquela ilha tem um papel importante para o desenvolvimento da trama, e vai fazer parte de algo maior. Confesso que criar teorias foi o mais divertido de tudo - e eu estava pronta para ficar bem chateada se a autora não desse importância para detalhes que eu achei dignos de gancho. Porém, Shepherd conseguiu compreender seu propósito com o mundo e surpreendeu até quem achava que estar a frente de tudo. Ver que ela não desperdiçou oportunidades é muito legal e enriquece bastante a trama como um todo.

A autora insere um triângulo amoroso, mas não se deixa levar para um lado romance histórico da coisa. Tudo faz parte de um plano maior. O foco sempre permanece em Juliet e as loucuras em prol da ciência que seu pai está disposto a fazer. As vezes faz parecer uma história sem tanto assunto para uma trilogia, mas é impressionante o que a autora conseguiu fazer com um só volume. Pela originalidade, A filha do louco é um livro muito bom. Sempre que a história começava a perder a mão e ficar cansativa, a autora aparecia com uma carta na manga e a narrativa volta aos eixos. Por incrível que pareça, as 400 páginas são muito rápidas e, por mais que não sejam "tranquilas", são cativantes.

16 de mai de 2015

Playlist da semana!


Segura o milagre da playlist chegando na data certa. Semana passada rendeu bastante, o Shazam está lindo ultimamente, e cá estamos de novo para animar sua tarde fria de quase inverno (não?). Vem que tá maneiro.
Uncover - Zara Larsson: Sabe aquelas músicas sentimentais da Rihanna? Pois então Uncover não é da RiRi, mas engana bem. Essa é o tipo de música que aparece nos minutos finais daquela série incrível e dá o tiro final. Tantos feelings espalhados ♥
Speaking of truth (Orchestrated) - Laleh: Mas falando de música para arranjo final de trilha sonora, cá estamos com Speaking of Truth, que é muito mais que um tiro. Muito mais. Essa versão com orquestra foi lançada para The Royals e é tão incrível que quero me jogar no chão toda vez que escuto.
Are you with me - Lost Frequencies: Como eletrônica que se preze, a letra é minúscula e fica se repetindo ao som da batida legal. Are you with me não é tão animada quanto poderia, mas é legal - e dá pra dançar com o pescoço!
Hold back the river - James Bay: Eu amo essas música folk que bombam tanto que estão tirando o estilo da label cult. Hold back the river é uma das últimas a estourar na gringa e daqui a algumas semanas estará na playlist do mundo todo! Não é minha favorita do gênero, nem tenta ser algo como Budapeste ou Riptide, mas tem seu mérito.
Be like you - Ed Sheeran: O Weasley favorito do mundo lançou álbum novo essa semana reunindo 5 EPs antigos, para tirar do estágio poser todo mundo que o ama e fica sempre nas mesmas músicas novas (OI, EU!). Estou descobrindo várias belezuras desse belezudo, e minha primeira conexão viciante é Be like you.
How low - Against me!:How low é folk com feeling ~vintage~ que não conquistou o Shazam, mas apareceu na soundrack da maravilhosa The Royals e quem estou adorando essa melodia esquisitinha com cantores tão bons quanto seus amigos no Karaoke? 
This summer's gonna hurt like  a motherfucker - Maroon 5: As músicas de Adam mozão Levine e os outros caras são sempre iguais: boas de dançar, de cantar junto, de esquecer. Então vamos aproveitar e escutar enquanto for novidade, aumente o volume!

15 de mai de 2015

Os 05 lançamentos de livros gringos mais legais do mês

Eu admito que minha pilha de leitura tem sido um lembrete constante do fracasso que está sendo minha dedicação para com destruí-la. Nas últimas três semanas, li o grande total de 01 livro (coloquei o 0 pelo efeito dramático, com a sua licença). Numa época legal, teria lido mais de 10. É por isso que nessa sexta, nada de resenha gringa - pois as que tinha acumuladas, acabei não escrevendo e cá estamos sem memória suficiente para divagar por uma história. Pausa para o "YEY" sarcástico. O que acontece, então, é uma lista de lançamentos gringos deste mês que me deixam animada para (um dia) ler - além de serem ótimas histórias para a gente incomodar as editoras nacionais para trazerem! Se você lê em inglês, curte só as novidades:


Uma constante desses lançamentos é que as capas são maravilhosas. Começando por I am princess X, debut de Cherie Priest, em que duas amigas, Libby e May, criam uma comic book sobre sua heroína ideal, a Princess X. Porém Libby sofre um acidente de carro e falece, deixando May sem interesse pela criação das duas... Isso até que desenhos da Princess X começam a aparecer por toda cidade de Seattle, deixando May com a pulga atrás da orelha que a amiga pode ainda estar viva. Esse plot de amiga desaparecida é algo que está se tornando bem comum em young adults, porém essa vibe nerd, assim como o apelo emocional que o livro exige a partir do acidente, dá um diferencial bem bacana. Além de que, de novo: que capa maravilhosa!

Verdade seja dita: eu quero comprar esse livro, arrancar a capa e enquadrar. Ou, menos radicalmente, quero comprar esse livro em hard cover, e enquadrar a jaquet. PELO AMOR DE DEUS, QUE LINDEZA! Francesca Zappia está debutando na literatura e já tem vários olhos em cima, cheios de expectativa para esse lançamento, que promete ser um dos mais queridinhos do ano segundo alguns sites gringos. Made you up vai seguir a linha de sick lits que temos visto ultimamente: alguém com problema mental e as dificuldades cotidianas. A protagonista é Alex, que está no último ano e precisa lidar com mais coisas do que decidir a faculdade e moldar seu futuro. Ela tem uma condição mental que a impede de distinguir realidade de imaginação, e para isso conta com a ajuda da irmã menor e um Magic 8 (aquele brinquedo que dá respostas, sabe?). Não sei você, mas eu amo as possibilidades dessa trama, que, se bem feita, pode ser (e será) sensacional.


Nas palavras da autora de Comer, Rezar e Amar, Kissing in America é um livro sobre "amizade, amor, viagem, vida, esperança, poesia, inteligencia e questões internas de garotas". Eu tenho mais duas palavras para acrescentar: ROAD TRIP. Somando isso, além da capa maravilhosa, digamos apenas que esse é um livro para ficar empolgada. A premissa inicial é meio idiota: Eva, de 16 anos, encontrou o amor da sua vida, mas ele mudou para Califórnia. Então, ela vai atrás dele pra fazer um grande gesto romântico. Acho ridículo quando os autores colocam seus personagens a lamber o chão de outro como cachorrinhos, mas a parte da road trip compensa. Sem falar que, como a gente sabe o modo com essas histórias terminam, Eva provavelmente vai encontrar outro garoto no caminho, que vai ajudar a superar quando ela chegar na Califórnia e encontrar seu amor seguindo a vida. Pelo menos é isso que eu conto que aconteça.

Já. É sério. Eu também fiquei embasbacada quando vi que Jamie McGuire já estava lançando continuação de The Maddox Brothers pouquíssimos meses depois do lançamento do antecessor. Acho que isso é um grande benefício de escrever histórias iguais: não perde tempo pensando em novidade. E para que precisaria, não? A gente gosta da boa e velha fórmula clichê (im)batível. Em Beautiful Sacrifice (que tem a melhor capa, btw), o irmão da vez será Taylor e ele é típico Maddox: bonito, tatuado e aquilo que McGuire adora falar e me mata de rir: perigoso. QUE PIADA BOA. Mas, independente disso, eu vou ler e vou amar porque sou dessas. A outra personagem principal dispensa comentários porque são todas tão parecidas quanto os Maddox, porém de menor apelo new-adultíco. De qualquer forma: estou ansiosa por mais esse trabalho genérico de McGuire.

Recebi hoje uma carta nominal e autografada pela Katie (MIGA) falando sobre o novo livro. Foi o que me lembrou que esse mês é diliça e inspirou o post? Sim! Nowhere but here é o primeiro livro de uma nova série de new adults, que é um gênero que a gente já teve provas que essa moliér excelente sabe escrever. No livro, o romance proibido será protagonizado por Emily, que foi abandonada pelo pai quando ele se juntou ao Reign of Terror, um clube de motoqueiros. No outro lado da narrativa estará Oz, que quer entrar para o clube acima de qualquer coisa, e, para isso, vai ajudar a proteger a filha de um dos mais respeitados membros. A autora promete algo mais profundo, mas o importante é que o clichezão está lá, firme, forte e lindão. Katie disse que esse é o livro mais especial da sua carreira, e AIN ♥ 

13 de mai de 2015

Uma história de amor e TOC — Corey Ann Haydu


Autora: Corey Ann Haydu
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501100580
Páginas: 320
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Na onda de tramas mais sérias, chegou ao mercado de young adults brasileiros o livro Uma história de amor e TOC, para dar uma abordagem mais jovem ao transtorno obsessivo compulsivo e fazer esclarecimentos sobre o distúrbio estereotipado e generalizado.

O que eu mais gosto desse tipo de literatura é que está clareando o que conhecemos por distúrbios mentais e nos tirando da caixinha equivocada do esteriótipo. A gente encara TOC como bipolaridade, que também é vista erroneamente. Se você muda de opinião é bipolar, se você tem álcool gel na bolsa, tem TOC. A função desses sick lit é mostrar o que vai além da informação disseminada comumente: o que é sofrer disso pelos olhos de quem tem.

Pode ser ficção, mas há uma boa pesquisa por trás. Haydu nos apresenta dois personagens principais: Bea, que é obcecada por pessoas e suas histórias e suas decisões e sua segurança; Beck, que gosta de malhar e lavar as mãos e de séries de 8. Os dois, de modos completamente distintos, sofrem do transtorno.

Eu falaria sobre a trama, o plot dos dois se encontrando e tentando um relacionamento apesar das peculiaridades, mas isso não é importante. Na verdade, o plot principal de romance é chato e cansativo. O forte da autora se firma nos personagens: quem são, o que fazem e como lidam com o cenário ao redor. Nisso, nós somos levados mais profundamente para as nuances de suas obsessões, como isso influencia seu dia a dia e seus relacionamentos. É aí que Uma história de amor e TOC se destaca, sendo muito mais sobre TOC do que sobre amor.

Porque, vamos combinar, o romance é tão mal trabalhado que a autora nem se esforçou para fazer acontecer. Duvido que ela realmente queria dar força a esse lado do enredo.

Beck é um personagem que se aproxima do que conhecemos por TOC: maníaco por limpeza, saúde, algum número. É Bea que propõe a maior saída do esteriótipo: ela usa roupa de brechó, afinal de contas. Por outro lado, ela é stalker - sim, do modo creepy. Alguma pessoa chama sua atenção e, pimba!, ela está obcecada.

Achei bastante interessante o modo como a autora aborda o tema, porém como young adult, Uma história de amor e TOC é bem mediano. Não há carisma nos personagens ou no seu romance, porém suas obsessões rendem plots chamativos e ousados. Gostaria que tivesse sido trabalhado como um todo, mas recomendo se você tiver interesse em saber mais sobre a condição.

12 de mai de 2015

08 pilotos para cuidar na época de estreias

Cada ano que passa eu fico mais exigente (leia-se insuportável). Se antes eu ficava saltitante quando saiam as listas de pilotos aprovados para a fall season, hoje só consigo ficar mais entediada. O resultado disso é sofrer para encontrar alguma coisa que desperte a curiosidade entre as muitas aprovações dos canais. Acho que nunca vi tanta coisa prestes a estrear como nesse ano, mas não senti nenhuma conexão mágica de preciso-ver-para-viver. Depois dessa triagem toda, oito nomes me chamaram atenção. Quais?

Damien

Você sabe aquele menino bizarro de A Profecia, o filme de terror que figura a lista icônica de maiores clássicos do gênero, e que eu nunca assisti porque tenho medo? Pois então; cresceu. E vai virar série! A garantia de coisa boa está no canal: o mesmo que produz Bates Motel, o prequel de Psicose. Me dou alguns meses para virar gente grande e ter coragem de assistir essa estreante que promete ser babadeira.

Tatau

Dois amigos decidem sair de Londres para descobrir o mundo, viver experiências, conhecer culturas. Até aí: ok. Depois disso é uma trama para lá de confusa, cheia das treta, com direito a viagem no tempo e uma tatuagem que desperta interesse de toda população de uma ilha misteriosa. Dito isso, Tatau precisa de duas coisas para garantir seu sucesso: coerência e produção decente. Se depender da reputação do canal, o mesmo que faz Orphan Black, já nasceu dando certo.

Crazy Ex-Girlfriend

CW era a emissora amor da minha vida até decidir investir quase unicamente em super herois. Estou com preguiça? Óbvio. Porém uma estreante fez um bom link de memória: Crazy Ex-Girlfriend é a história de uma advogada bem sucedida que Nova York que decide abandonar tudo e mudar para uma cidade relativamente pequena na Califórnia. Tem diferenças, mas, em essência, me lembrou a falecida Hart of Dixie. Vale assistir o piloto porque as chances de ser amor são bem consideráveis.

Scream queens

Ok, há uma série que me deixou verdadeiramente empolgada nessa leva gigante. Garanto que você já ouviu falar e também já a está considerando na watchlist. QUEM NÃO? Não basta ser situada em universidade, o seriado ainda conta com um cast mais maravilhoso que não sei lidar. Se Ryan Murphy conseguir encontrar o meio do caminho entre Glee e American Horror Story, essa série vai derrubar todos os forninhos. Tenho pena da emissora que tentar competir horário.

Scream

Impressão minha ou fiz escolhas mais maduras (aka macabras) para adicionar na watchlist dessa vez? Devo ter ficado mais corajosa, hum. Anyway, Scream é baseado na série de filmes Pânico, e vai ser ambientado no ensino médio, com uma influência muito forte na internet. Não vai ser assustador porque vai ser trash pra caramba. Vai ser maravilhoso para caramba também.

Telenovela

Alerta para genérico de Jane the virgin. Depois que uma série de teor latino deu uma repercussão maravilhosa e rendeu indicações significativas para um canal aberto, a NBC decidiu fazer sua parte no catalogo e encomendar Telenovela, que falará sobre os bastidores de uma dessas produções dramáticas sensacionais. Vai ser brega, mas tem altas chances de ser engraçada. Pode fazer intercâmbio e trazer Rogelio De La Vega, não?

Flesh and bone

Não é a primeira vez que falo desse seriado por aqui, já que não é a primeira vez que a Starz dá sinal verde para a produção. Entretanto, dessa vez já tem até data de estreia e, a partir de 8 de novembro, vamos poder acompanhar os bastidores não tão belos de uma academia prestigiada de balé em Nova York. Quero intriga, quero polêmica e quero Cisne Negro. E quero que dessa vez estreie mesmo.

Wicked City

ED WESTWICK ESTÁ DE VOLTA NA TV E ELE É UM SERIAL KILLER E ELE É LINDO E EU ESTAVA COM SAUDADES DO MOZÃO ♥ FALE SUSSURRANDO E CAMINHE IGUAL UM PINGUIM E VOU TE AMAR PARA TODO SEMPRE!!!!! (mentira, nem precisa disso, embora me lembraria Chuck lindão)

11 de mai de 2015

Que tal esta noite? — Bridie Clark


Que tal esta noite? — Pense rápido! #1Autora: Bridie Clark
Editora: Verus
ISBN: 9788576863656
Páginas: 204
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Eu nunca tinha lido livros interativos de você-escolhe. Sabia que existiam, mas não eram exatamente fáceis de encontrar e me causam certa estranheza. Mas se de um lado é uma narrativa ~exótica~ meio pobre (sempre são), do outro é a certeza que os personagens vão receber um final digno do acordo com o você quiser. Se não gostar, tem outro e pronto. Acho útil.

Que tal esta noite? é o primeiro livro da série Pense rápido!, e foi meu primeiro contato com esse método nada convencional de contar uma história. A personagem é você, que estuda numa das escolas particulares mais conceituadas da America, e vai junto das suas amigas para o Sonho de uma noite de verão, a melhor festa do ano. Ou não vai, porque quem escolhe seus passos é você.

Não sei muito bem como julgar o livro, já que foi meu debut no gênero e não tenho antecedentes para saber como esses livros são feitos. Porém, de acordo com o que eu acredito ser verdade, Que tal esta noite? está bem de acordo com o esperado. Existe um jeito que eles livros devem ser escritos e, sim, é mediano, mas também é difícil fugir do formato.

São 204 páginas. Você começa a fazer suas decisões desde o primeiro capítulo. É uma escrita bem enxugada, sem divagações, afinal, quem sabe o que você está sentindo e pensando é você mesmo, não? Então, com várias alternâncias, as histórias se tornam absurdamente curtas. Cerca de 25 páginas e você começou, escolheu e terminou. Se eu não tivesse bisbilhotado outras escolhas paralelas, teria acabado com o livro em 20 minutos.

Eu não sabia o que esperar e descobri que não gosto desse tipo de livro. Ainda assim, acredito que Que tal esta noite? é bem adequado ao que se propõe. É um livro fácil, mas que não gera empatia nenhuma. Se você gosta do tipo ou sente curiosidade, acredito que esse livro seja bem ok... Porém não irá, jamais, substituir o lot of feelings de uma boa e velha narrativa corrida.

9 de mai de 2015

Playlist do... mês?


É um pássaro? Um avião? O super homem?

NÃO! É a Joana tendo vergonha nessa cara de Trakinas e postando playlist num fim de semana!

O fato de você estar lendo essa playlist hoje é porque fiz um trato comigo mesma que resultaria na transformação do meu nome para Joanete se eu não me dignasse a fazer essa publicação. Como esse seria um trocadilho que eu não gostaria de ter de lidar, cá estou. A verdade é que sou uma inútil em fins de semana, o que me impede tanto de postar, como de buscar por músicas novas. Estou escutando o que nos últimos tempo? Big girls don't cry e Since U been gone. Temporada passada é bobagy. Mas isso está prestes a mudar, meus amigos.

Time of our lives - Pit bull ft. Ne-Yo: A gente gosta de falar mal do Pit Bull na mesma intensidade que gostamos de dançar suas músicas. Não sei você, mas eu já desisti de saber como lidar. Com isso, vamos adicionar Time of our lives na lista de impossíveis de não entrar na vibe. 

I really like you - Carly Rae Jepsen: A primeira vez você escuta em nome da lembrança que é Call me maybe. Na segunda, para contar quantas vezes "really" se repete no refrão. Na terceira, ferrou migo, você está viciado.

Pretty girls - Britney Spears ft Iggy Azalea: Brit quer recuperar o título de princesinha que tinha no inicio do milênio. Como fazer isso? Chamando a maior farofa de festa dos últimos anos: Iggy Azalea. Não é a melhor parceria da rapper, nem o melhor playback da ex-futura-substituta-da-Madonna, mas não é de todo ruim.

Hold my hand - Jess Glynne: Você já viu essa música hypar antes - talvez com outro nome, com outro cantor, com outra letra, mas já ouviu. É batida (eike trocadilho) que dói. Maravilhosa que dói também.

Fight song - Rachel Platten: Parece 2005, mas é 10 anos no futuro sim! Fight song é muito parecida com aquelas músicas velhas que eu estou escutando agora. O inicio é choroso, mas o refrão totalmente explica o sucesso atual dessa diliça.

All hands on deck - Tinashe: Estalar os dedos ritmicamente é tão legal, você fica parte da melodia instantaneamente. All hands on deck é assim; com o bônus de ter certos momentos que dá para dançar como se estivesse numa boate hiphop.

Believe - Mumford and sons: Descobri que Mumford and sons é sensacional depois de algumas temporadas de sucesso, mas estou colocando o single mais recente para que você finja comigo que não estou sendo fangirl atrasada.

8 de mai de 2015

Bad girls don't die — Katie Alender

Sexta feira. Dia de resenha de livro gringo. Aqui. Oficial. É sério, pode cobrar.


Bad girls don't die — #1Autora: Katie Alender
Editora: Hyperion
ISBN: 9781423108764
Páginas: 352
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Não é de ontem que eu gosto de livros de terror. Também não é de ontem que a capa de Bad girls don't die chamou minha atenção. O livro habitou minha lista de desejados por meses até que eu tomasse vergonha na cara e abrisse o ebook que tinha no celular. Sabe o que eu descobri aí? Que não sabia do que se tratava o livro.

Existe um plot forte quando falamos de terror e esse é a possessão. Nada aterroriza como tal tema, o que se pode reparar com a quantidade de filmes desse tipo que figuram sempre as listas de mais assustadores. Bad girls don't die parte com essa ideia, aliada de outro elemento que sempre rende apreensão: crianças bizarras.

Não que a irmãzinha de Alexis fosse bizarra. Ela não é... ou não era. Tem algum tempo que Alexis começou a reparar algumas coisas estranhas em Kasey, de 12 anos: a mudança na cor dos olhos, o uso de linguagem excessivamente rebuscada, além de algumas atitudes um tanto, hum, sinistras. De repente, os problemas típicos de ensino médio não são sua maior preocupação... Esta, no caso, dorme no quarto ao lado.

O livro tem esse ponto de partida misterioso, mas no fundo não passa de um young adult. Essa é sua maior fraqueza, pois por mais que o enredo queira engrenar para um lado mais assombroso, a trama sempre vai voltar para high school e os personagens caricatos desse cenário. Eles podem não ser muito relevantes, porém quebram alguns momentos de alta tensão que envolvem Alexis e Kasey.

A protagonista é o tipo rebelde que funciona muito bem dando as coordenadas da história, considerando o feeling high school que cerca tudo. Porém, por mais interessante que fosse alguém que está constantemente com o "foda-se" ligado, ela é cética demais para o que está embaixo do seu nariz. Ah, mas Joana, quem é que pensa que a irmã tá com o capiroto embutido?  Não sei, mas que é irritante sua insistência fajuta na descrença, é. Assim como é irritante o modo como nenhum dos personagens sabe onde procurar informações sobre o assunto. PEGA A CRUZ, GENTE, A ÁGUA BENTA, FAZ ALGUMA COISA!

Ainda assim, a autora conseguiu manter um clima instigante, ora assustador, ora tensão danada, por quase o livro inteiro. Tive a impressão que o que Alender fez foi o que Lauren Myracle tentou em Bliss, mas se perdeu por não saber onde jogar a isca. Katie Alender soube não apontar para todos os lados e manteve o suspense equilibrado no que se arriscou. Por mais que o final tenha sido pouco trabalhado, as reviravoltas que levaram para tal geram um contraposto agradável.

Eu gostei, mas não sei se recomendo. É uma história boa, longe de ser a melhor do gênero, mas com bons momentos. Não seria um problema se Katie Alender soubesse quando parar e desse um ponto final para a história de Alexis e Kasey ainda em Bad girls don't die. Porém, essa é uma trilogia em que as mesmas personagens continuam sendo principais. Desculpe ser pessimista, mas não vejo como isso pode dar certo.
Nível de inglês: Médio

Promoção 5 anos do Entrelinhas Casuais


Os bluógs migos estão fazendo aniversário e vamos todos comemorar, certo? Comemorar dando presente para você que nos lê, aliás. Então chega mais que tem muito livro bom!

Regras:
  • A promoção começa hoje (08/05) e termina no dia 31/05;
  • O resultado sairá em até 7 dias;
  • O ganhador terá um prazo de 48 horas para responder ao e-mail, com seu nome e endereço completos, caso contrário um novo sorteio será refeito;
  • Perfis exclusivos de promoção, falsos ou criados apenas para participar desta promoção serão desclassificados;
  • É necessário possuir endereço de entrega no Brasil;
  • Cada blog é responsável pelo envio do livro cedido dentro de um prazo de 45 dias úteis;
  • Caso o livro volte por envio de endereço incorreto, cabe ao sorteado pagar pelo novo frete de envio;
  • O blog não se responsabiliza por extravios;
  • Para maiores esclarecimentos, leia os termos de promoção do blog aqui.












Beijinhos e boa sorte

7 de mai de 2015

06 filmes que gostei mais que o livro


A gente muito ouve dizer que adaptações são fajutas e nada supera a história original do livro, sem cortes e com mais liberdade criativa (afinal, os olhos daquele personagem sempre foram azuis?). Porém toda regra tem exceções. Tem sim! Eu sei que agora você quer me bater por dizer justamente o que ninguém diz, mas é verdade, amigo: há casos em que o filme deixa o livro jogadinho no chão. Senta melhor que eu vou te contar quais já me fizeram repensar tudo que pensei do livro. Primeiras impressões mudam, meu caro.


Um amor para recordar

CLÁSSICO: do cinema e das listas de que-livro-péssimo-que-adaptação-linda. Verdade seja dita: todo mundo chorou com a história de Landom e Jamie. Contanto, lendo o livro, o máximo que consegui chegar foi ao tédio. A história é curta, sem força emocional, do jeito preguiçoso e apelativo que Nicholas Sparks se dá muito bem sem esforço. É até surpreendente que o livro tenha vendido o suficiente para valer a compra de direitos para o cinema, porque olha... Em compensação o filme ♥ 

The Maze Runner

DESCULPA PORÉM SIM. É por causa do Dylan O'Brien? Também, porém não totalmente. Eu assisti o filme inúmeras vezes, e decidi comprar o livro por causa dele. Isso tem influência na decepção? Talvez. Mas a verdade é que o filme tem um nível de tensão que foi muito bem trabalhado, assim como o timing e a colocação dos personagens, coisa que não senti no livro. Isso prova que uma boa produção conta muito na resposta final de um fandom. E é por esta razão que minhas expectativas estão gigantes para a continuação... do filme, porque o livro blergh.

Simplesmente acontece

Não há muito o que se pode fazer quando eu odiei o livro original e saiu uma adaptação com atores que adoro. O resultado é meio óbvio: filme rainha, resto nadinha. Simplesmente acontece é repleto de escolhas inteligentes que apagam as maiores falhas do livro. Tem cortes ousados e adaptações que perdem a essência da obra? Sim, porém, para mim, isso foi a glória.

Se eu ficar

Assim como Simplesmente acontece, Se eu ficar é uma adaptação repleta de boas escolhas de roteiro. O que no livro vira drama apenas quando apela, no livro há uma força real e sincera. A produção cria carisma rapidamente e dá base para chegar tal momento em que há um impacto significativo. No livro, sentir emoção é tudo obra da abertura do leitor. Se não quiser, a garganta não embarga em momento algum... diferente do filme.

Cinquenta tons de cinza

Gostei do filme? Não. Gostei do livro? Muito menos. Esse é o objetivo desse post, de certa maneira. Mas como eu falei na review do filme (que você pode ler aqui) a tentativa da direção de mudar aquele enredo péssimo é bastante válido. Não muda a essência da história (infelizmente), mas funciona parcialmente. Quando aliado com a boa direção e trilha sonora, dá até para dizer que é um filme assistível e gostável (er... não vamos exagerar).

Meninas malvadas

Nunca li Queen Bees e Wannabes, mas jura que algo pode ser melhor que o filme?