30 de dez de 2014

Felizes para sempre — Nora Roberts


Felizes para sempre — Quarteto de noivas #4Autora: Nora Roberts
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580413427
Páginas: 293
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Último romance de uma quadrilogia sobre casamento. Quadrilogia, esta, escrita pela rainha do romance, Nora Roberts. Você saca a responsabilidade? Digo para você: é grandinha. Mas aí você não deixa a expectativa subir à cabeça porque os livros anteriores não foram tudo isso, e, no fundo, você não acha Nora nenhuma rainha. Alguém que escreve muito sem precisar de ghostwriter? Com certeza, mas rainha? Não chegamos nesse nível. Muito menos com esse último volume.

Pois, você sabe, é último volume, deve ser emocionante e incrível e derrubar forninhos. Último volume merece até um destaque a mais na pronuncia, deve ser mais grandioso que um livro qualquer. Último volume é último volume - e considero isso bastante especial. Para finalizar sua quadrilogia, Roberts colocou Parker como protagonista, a último solteira das amigas sócias da empresa ~casamenteira~, Votos. Parker sempre foi tratada como principal do grupo e finalmente ganhou um livro para si. O romance teve a mesma excelência que a personagem sempre buscou nos casamentos que organizou? RI.SOS.

A autora simplesmente brincou com o que já vinha enrolando desde que introduziu Malcolm, o mecânico que faz par romântico com Parker, ainda no segundo livro (se não estou enganada). Ao longo dos livros anteriores, o casal já tinha trocado todas as farpas preliminares, já tinham se beijado e já tinham construído uma relação estável de gato e rato em que Tom quer beijar Jerry. É tão tranquilo enquanto procede que parece tedioso, e o que pode ser um livro bom, é altamente confundível com mediano.

Uma coisa que me deixou bastante incomodada é que, com exceção do primeiro livro (por motivos óbvios), os outros três seguintes destruíram a imagem já montada que eu já tinha dos personagens que ganhavam espaço principal. Parker foi outra que eu achava por conhecer uma coisa e acabar surpreendida por outra - e não da melhor forma. Por exemplo, se tem alguém que você imagina ser objetiva e bem resolvida, esse alguém é a brilhante Parker. Porém errado. A personagem se mostrou enrolada, indecisa e quase incoerente em alguns trechos, o que foi bem irritante e decepcionante. 

Faltou impacto real. Eu li esperando por uma reviravolta ou algum grande drama para que o livro ficasse marcante e desse impressão de ser uma chave de ouro, e não encontrei nada disso. É até mais pacato que os que antecederam, e tem algo de muito errado nisso. Era pra ser importante e Felizes para sempre foi apenas mais um (apagado) na fila do pão. 

Espero, do fundo do meu coraçãozinho, que Nora seja melhor escrevendo sobrenatural do que foi como romancista. Seu próximo lançamento em terras brasileiras, o livro inicial de uma série de bruxaria, vai ser aguardado cheio de minhas ressalvas, com um pé atrás e o outro regredindo. É oficial: tendo encerrado minha primeira experiencia com a autora, não faço ideia do porquê essa mulher é tão amada.

29 de dez de 2014

10 estreias para assistir em 2015

Eu sou mó hipócrita, mas planejamento é tudo. Por isso que todo final de ano, stalkeio até a morte pra descobrir as estreias cinematográficas do ano seguinte, e listo as que despertam meu interesse. Enquanto escrevo, a verdadeira intenção é assistir todos esses filmes de fato. Passa o tempo, chega a estreia e a ideia é que hoje eu assista um dos que listei para ver em 2013. Mas ok, antes tarde que mais tarde que mais tarde ainda. A gente continua listando, pois é divertido. Então: sabe o que eu quero ver em 2015?

Janeiro

Simplesmente acontece - 08.01

Eu odiei o livro, verdade, mas ainda tenho altas expectativas para a adaptação - vá que nem seja tão ridícula, né? Claro que essas expectativas tem dois nomes e quatro palavras: Lily Collins e Sam Caflin. Dois dos meus atores favoritos formando um casal cuja ideia é um plot muito amorzinho de melhores amigos que se apaixonam? Excelente! Eu só quero que a equipe de produção tenha se inspirado em Percy Jackson e feito uma adaptação da.que.las., que pode até indignar os fãs, mas ser um deleite para quem não foi com a cara da obra original.

Caminhos da Floresta - 29.01

18 anos na cara e ainda assisto filmes destinados a crianças SIM, obrigada de nada. Caminhos da Floresta é a mais nova produção ~humana~ da Disney, que reúne vários personagens de contos de fadas (incluindo Anna Kendrick como Cinderela) e ainda tem Meryl Streep dando vida a vilã. Além do mais, as fotos divulgadas até agora prometem uma cenografia linda e incrivelmente bem feita, com um feeling bem Tim Burton.

Fevereiro


The Duff - 19.02

Como não há previsão dessa estreia em terras tupiniquins, ele está aqui com a data de lançamento na gringa. A gente vai viajar milhares de kilometros para assistir? Óbvio que não, pois a internet está aí para isso, mis amigos. The Duff é mais uma maravilhosa obra clichê de high school, com atores velhos demais para seus papeis e tramas batidas demais para surpreender. AI COMO AMO! BTW, a história é baseada em um livro homônimo que deverá ser lançado por aqui pela Novo Século em breve,

Abril

Cinderella - 02.04

E em meio a tantas novas Cinderellas cantoras e dançarinas que tivemos nos ultimos anos, a Disney resolveu voltar com a versão clássica e mágica de verdade. Logo, como eu ainda não amadureci em abril, mais um filme de princesa na lista. Diferente de Malévola, essa adaptação promete ser bem fiel à versão original (da Disney, claro) e conta com um cast maravilhoso, incluindo a incrível Helena Bonhan Carter como fada madrinha. Para mim a senhora é rainha, viu?

Maio

Pitch Perfect 2 - 15.05

FEELINGS
ALL
OVER
THE
PLACE

Tomorrowland - 21.05

Divulgaram por aí que esse filme seria como um Harry Potter com ciência no lugar de magia, e embora eu acredite que esses produtores devessem baixar a bolinha, o comentário me instigou a curiosidade. O filme, protagonizado por Britt Robertsonsa, apresenta um mundo novo e alguma aventura épica, tudo com feeling de sci-fi. O roteiro foi inspirado em Contatos imediatos de terceiro grau e, só por isso, já quero ver.

Junho

Minions - 25.06

E vamos monetizar em cima dessas gracinhas pois viva ao capitalismo, isso mesmo.

Julho

Cidades de papel - 30.07

O Isaac virou Quentin e a Cara Delevigne virou atriz. Cidades de Papel é o tipo de história que jamais viraria filme se não tivesse o nome de John Green e o peso de A culpa é das estrelas atrelado na capa. É até impressionante que mais nomes da equipe não tenham sido repetidos, pois marketing é tudo. A história é mais um clichê do João Verde e, confesso: eu gosto mesmo. Ainda acho que não seria adaptado se ACEDE não tivesse sido ~a onda~ de 2014. Verdades.

Setembro

While we're young - 03.09

Ben Stiler, Amanda Seyfried, Adam Driver... Um elenco interessante para uma dramédia com sinopse nem tão interessante assim. While we're young é a trama de um casal entediado que resolve fazer uma road trip e conhece um casal jovem e muodérno. Você já viu isso antes? So do I. Vamos ver de novo?

Novembro

A Esperança - parte 2 - 19.11

Não consegui assistir a parte 1, logo não vou falar nada pois estou envergonhada. Beijo, tchau.

27 de dez de 2014

Playlist especial: Favoritas de 2014!

EITA XOFANA, o ano acabou! Então, mesmo que essa semana já tenha tido playlist, agora é hora de reunir o que teve de mais incrível no meu repeat durante os últimos 12 meses - e garanto que você já me ouviu falar de todas essas belezuras repetidas vezes. Aperta o play, levanta, canta e dança comigo porque, dessa vez a lista está gigante, maravilhosa e dispensando apresentações ♥♥♥























26 de dez de 2014

Ícones — Margareth Stohl


Autora: Margareth Stohl
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501062048
Páginas: 384
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Assim como Inquebráveis, de Kami Garcia, eu queria ler Ícones, de Margareth Stohl. É a mesma coisa que falei sobre o primeiro livro: é uma experiência interessante ver a dupla agir separadamente. Ver quem é que dá a boa ideia e quem faz a boa execução - coisas diferentes e capazes de comprometer a obra como um todo. Então, conclusão: Stohl tem mais criatividade para construir plots. Menos capacidade para conduzir, também.

Ícones é um encontro de young adult com ficção científica, o que tem um nome: alienígenas, vulgos ícones. Dol é uma das poucas humanas sobreviventes e vive no interior junto de seu melhor amigo, Ro. Não é o mundo como conhecemos, mas Dol convive bem com ele, afinal é tudo que ela conhece. Isso até ser arrastada para a Embaixada, sede do governo que vive em harmonia com os extraterrestres, e perceber que ela não estava tão reclusa do mundo assim. Dol e Ro fazem mais parte dessa realidade do que eles mesmo imaginavam. 

São vários enredos que se misturam. A sinopse promete um sci-fi com ETs, a realidade é uma distopia das mais clichês, convenientes e furadas. A autora juntou todas suas várias boas ideias em uma única narrativa que vai para todos os lados e não vai para lugar nenhum. O livro fica só na promessa de fazer acontecer, e sabemos que não é isso que conquista o leitor. No final a autora vende seu livro mas não vende sua série. Isso vale?

Os ícones são muito mal explicados e apagados, tanto que passei o livro inteiro em busca deles e sua participação aterrorizante na realidade terrena e acabei frustrada. A autora irrita com sua falta de execução do que obviamente funcionaria se fosse bem feito. O cenário sozinho seria cativante se tivesse o foco e desenvolvimento que merecia, mas né. Stohl parece se contentar com o mediano, e uma soma desses factores é um resultado bem medíocre.

Assim como o cenário deixa a desejar, os personagens principais também não ajudam. Dol, Ro, os personagens que aparecem no decorrer, o triângulo amoroso que se forma por obrigação de ser young adult... Tudo dando a impressão que poderia ser melhor. É irônico que os personagens que pagam de heróis sejam os próprios a destruir a história. Cansei de dizer que bons protagonistas carregam qualquer trama nas costas, independente dos independentes, e Dol poderia fazer ir pra frente. Fez? Só se for a frente para o travesseiro pois desmaiei de sono.

A narrativa não tem senso de humor, a não ser que mimimi de Dol seja engraçado para quem gosta de humor masoquista. Ícones é um acúmulo de erro sobre erro que faz Margareth Stohl parecer uma péssima escritora, coisa que acredito ser mentira, já que a ideia tem um potencial tremendo. Se ela vai fazer acontecer no futuro, vou esperar a timeline contar. Voltar para Dol por vontade própria? Não, obrigada.

24 de dez de 2014

Playlist da semana!

Verdade seja dita: por mais que toda vez que eu indique uma música cante um trecho dela, volta e meia sempre volto a cantarolar "Então é natal" num tom, segundo minha mãe, mais agudo que o correto. É o clima, verdade. Até pensei em fazer uma playlist especial dessa época do ano, porém já fiz ano passado e minhas favoritas continuam as mesmas (e se você quer ver minha seleção xtmas clique aqui). Dessa vez a playlist é pra você que vai viajar e ainda tem tempo de aumentar o número de músicas do celular... E para você que adora meu excelente gosto musical independente do mês que estamos. *cofcof*


A playlist começa repleta de hits do ano que você já deve conhecer e está afim de dar na minha cabeça por só comentá-las agora. Eu confesso: compliquei com esses meninos e não me deixei seduzir. Porém como costumo ser um amor de pessoa no natal e gosto de todo mundo, olha só a chorosa Stay with me, de Sam Smith, e a parceria Love never felt so good de Michal Jackson e Justin Timberlake (lindo, péssima voz). A melhor coisa de ser atrasada é que começo a ouvir as músicas só agora, mas já conheço toda a letra. GOTTA FLY GOTTA SEE CAN'T BELIEVE 


Uma das maiores delicinhas que descobri nos últimos dias foi Up, parceria de Olly Murs (lembra der Animals?) com Demi Lovato. Blame é uma das músicas mais bombadas desse verão e fez Calvin Harris superar Summer completamente, a batida eletrônica é maravilhosa e a participação de John Newman deixou ainda melhor. E, em seguida, Gold: a nova música do Imagine Dragons, que eu elogiaria, MAS ESTOU SEM PALAVRAS. Cadê Papai Noel Hacker vazando esse álbum na meia noite de hoje? Aguardando.


Sheppard é uma das melhores bandas descobertas em 2014, e pfvr, que não sejam sucesso de um single só. Vamos nos esforçar para que essa gracinha de Let me down easy bombe tanto quando Geronimo? Renegade, das irmãs Cimorelli, é uma farofa que só - mas a gente adora, inclusive na noite do peru. A mistura de voz sobre voz com rap ficou excelente para decorar e cantar como se estivesse no Grammy. E Blame it on me, que é do lindo do George Ezra, um dos principais nomes do ano sobre música folk, animada e maravilhosa.


E já que é natal e eu precisava concluir em tema natalino e amorzinho: esse ano tivemos as garotas do Fifth Harmony com o clássico de Mariah Carey: All I want for christmas is you. Feliz natal ♥

21 de dez de 2014

Resultado: Breakable autografado

Domingo? Verão? Semana do natal? Minha nossa. Quer saber se foi você que ganhou do Papai Noel (vulgo euzinha) um exemplar AUTOGRAFADO de Breakable?

18 de dez de 2014

As crônicas de Bane — Cassandra Clare, Sarah Rees Breenan, Maureen Johnson


Autora: Cassandra Clare, Sarah Rees Breenan, Maureen Johnson
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501403964
Páginas: 392
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Poucas autoras mexem tanto comigo quanto Cassandra Clare. Poucos personagens são tão especiais para mim quanto os criados por essa mulher. Em uma trilogia e uma saga, ela roubou meu coração e o estilhaçou mais vezes do que consigo contar. Mas eu volto, não largo, e amo mais intensamente a cada livro - seja ele uma continuação ou um extra. Seja ele um guia ou uma coletânea de contos do Magnífico feiticeiro do Brooklyn, Magnus Bane.

Para quem não acompanhou, durante cerca de um ano, Cassandra Clare, junto de duas autoras amigas, Sarah Rees Breenan e Maureen Johnson, publicou ebooks com histórias de Magnus, o feiticeiro rei do mundo que conhecemos em TMI, suas incríveis aventuras durante os séculos que viveu. Depois de todos os contos lançados, saiu o livro físico, e foi só então que me deixei sofrer por As crônicas de Bane. Será que um dia vou saber lidar com meus OTPs?

São séculos de histórias. São duas sagas que a gente já leu, tendo a vida cruzada por esse maravilhoso feiticeiro. São gerações e gerações de personagens que a gente conheceu ou ouviu falar ganhando mais espaço, mais vida. Você sabe o que isso significa para meu coração de fangirl? Muita dor. Muito amor. Conhecemos o pai de Will (e sim, egocentrismo é de fato parte do DNA dos Herondale), temos cenas Jewessa, temos o Círculo contra a Clave e uma tirada maravilhosa de Magnus dizendo para Maryse que não está interessado no pirralho dela (se você não entendeu, não serei eu que vou explicar). É tão brilhante e genial que vou até desculpar Clare por quase parar no hospital a cada cena que os feels tomavam conta.

Magnus é tão maravilhoso que, se eu não conhecesse sua linhagem, sugeriria uma cruza com os Herondale, mas não. Magnus é brilhante (literalmente e figurativamente), confiante e divertido. Suas histórias não seriam as mesmas se fossem narradas por outras pessoas. Algumas histórias nem eram tão interessantes, mas uma fala de Magnus fazia todas aquelas páginas valerem a pena. Não é por nada que ele se chama Alto ou Magnífico Feiticeiro. Ele é isso e mais.

A narrativa é mó delicinha e cheia de tiradas inteligentes e engraçadas - como todo livro de Cassie. Além de toda beleza das páginas, cada início de capítulo começa com uma ilustração de Cassandra Jean, traço conhecido do fandom. As crônicas de Bane é um livro especial que todo mundo que já acompanhou os Shadowhunters deve ter na estante, apenas pelos forninhos caídos. Só o último capítulo, com a transcrição da caixa de recados de Magnus, faz o livro valer a pena, as mensagens de Izzy são impagáveis. 

PS: É obrigatório que você tenha lido Princesa Mecânica e recomendado que esteja a par dos acontecimentos de Cidade das Almas perdidas, por conta dos spoillers e porque a Juliana está DES MAI A DA por um motivo.

17 de dez de 2014

Os 05 melhores mash ups de 2014!


Tem duas coisas que denunciam que o ano está acabando (caso a pessoa não tenha calendário): o cheiro de panetone no ar e o lançamento dos mash ups especiais. Eu já listei vários desses incríveis vídeos, mas os que reúnem todos os hits dos últimos doze meses são sempre mais maravilhosos de um jeito diferente, sabe?


Pop Danthology: De todos os ~oficiais~, Pop Danthology é sempre o que mais espero (desde àquela versão 2012 que ainda tenho no celular). São 70 hits resumidos em menos de 7 minutos, WOW! Não vou nem listar o que teve porque né, apenas citar que faltou Chandelier (tipo?) e já preciso de uma versão de Say something remixada pelo Dan. CARA!


Us the duo: Lembra daquele cover lindo que postei de Shake it off um tempinho atrás? Pois então, estou repetindo a dose desses lindos porque eles são muito lindos mesmo. Como o mash up é cantado e em apenas 2 minutos e meio, vários hits ficaram de fora, mas garanto que você já enjoou de tanto que ouviu essas canções que levaram cover.



United State of Pop: Outro clássico de final de ano é o mash up do DJ Earworm. Até então, ele nunca tinha brilhado mais que Pop Danthology, mas estou dando o braço a torcer em cumprimento a esse lindo. Três coisas deixaram United State of Pop mais incrível que seu principal concorrente: 1) As novatas Stay high e Take me to church; 2) o grande espaço de Shake it off, Animals e Fancy; e 3) QUASE NADA DE PITBULL!



Let go: De longe, ~o mash up~ do ano. Eu não conhecia o trabalho de AnDyWu, mas estou apaixonada. São 7 minutos que juntam quase 90 músicas. O que você pensar está ali. O que bombou está ali. Não falta absolutamente nada, e só vendo esse para reparar a carência dos outros videos. Tá A+!



Nonstop pop: O diferencial desse aqui é que o remix não forçou a batida a ponto que as músicas perderem sua essência. Você reconhece as melodias e o eletrônico não pesou a mão. Por exemplo, em Rude, a música continuou sendo reggie e não uma mistura de farofa com TALK DIRTY TO ME. Ficou ótimo assim. E mais uma coisa que preciso citar: ECHOSMITH ♥♥♥

15 de dez de 2014

Inquebrável — Kami Garcia


Inquebrável - A legião #1
Autora: Kami Garcia
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501403131
Paginas: 288
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É interessante conhecer o lado particular de uma autora, quando você a conheceu como dupla e, de repente, lhe apresenta um livro solo. É como a separação de uma banda sertaneja, quando você finalmente descobre quem era a verdadeira estrela entre dois. Arrisco dizer, com base em Inquebrável, que o brilho de Beautiful Criatures é obra de Kami Garcia.

Está tudo bem na vida de Kennedy. Até não estar mais. Depois de resgatar seu gato no cemitério, ter a impressão de ver um fantasma (que não existe, porque duh) e ir no cinema com sua melhor amiga, a vida deixa de ser a mesma. Quando chega em casa, sua mãe está morta. Não demora muito para que a garota se veja envolvida num mundo que nunca imaginou que existisse: de sociedades secretas, anjos e demônios. Ao lado de quatro desconhecidos, eles formam a Legião, e precisam correr contra o tempo para salvar a própria pele.

A trama não é original, mas está esquecida no momento. A autora retornou plots fantasiosos que eram febre quando eu estava dando meus primeiros passos na literatura YA (uma década atras? Credo). Inquebráveis me lembrou Meg Cabot, alguns toques de Cassandra Clare, e, mais relevante: o que mais me atraiu em Dezesseis Luas.

É claro que temos triangulo amoroso. Mais clichê que isso, só com cena de aeroporto. Kennedy se vê dívida entre dois irmãos: Ok. Gêmeos: Ok. Personalidades opostas: Ok. Que não se dão bem: Ok. E escondem um segredo: Ok. Mas, ao menos, no meio dessa previsibilidade toda, Garcia soube equilibrar a mão para que esse plot fosse apenas um extra, e o sobrenatural tivesse o espaço merecido.

Por mais que a narrativa tenha momentos de leveza e diversão, a autora mescla com momentos de terror que ganham o leitor por estar totalmente no clima correto. As cenas com crianças bizarras são maravilhosas e perturbadoras; e as páginas finais são de uma tensão que faz Garcia merecer muitos elogios.

O trabalho da autora foi surpreendente. A trama me fez voltar no tempo e lembrar porque eu me apaixonei por livros (por mais que agora eu seja mais critica). Inquebráveis é muito bom para quem gosta do gênero, equilibra bem os elementos e tem uma narrativa gostosinha que deixou meu sábado ainda mais delicia.

Sorteio: Breakable autografado

Para compensar meu chá de sumiço, uma promoção mais que excelente para vocês! Como estamos em clima de natal, o prêmio não é apenas um livro, mas *tchararam* um livro autografado! Isso significa que é sua chance de conhecer a letra de Tammara Webber sem ficar horas em fila ou só na ~eveja~ dos amiguinhos que moram em cidades grandes que tem eventos. ME SUPERA AGORA, PAPAI NOEL!
Landon Lucas Maxfield teve uma infância privilegiada, levando uma vida tranquila com os pais e tendo um futuro promissor à sua frente até que uma tragédia impensável destruiu sua família e o fez duvidar de tudo que um dia pareceu tão certo. Agora um intenso e enigmático homem, Lucas só quer deixar o passado para trás. Quando ele conheceu Jacqueline, foi fácil desejar ser tudo aquilo de que ela precisava. Mas se há uma coisa que a vida lhe ensinou é que a alma é frágil e que todos os seus sonhos podem ser destruídos em um piscar de olhos.

Regras:

  • É necessário endereço de entrega no Brasil;
  • Todas as informações requisitadas serão conferidas, e quem não estiver seguindo todas as regras será desclassificado;
  • O sorteio será feito pelo Rafflecopter e o resultado será divulgado no blog no dia 20/12;
  • O ganhador deverá entrar em contato com o blog no mesmo dia do resultado da promoção;
  • O prêmio será enviado para o ganhador no prazo de 30 dias;
  • Não nos responsabilizamos por extravios cometidos pelos Correios.
Boa sorte e ho, ho, ho...

12 de dez de 2014

After — Anna Todd


After: After #1
Autora: Anna Todd
Editora: Paralela
ISBN: 9788565530828
Paginas: 524
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Fanfics e One direction: duas coisas que não levo a sério. Desculpa, mas sinto que precisava esclarecer isso logo de cara para não ficar confusa depois. Em contrapartida: new adult, meu gênero favorito que levo MUITO a sério. Sou tão obcecada por essa moda literária que engulo o preconceito sem motivo para ficar ansiosa por After, fanfic sobre a boyband que fez um sucesso danado na gringa  e ganhou versão livro no mundo todo.

A sinopse é o básico clichê do gênero que está todo lá: garota certinha (que se recusa a admitir isso) começa a faculdade e tem a vida revirada pelo badboy que é amigo de sua colega de quarto. Ela tem namorado que é tão certin(zzzZZ) quanto ela e a aura rebelde desse outro a atrai mais do que ela gostaria de admitir. Você já viu isso antes, não?

Tessa é a ingenuidade em forma humana. Ela é tão inocente que beira a caretice, o que, ironicamente, combina com ela. Existem regras e Tessa vive conforme elas. Existem expectativas e Tessa as preenche. E o personagem principal, conforme manda o figurino, é o oposto. Hardin é um imbecil, babaca, rebelde sem causa. Não se esforça para ser simpático com ninguém, principalmente a caloura que usa vestido de ir para a igreja quando vai em festas. Sabe casal que funciona justamente por ser disfuncional? Exatamente.

Existe um tênue linha que Todd precisa cuidar para não ultrapassar. Ao criar um herói romântico babaca, ela não pode forçar a mão ao ponto que a idiotice do moço seja imperdoável depois. Há alguns parâmetros para grosseria sem motivo e sinto que a autora não soube bem a hora de parar em algumas partes. Claro que, em outros momentos, Hardin é uma graça, mas não chega a apagar as babaquices que ele falou para Tessa no capítulo anterior.

Eu queria que os personagens tivessem um relacionamento mais saudável, queria que Hardin fosse mais estável, mas mesmo com mais contras que prós, shippei enlouquecidamente. A forma como Todd construiu o romance tem algo de muito sedutor, assim como Hardin. Você lê sabendo que um relacionamento daqueles é bem deturpado, porém who cares? Se resolvam logo!

Entretanto, ao mesmo tempo que eu torcia por #Hessa, ver Tessa sozinha e gritando verdades para Hardin era excelente. É ótimo quando a protagonista se impõe e fala para Hardin tudo que nós queremos e não podemos, já que né, dimensões diferentes. Coisas tipo: COMO VOCÊ PODE SER TÃO RIDÍCULO CINCO MINUTOS DEPOIS DE SER UM AMOR? OLHA AQUI MINHA MÃO TENDO UM DATE COM A SUA CARA! Vai, Tessa, girl power!

O forte de Anna Todd é sua narrativa. After tem vários erros óbvios de condução, mas é viciante. É difícil de largar e ainda mais difícil de não se apegar. O livro é tão arrebatador quanto Hardin, uma montanha russa cheia de picos como seu protagonista. Por fim, mais que eu tenha noção que o relacionamento de Hessa não ficará muito mais tranquilo no futuro próximo, adianto que Todd já conquistou uma leitora para a série inteira. Que a autora tenha piedade do meu coração.

11 de dez de 2014

Resultado: Onde deixarei meu coração e O Diário Secreto de Lizzie Bennet

Eu sei que estou sumida e por isso peço desculpas. Minhas razões são: o copo de agua que joguei em cima do notebook e está me obrigando a usar teclado virtual, a vibe final de ano que ate agora só significou provas, relatórios e o acumulo das minhas dez atividades paralelas, e a gripe oficial de final de semestre que me deixa para morrer. Estou explicada? Então simbora ver quem levou O diário de Lizzie Bennet e Onde deixarei meu coração:
 va Rafflecopter giveaway

Parabéns, Ana e Rafaela! - E obrigada a todos vocês que participaram ♥ Vou enviar um email para vocês e as duas terão 72 horas para responder com seus dados completos. Mais sorteios? Quem sabe... Logo?
Beijinhos  

9 de dez de 2014

Eve & Adam — Michael Grant e Katherine Applegate


Autores: Michael Grant e Katherine Applegate
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581634432
Páginas: 272
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Agradável surpresa. Essa é a melhor palavra para descrever Eve & Adam, lançado mês passado pela Novo conceito. Por mais que já tivesse passado mais de ano desde que o lançamento foi anunciado, a capa bonita não tinha me chamado atenção ao ponto de buscar pela sinopse. Eu sabia que leria, mas não tinha ideia do quê. Como eu disse: agradável surpresa.

A protagonista é Eve, filha unica de uma magnata do ramo farmacêutico. A garota pouco sabe do trabalho de sua mãe, que insiste em não misturar assuntos profissionais com os de casa, porém acaba no meio de tudo quando sofre um acidente e fica internada no "hospital da família". Para matar tempo, Eve se envolve num projeto experimental para criar o garoto perfeito. É como The Sims. Ou, ao menos, é o que Eve pensa.

Sabe sinopse boa? Essa. Em meio a tantos young adults de distopia, romance e fantasia, Michael Grant e Katherine Applegate começam essa história apresentando uma boa ficção científica em pleno hoje. Não tem nada de futuro, de universo alternativo, de dimensão paralela; Em Eve e Adam (você percebe o trocadilho do título?), é apenas gente com muito dinheiro e um laboratório meio recluso do mundo. É essa proximidade, que você realmente não tem como saber se não existe mesmo por aí, que deixou ainda mais incrível.

Conhecemos Eve, sua melhor amiga, sua fria mãe, o laboratório. No laboratório conhecemos Solo, que trabalha/mora lá, e odeia a mãe de Eve - que lhe deu casa, comida, roupa lavada e nenhum sorriso. Ele divide a narrativa com Eve, e é essa mudança de voz que aumenta o mistério e deixa o roteiro mais intrigante. Você quer saber porque Solo tem tanto ódio pela empresa e sua CEO, além de descobrir o que realmente acontece é a imprensa não descobre.

Um pequeno problema que tenho com o gênero é não conseguir acompanhar as explicações científicas. Nesse livro, o problema não acontece. Em parte porque as explicações são bem raras e pouco aprofundadas, mas também porque o vocabulário é bem acessível para qualquer leitor - inclusive aquele que só aprendeu biologia para passar no vestibular. Desculpa, sou de humanas (mas não dessas humanas). 

Eu já amo The Sims, então ver o jogo ser meio que pintado de ficção científica com personagens adolescentes e uma forte intriga misteriosa por trás: genial. Eu não sei se é uma série, se Eve & Adam é apenas o primeiro volume de muito mais, ou se acabou por aqui mesmo, mas digo para você: se tiver mais cinco ou dez livros, eu leio. Garanto que Grant e Applegate vão me surpreender.

5 de dez de 2014

As 05 coisas que mais vou sentir falta em Red Band Society


Decidi aumentar minha watchlist em duas séries na fall season de 2014. Sabe o que aconteceu? Ambas foram canceladas, QUE DILIÇA. Na verdade, esse foi o primeiro ano, desde que me conheço como seriadora, que fui mais resistente e restritiva com o que assistia, e o resultado não podia ter sido mais negativo. Tanto Selfie quanto Red Band Society, minhas elegidas, foram um fracasso de audiência e não terminaram nem 2014. E o dó é que vou sentir falta. Do que?

1. O drama adolescente

Quantas vezes preciso repetir que séries adolescentes estão escassas? Temos MTV, temos alguma aqui e acolá, mas não temos Gossip Girl, 90210 e derivados (sim, estou falando com você, CW). Mas Red Band Society estava aí, com aquelas intrigas desnecessárias que a gente tanto adora, já que tramas trash >>>>>>>>>> abismo >>>>>>>>>>>> o que os americanos gostam e renovam.

2. O feeling A culpa é das estrelas

Não é porque não assisti A culpa é das estrelas, que renego toda dramédia com câncer no meio. Assim como fazia rir, Red Band Society nos colocava para chorar no cantinho, escutando Lana del Rey e ignorando a quantidade de calorias que tem um pote de Nutella POIS DÓI TANTO QUE I DON'T CARE.

3. Os personagens sabem ser incríveis

Verdade seja dita, séries adolescentes são soberanas em personagens irritantes. Em Red Band Society, isso não acontecia. Claro que Emma e Jordi estavam lá para cansar nossa beleza, mas em compensação, lá estavam Leo, Kara, Dash e Nurse Dobler para deixar tudo mais divertido. Já falei que, quando crescer, quero ser como Kara?

4. Soundtrack

De tudo, é o que mais vou sentir falta. Na lista de séries com trilhas sonoras maravilhosas, Red Band Society está beirando o topo, se não lá no alto. Não tinha um único episódio em que o Shazam não entrava em ação e minha playlist acabava renovada, cheia de indie pop, folk animado e melhores músicas. MEU DEUS, TEVE I BET MY LIFE, GENTE! I BET MY LIFE!!!!!!!
E, mais importante:

5. Esses momentos


3 de dez de 2014

Breakable — Tammara Webber


Breakable — Contornos do coração #2Sem spoiller do anteriorAutora: Tammara Webber
Editora: Verus
ISBN: 9788576863694
Páginas: 364
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A verdade é que, mesmo quando eu estava obcecada com new adults, Easy não me ganhou completamente. Eu estava no ápice do amor com o gênero e o livro de Tammara Webber foi um banho de água fria por não me despertar todas aquelas bombas de sentimentos e tombos ao chão. Mas como sou brasileira e não desisto NUNCA (mentira), dei uma segunda chance para o enredo, dessa vez narrado por Lucas, que tinha sido um dos personagens mais introspectivos que minha mente recordava.

O livro já começa em seu trauma de infância, que delineou a personalidade quieta e o jeito de bad boy que a gente conheceu em Easy. A narrativa inteira se divide em começos de capítulo com lembranças da infância e adolescência de quando o personagem ainda se chamava Landon, e depois tempo real, já na faculdade, quando ele se assina Lucas. É para conhecer o personagem a fundo, se emocionar com sua história, e fazer ele ganhar o nosso coração. Não funcionou completamente para mim, mas simpatizei bem mais com o rapaz depois de estar dentro de sua cabeça que pensa bem mais que fala.

É a mesma história como uma nova narrativa, mas Breakable enrola bem mais antes de chegar no ponto de partida de Easy. Temos, como eu falei, os trechos de Landon, mas também uma longa quantidade de páginas em que Lucas apenas observa Jacqueline de longe e ficava intrigado com ela. No primeiro livro eu fiquei bastante incomodada porque o romance parecia não ter base suficiente, mas agora eu entendi: as preliminares vinham acontecendo há bastante tempo... Na cabeça de Lucas, but still.

Em seus pensamentos, ele parece um jovem comum, determinado, até divertido. Ele é mais fofo apenas sendo ele do que, olhe só, quando é visto através dos olhos apaixonados da amada. Fez o romance parecer mais crível (embora eu ainda ache que a base é um tanto raso, afinal, Jacqueline não é nenhuma Edward Cullen leitora de mentes). 

A carga dramática está lá, mas eu não consigo sentir força. É triste, claro, mas não é de dilacerar o coração, como teria potencial de ser. Acredito que a autora não soube passar ~para mim~ essa tristeza toda de forma que eu também sentisse e quisesse chorar junto dos personagens. Talvez fosse porque não era a primeira vez que lia (e tivesse uma ligeira lembrança), mas não sei, não senti, sabe? 

Existem dois problemas em livros que apenas mudam o POV: repetição exacerbada, ou, o que Webber fez: pular diálogos porque o leitor já leu. Mas ela precisa entender que, por mais que já tenhamos lido, pode já ter um tempo e aqueles trechos não estão mais frescos na memória (ou não foram marcantes). Em várias partes eu queria saber o que fulano tinha falado e beltrano rebatido, mas precisava me contentar com um resumo de fatos comentados no meio do parágrafo. Não gosto, gente, vamos conversaaar.

A história prende e eu li em um dia, mas não é aquele livro digno de se jogar no chão de tanto amor, sabe? Um bom romance, um new adult mediano, um passatempo bastante ok. Breakable é melhor que o antecessor, Easy, por mostrar de verdade seu protagonista, mas falha em introduzir o leitor que, por algum motivo qualquer, pode decidir conhecer a história através de Lucas. 

2 de dez de 2014

Os melhores covers de Problem


Como eu sei que a Ariana Grande lê meu blog (sertesa), esse é um post protesto contra sua versão péssima de Problem no American Music Awards. Eu achava que essa música jamais ficaria ruim, mas então ela nos apresenta aquela versão queria estar morta. Depois disso, ainda ouvi uma versão zero-Iggy e me surpreendi bastante com a também ruindade. Mas ok, o youtube está aí, repleto de covers, para que eu saiba que há várias versões legais para escutar ONE LESS PROBLEM WITHOU YA sem a mina da voz aguda. OBRIGADA, INTERNETCHY.
Pentatonix: Problem versão muitas vozes. Se você não conhece a banda, eles são um grupo acapella que venceu um reality show musical (flopado no Brasil) e tem várias músicas legais, entre covers e originais. Seu diferencial nesse cover (e em todos os outros) é a mistura de vozes e tons, além do ritmo em beatbox.
Brandon Skeie & Mahogani Lox: DEEM O RESTO DE UMA BOY BAND PARA ESSE MOÇO! Estou apaixonada pelas vozes dessa dupla, combinaram maravilhosamente bem. Minha única reclamação é que é apenas intercalando canta-um-depois-o-outro, e não voz sobre voz, que ficaria muito incrível, ainda mais com essa melodia ótima de guitarra. PS: As expressões da Mahogani na parte da Iggy: IMPAGÁVEL.
Alex G & Tiffany Alvord: Estou em dúvida se quero a voz ou o cabelo dessas meninas? É INJUSTO QUE ELAS TENHAM OS DOIS! Alex e Tiffany são figurinhas garantidas nos meus posts de covers, eu adoro o jeitinho fofo e engraçado de suas versões, ainda que seja um cover calminho de uma música que é maravilhosa por ser dançante. Quero mais músicas em dupla, obrigada de nada.
Angelic: ELA TEM NOVE ANOS, CARA! NOVE. ANOS. Menininha, cê é muito fofa, vem aqui que vou te apresentar pro meu irmão.
Rixton: Uma das melhores bandas que descobri esse ano, fazendo sua versão rock-de-boyband de uma das músicas mais bombadas de 2014. Tem como dar errado? É claro que não.
Eric Stanley: Ao invés de voz, violino. Na próxima premiação que Ariana tiver a maravilhosa ideia de cantar uma versão MÉ de sua música, a gente leva esse menino. Tenho dito.

1 de dez de 2014

Ligeiramente casados — Mary Balogh


Ligeiramente casados — Os Bedwyns #1Autora: Mary Balogh
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580413212
Páginas: 288
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Não gosto da ideia de casamento por conveniência. Começa pelo fato de que não é romântico e, além disso, não consigo lembrar de um livro que tenha começado assim e fosse verdadeiramente incrível. Acho que não há tempo para a química acontecer naturalmente e os personagens se vêem obrigados a ficarem juntos. Pode se tornar fofo depois de um tempo, mas, até que isso aconteça, a autora precisa criar calos de estar sentada por tanto tempo na frente do computador. Será que vale a pena?

Na trama do primeiro livro da série Os Bedwyns, conhecemos o Coronel Aidan Bedwyn, que passou anos na guerra. Em sua volta para a Inglaterra, a primeira parada é o solar Ringwood, para dar a notícia do falecimento do capitão Percival Morris à sua irmã, Eve, uma boa e extremamente caridosa moça que administra o solar enquanto espera pelo retorno do irmão da guerra e do flerte-possível-futuro-marido. Só que com a morte de Percival, a vida de Eve vira ao avesso. Ela fica prestes a perder seu lar para um primo ganancioso, a não ser que cumpra o requisito do testamento do pai e se case. Que bom que lá está Aidan, que deu sua palavra de protegê-la custe o que custar.

Tenho impressão que já vi essa história antes. Honra é algo muito comum para os heróis de romances históricos, e ter isso como plot é bastante comum. Então o cara honrado, de palavra, se vê obrigado a casar com uma desconhecida para que ela mantenha sua casa, mesmo que isso signifique abrir mão de um casamento por amor e a chance de uma família (já que, como ele é honrado, jamais trairia a "esposa"). Não tem nenhuma novidade nos acontecimentos de Ligeiramente casados, então não demora muito para você perceber que a leitura não vai passar de um passatempo bem ok.

Eve é tipo uma Madre Teresa. Pense na melhor pessoa que você conhece, multiplique sua bondade por 10, e ela ainda parecerá a Bruxa má do Oeste (Leste?) se comparada à Eve. Os funcionários do solar são rejeitados por outras casas, ela adota órfãos e chama parentes distantes e carentes para morar consigo. É uma bondade exagerada, daquele tipo que renuncia vaidades, egoísmo e características necessárias para a vida em sociedade com um pouco de amor próprio. A personagem chegava a irritar em alguns momento, sempre pensando nos outros, se preocupando com os outros, blablabla os outros. CHEGA, MULHER, VOCÊ JÁ GANHOU SEU ATESTADO DE SANTA, AGORA PARTE PRA OUTRA.

O romance anda aos poucos. Eles precisam se conhecer, se gostar, surgir uma amizade, que, por obrigação do gênero, deverá se tornar numa química insana que o leitor sentirá há 200 anos de distância. Não é o que acontece. Pelo menos, não a parte de insanidade e muito mais. Você se vê obrigado a shipar o casal, já que né, mas não de uma forma que a leitura se torne viciante até que eles admitam estar apaixonados. Nãã, é bem tranquilo de um modo monótono.

Ligeiramente casados é um livro simpático. Não é romântico demais, nem bem escrito demais, nem bom demais. Na verdade, demais é uma palavra que não se encaixa em sua descrição. É um livro simpático. Um passatempo simpático. Uma leitura simpática. Pena que simpatia não garante leitores para os próximos volumes.