30 de dez de 2014

Felizes para sempre — Nora Roberts


Felizes para sempre — Quarteto de noivas #4Autora: Nora Roberts
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580413427
Páginas: 293
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Último romance de uma quadrilogia sobre casamento. Quadrilogia, esta, escrita pela rainha do romance, Nora Roberts. Você saca a responsabilidade? Digo para você: é grandinha. Mas aí você não deixa a expectativa subir à cabeça porque os livros anteriores não foram tudo isso, e, no fundo, você não acha Nora nenhuma rainha. Alguém que escreve muito sem precisar de ghostwriter? Com certeza, mas rainha? Não chegamos nesse nível. Muito menos com esse último volume.

Pois, você sabe, é último volume, deve ser emocionante e incrível e derrubar forninhos. Último volume merece até um destaque a mais na pronuncia, deve ser mais grandioso que um livro qualquer. Último volume é último volume - e considero isso bastante especial. Para finalizar sua quadrilogia, Roberts colocou Parker como protagonista, a último solteira das amigas sócias da empresa ~casamenteira~, Votos. Parker sempre foi tratada como principal do grupo e finalmente ganhou um livro para si. O romance teve a mesma excelência que a personagem sempre buscou nos casamentos que organizou? RI.SOS.

A autora simplesmente brincou com o que já vinha enrolando desde que introduziu Malcolm, o mecânico que faz par romântico com Parker, ainda no segundo livro (se não estou enganada). Ao longo dos livros anteriores, o casal já tinha trocado todas as farpas preliminares, já tinham se beijado e já tinham construído uma relação estável de gato e rato em que Tom quer beijar Jerry. É tão tranquilo enquanto procede que parece tedioso, e o que pode ser um livro bom, é altamente confundível com mediano.

Uma coisa que me deixou bastante incomodada é que, com exceção do primeiro livro (por motivos óbvios), os outros três seguintes destruíram a imagem já montada que eu já tinha dos personagens que ganhavam espaço principal. Parker foi outra que eu achava por conhecer uma coisa e acabar surpreendida por outra - e não da melhor forma. Por exemplo, se tem alguém que você imagina ser objetiva e bem resolvida, esse alguém é a brilhante Parker. Porém errado. A personagem se mostrou enrolada, indecisa e quase incoerente em alguns trechos, o que foi bem irritante e decepcionante. 

Faltou impacto real. Eu li esperando por uma reviravolta ou algum grande drama para que o livro ficasse marcante e desse impressão de ser uma chave de ouro, e não encontrei nada disso. É até mais pacato que os que antecederam, e tem algo de muito errado nisso. Era pra ser importante e Felizes para sempre foi apenas mais um (apagado) na fila do pão. 

Espero, do fundo do meu coraçãozinho, que Nora seja melhor escrevendo sobrenatural do que foi como romancista. Seu próximo lançamento em terras brasileiras, o livro inicial de uma série de bruxaria, vai ser aguardado cheio de minhas ressalvas, com um pé atrás e o outro regredindo. É oficial: tendo encerrado minha primeira experiencia com a autora, não faço ideia do porquê essa mulher é tão amada.

29 de dez de 2014

10 estreias para assistir em 2015

Eu sou mó hipócrita, mas planejamento é tudo. Por isso que todo final de ano, stalkeio até a morte pra descobrir as estreias cinematográficas do ano seguinte, e listo as que despertam meu interesse. Enquanto escrevo, a verdadeira intenção é assistir todos esses filmes de fato. Passa o tempo, chega a estreia e a ideia é que hoje eu assista um dos que listei para ver em 2013. Mas ok, antes tarde que mais tarde que mais tarde ainda. A gente continua listando, pois é divertido. Então: sabe o que eu quero ver em 2015?

Janeiro

Simplesmente acontece - 08.01

Eu odiei o livro, verdade, mas ainda tenho altas expectativas para a adaptação - vá que nem seja tão ridícula, né? Claro que essas expectativas tem dois nomes e quatro palavras: Lily Collins e Sam Caflin. Dois dos meus atores favoritos formando um casal cuja ideia é um plot muito amorzinho de melhores amigos que se apaixonam? Excelente! Eu só quero que a equipe de produção tenha se inspirado em Percy Jackson e feito uma adaptação da.que.las., que pode até indignar os fãs, mas ser um deleite para quem não foi com a cara da obra original.

Caminhos da Floresta - 29.01

18 anos na cara e ainda assisto filmes destinados a crianças SIM, obrigada de nada. Caminhos da Floresta é a mais nova produção ~humana~ da Disney, que reúne vários personagens de contos de fadas (incluindo Anna Kendrick como Cinderela) e ainda tem Meryl Streep dando vida a vilã. Além do mais, as fotos divulgadas até agora prometem uma cenografia linda e incrivelmente bem feita, com um feeling bem Tim Burton.

Fevereiro


The Duff - 19.02

Como não há previsão dessa estreia em terras tupiniquins, ele está aqui com a data de lançamento na gringa. A gente vai viajar milhares de kilometros para assistir? Óbvio que não, pois a internet está aí para isso, mis amigos. The Duff é mais uma maravilhosa obra clichê de high school, com atores velhos demais para seus papeis e tramas batidas demais para surpreender. AI COMO AMO! BTW, a história é baseada em um livro homônimo que deverá ser lançado por aqui pela Novo Século em breve,

Abril

Cinderella - 02.04

E em meio a tantas novas Cinderellas cantoras e dançarinas que tivemos nos ultimos anos, a Disney resolveu voltar com a versão clássica e mágica de verdade. Logo, como eu ainda não amadureci em abril, mais um filme de princesa na lista. Diferente de Malévola, essa adaptação promete ser bem fiel à versão original (da Disney, claro) e conta com um cast maravilhoso, incluindo a incrível Helena Bonhan Carter como fada madrinha. Para mim a senhora é rainha, viu?

Maio

Pitch Perfect 2 - 15.05

FEELINGS
ALL
OVER
THE
PLACE

Tomorrowland - 21.05

Divulgaram por aí que esse filme seria como um Harry Potter com ciência no lugar de magia, e embora eu acredite que esses produtores devessem baixar a bolinha, o comentário me instigou a curiosidade. O filme, protagonizado por Britt Robertsonsa, apresenta um mundo novo e alguma aventura épica, tudo com feeling de sci-fi. O roteiro foi inspirado em Contatos imediatos de terceiro grau e, só por isso, já quero ver.

Junho

Minions - 25.06

E vamos monetizar em cima dessas gracinhas pois viva ao capitalismo, isso mesmo.

Julho

Cidades de papel - 30.07

O Isaac virou Quentin e a Cara Delevigne virou atriz. Cidades de Papel é o tipo de história que jamais viraria filme se não tivesse o nome de John Green e o peso de A culpa é das estrelas atrelado na capa. É até impressionante que mais nomes da equipe não tenham sido repetidos, pois marketing é tudo. A história é mais um clichê do João Verde e, confesso: eu gosto mesmo. Ainda acho que não seria adaptado se ACEDE não tivesse sido ~a onda~ de 2014. Verdades.

Setembro

While we're young - 03.09

Ben Stiler, Amanda Seyfried, Adam Driver... Um elenco interessante para uma dramédia com sinopse nem tão interessante assim. While we're young é a trama de um casal entediado que resolve fazer uma road trip e conhece um casal jovem e muodérno. Você já viu isso antes? So do I. Vamos ver de novo?

Novembro

A Esperança - parte 2 - 19.11

Não consegui assistir a parte 1, logo não vou falar nada pois estou envergonhada. Beijo, tchau.

27 de dez de 2014

Playlist especial: Favoritas de 2014!

EITA XOFANA, o ano acabou! Então, mesmo que essa semana já tenha tido playlist, agora é hora de reunir o que teve de mais incrível no meu repeat durante os últimos 12 meses - e garanto que você já me ouviu falar de todas essas belezuras repetidas vezes. Aperta o play, levanta, canta e dança comigo porque, dessa vez a lista está gigante, maravilhosa e dispensando apresentações ♥♥♥























26 de dez de 2014

Ícones — Margareth Stohl


Autora: Margareth Stohl
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501062048
Páginas: 384
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Assim como Inquebráveis, de Kami Garcia, eu queria ler Ícones, de Margareth Stohl. É a mesma coisa que falei sobre o primeiro livro: é uma experiência interessante ver a dupla agir separadamente. Ver quem é que dá a boa ideia e quem faz a boa execução - coisas diferentes e capazes de comprometer a obra como um todo. Então, conclusão: Stohl tem mais criatividade para construir plots. Menos capacidade para conduzir, também.

Ícones é um encontro de young adult com ficção científica, o que tem um nome: alienígenas, vulgos ícones. Dol é uma das poucas humanas sobreviventes e vive no interior junto de seu melhor amigo, Ro. Não é o mundo como conhecemos, mas Dol convive bem com ele, afinal é tudo que ela conhece. Isso até ser arrastada para a Embaixada, sede do governo que vive em harmonia com os extraterrestres, e perceber que ela não estava tão reclusa do mundo assim. Dol e Ro fazem mais parte dessa realidade do que eles mesmo imaginavam. 

São vários enredos que se misturam. A sinopse promete um sci-fi com ETs, a realidade é uma distopia das mais clichês, convenientes e furadas. A autora juntou todas suas várias boas ideias em uma única narrativa que vai para todos os lados e não vai para lugar nenhum. O livro fica só na promessa de fazer acontecer, e sabemos que não é isso que conquista o leitor. No final a autora vende seu livro mas não vende sua série. Isso vale?

Os ícones são muito mal explicados e apagados, tanto que passei o livro inteiro em busca deles e sua participação aterrorizante na realidade terrena e acabei frustrada. A autora irrita com sua falta de execução do que obviamente funcionaria se fosse bem feito. O cenário sozinho seria cativante se tivesse o foco e desenvolvimento que merecia, mas né. Stohl parece se contentar com o mediano, e uma soma desses factores é um resultado bem medíocre.

Assim como o cenário deixa a desejar, os personagens principais também não ajudam. Dol, Ro, os personagens que aparecem no decorrer, o triângulo amoroso que se forma por obrigação de ser young adult... Tudo dando a impressão que poderia ser melhor. É irônico que os personagens que pagam de heróis sejam os próprios a destruir a história. Cansei de dizer que bons protagonistas carregam qualquer trama nas costas, independente dos independentes, e Dol poderia fazer ir pra frente. Fez? Só se for a frente para o travesseiro pois desmaiei de sono.

A narrativa não tem senso de humor, a não ser que mimimi de Dol seja engraçado para quem gosta de humor masoquista. Ícones é um acúmulo de erro sobre erro que faz Margareth Stohl parecer uma péssima escritora, coisa que acredito ser mentira, já que a ideia tem um potencial tremendo. Se ela vai fazer acontecer no futuro, vou esperar a timeline contar. Voltar para Dol por vontade própria? Não, obrigada.

24 de dez de 2014

Playlist da semana!

Verdade seja dita: por mais que toda vez que eu indique uma música cante um trecho dela, volta e meia sempre volto a cantarolar "Então é natal" num tom, segundo minha mãe, mais agudo que o correto. É o clima, verdade. Até pensei em fazer uma playlist especial dessa época do ano, porém já fiz ano passado e minhas favoritas continuam as mesmas (e se você quer ver minha seleção xtmas clique aqui). Dessa vez a playlist é pra você que vai viajar e ainda tem tempo de aumentar o número de músicas do celular... E para você que adora meu excelente gosto musical independente do mês que estamos. *cofcof*


A playlist começa repleta de hits do ano que você já deve conhecer e está afim de dar na minha cabeça por só comentá-las agora. Eu confesso: compliquei com esses meninos e não me deixei seduzir. Porém como costumo ser um amor de pessoa no natal e gosto de todo mundo, olha só a chorosa Stay with me, de Sam Smith, e a parceria Love never felt so good de Michal Jackson e Justin Timberlake (lindo, péssima voz). A melhor coisa de ser atrasada é que começo a ouvir as músicas só agora, mas já conheço toda a letra. GOTTA FLY GOTTA SEE CAN'T BELIEVE 


Uma das maiores delicinhas que descobri nos últimos dias foi Up, parceria de Olly Murs (lembra der Animals?) com Demi Lovato. Blame é uma das músicas mais bombadas desse verão e fez Calvin Harris superar Summer completamente, a batida eletrônica é maravilhosa e a participação de John Newman deixou ainda melhor. E, em seguida, Gold: a nova música do Imagine Dragons, que eu elogiaria, MAS ESTOU SEM PALAVRAS. Cadê Papai Noel Hacker vazando esse álbum na meia noite de hoje? Aguardando.


Sheppard é uma das melhores bandas descobertas em 2014, e pfvr, que não sejam sucesso de um single só. Vamos nos esforçar para que essa gracinha de Let me down easy bombe tanto quando Geronimo? Renegade, das irmãs Cimorelli, é uma farofa que só - mas a gente adora, inclusive na noite do peru. A mistura de voz sobre voz com rap ficou excelente para decorar e cantar como se estivesse no Grammy. E Blame it on me, que é do lindo do George Ezra, um dos principais nomes do ano sobre música folk, animada e maravilhosa.


E já que é natal e eu precisava concluir em tema natalino e amorzinho: esse ano tivemos as garotas do Fifth Harmony com o clássico de Mariah Carey: All I want for christmas is you. Feliz natal ♥

21 de dez de 2014

Resultado: Breakable autografado

Domingo? Verão? Semana do natal? Minha nossa. Quer saber se foi você que ganhou do Papai Noel (vulgo euzinha) um exemplar AUTOGRAFADO de Breakable?

18 de dez de 2014

As crônicas de Bane — Cassandra Clare, Sarah Rees Breenan, Maureen Johnson


Autora: Cassandra Clare, Sarah Rees Breenan, Maureen Johnson
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501403964
Páginas: 392
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Poucas autoras mexem tanto comigo quanto Cassandra Clare. Poucos personagens são tão especiais para mim quanto os criados por essa mulher. Em uma trilogia e uma saga, ela roubou meu coração e o estilhaçou mais vezes do que consigo contar. Mas eu volto, não largo, e amo mais intensamente a cada livro - seja ele uma continuação ou um extra. Seja ele um guia ou uma coletânea de contos do Magnífico feiticeiro do Brooklyn, Magnus Bane.

Para quem não acompanhou, durante cerca de um ano, Cassandra Clare, junto de duas autoras amigas, Sarah Rees Breenan e Maureen Johnson, publicou ebooks com histórias de Magnus, o feiticeiro rei do mundo que conhecemos em TMI, suas incríveis aventuras durante os séculos que viveu. Depois de todos os contos lançados, saiu o livro físico, e foi só então que me deixei sofrer por As crônicas de Bane. Será que um dia vou saber lidar com meus OTPs?

São séculos de histórias. São duas sagas que a gente já leu, tendo a vida cruzada por esse maravilhoso feiticeiro. São gerações e gerações de personagens que a gente conheceu ou ouviu falar ganhando mais espaço, mais vida. Você sabe o que isso significa para meu coração de fangirl? Muita dor. Muito amor. Conhecemos o pai de Will (e sim, egocentrismo é de fato parte do DNA dos Herondale), temos cenas Jewessa, temos o Círculo contra a Clave e uma tirada maravilhosa de Magnus dizendo para Maryse que não está interessado no pirralho dela (se você não entendeu, não serei eu que vou explicar). É tão brilhante e genial que vou até desculpar Clare por quase parar no hospital a cada cena que os feels tomavam conta.

Magnus é tão maravilhoso que, se eu não conhecesse sua linhagem, sugeriria uma cruza com os Herondale, mas não. Magnus é brilhante (literalmente e figurativamente), confiante e divertido. Suas histórias não seriam as mesmas se fossem narradas por outras pessoas. Algumas histórias nem eram tão interessantes, mas uma fala de Magnus fazia todas aquelas páginas valerem a pena. Não é por nada que ele se chama Alto ou Magnífico Feiticeiro. Ele é isso e mais.

A narrativa é mó delicinha e cheia de tiradas inteligentes e engraçadas - como todo livro de Cassie. Além de toda beleza das páginas, cada início de capítulo começa com uma ilustração de Cassandra Jean, traço conhecido do fandom. As crônicas de Bane é um livro especial que todo mundo que já acompanhou os Shadowhunters deve ter na estante, apenas pelos forninhos caídos. Só o último capítulo, com a transcrição da caixa de recados de Magnus, faz o livro valer a pena, as mensagens de Izzy são impagáveis. 

PS: É obrigatório que você tenha lido Princesa Mecânica e recomendado que esteja a par dos acontecimentos de Cidade das Almas perdidas, por conta dos spoillers e porque a Juliana está DES MAI A DA por um motivo.

17 de dez de 2014

Os 05 melhores mash ups de 2014!


Tem duas coisas que denunciam que o ano está acabando (caso a pessoa não tenha calendário): o cheiro de panetone no ar e o lançamento dos mash ups especiais. Eu já listei vários desses incríveis vídeos, mas os que reúnem todos os hits dos últimos doze meses são sempre mais maravilhosos de um jeito diferente, sabe?


Pop Danthology: De todos os ~oficiais~, Pop Danthology é sempre o que mais espero (desde àquela versão 2012 que ainda tenho no celular). São 70 hits resumidos em menos de 7 minutos, WOW! Não vou nem listar o que teve porque né, apenas citar que faltou Chandelier (tipo?) e já preciso de uma versão de Say something remixada pelo Dan. CARA!


Us the duo: Lembra daquele cover lindo que postei de Shake it off um tempinho atrás? Pois então, estou repetindo a dose desses lindos porque eles são muito lindos mesmo. Como o mash up é cantado e em apenas 2 minutos e meio, vários hits ficaram de fora, mas garanto que você já enjoou de tanto que ouviu essas canções que levaram cover.



United State of Pop: Outro clássico de final de ano é o mash up do DJ Earworm. Até então, ele nunca tinha brilhado mais que Pop Danthology, mas estou dando o braço a torcer em cumprimento a esse lindo. Três coisas deixaram United State of Pop mais incrível que seu principal concorrente: 1) As novatas Stay high e Take me to church; 2) o grande espaço de Shake it off, Animals e Fancy; e 3) QUASE NADA DE PITBULL!



Let go: De longe, ~o mash up~ do ano. Eu não conhecia o trabalho de AnDyWu, mas estou apaixonada. São 7 minutos que juntam quase 90 músicas. O que você pensar está ali. O que bombou está ali. Não falta absolutamente nada, e só vendo esse para reparar a carência dos outros videos. Tá A+!



Nonstop pop: O diferencial desse aqui é que o remix não forçou a batida a ponto que as músicas perderem sua essência. Você reconhece as melodias e o eletrônico não pesou a mão. Por exemplo, em Rude, a música continuou sendo reggie e não uma mistura de farofa com TALK DIRTY TO ME. Ficou ótimo assim. E mais uma coisa que preciso citar: ECHOSMITH ♥♥♥

15 de dez de 2014

Inquebrável — Kami Garcia


Inquebrável - A legião #1
Autora: Kami Garcia
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501403131
Paginas: 288
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É interessante conhecer o lado particular de uma autora, quando você a conheceu como dupla e, de repente, lhe apresenta um livro solo. É como a separação de uma banda sertaneja, quando você finalmente descobre quem era a verdadeira estrela entre dois. Arrisco dizer, com base em Inquebrável, que o brilho de Beautiful Criatures é obra de Kami Garcia.

Está tudo bem na vida de Kennedy. Até não estar mais. Depois de resgatar seu gato no cemitério, ter a impressão de ver um fantasma (que não existe, porque duh) e ir no cinema com sua melhor amiga, a vida deixa de ser a mesma. Quando chega em casa, sua mãe está morta. Não demora muito para que a garota se veja envolvida num mundo que nunca imaginou que existisse: de sociedades secretas, anjos e demônios. Ao lado de quatro desconhecidos, eles formam a Legião, e precisam correr contra o tempo para salvar a própria pele.

A trama não é original, mas está esquecida no momento. A autora retornou plots fantasiosos que eram febre quando eu estava dando meus primeiros passos na literatura YA (uma década atras? Credo). Inquebráveis me lembrou Meg Cabot, alguns toques de Cassandra Clare, e, mais relevante: o que mais me atraiu em Dezesseis Luas.

É claro que temos triangulo amoroso. Mais clichê que isso, só com cena de aeroporto. Kennedy se vê dívida entre dois irmãos: Ok. Gêmeos: Ok. Personalidades opostas: Ok. Que não se dão bem: Ok. E escondem um segredo: Ok. Mas, ao menos, no meio dessa previsibilidade toda, Garcia soube equilibrar a mão para que esse plot fosse apenas um extra, e o sobrenatural tivesse o espaço merecido.

Por mais que a narrativa tenha momentos de leveza e diversão, a autora mescla com momentos de terror que ganham o leitor por estar totalmente no clima correto. As cenas com crianças bizarras são maravilhosas e perturbadoras; e as páginas finais são de uma tensão que faz Garcia merecer muitos elogios.

O trabalho da autora foi surpreendente. A trama me fez voltar no tempo e lembrar porque eu me apaixonei por livros (por mais que agora eu seja mais critica). Inquebráveis é muito bom para quem gosta do gênero, equilibra bem os elementos e tem uma narrativa gostosinha que deixou meu sábado ainda mais delicia.

Sorteio: Breakable autografado

Para compensar meu chá de sumiço, uma promoção mais que excelente para vocês! Como estamos em clima de natal, o prêmio não é apenas um livro, mas *tchararam* um livro autografado! Isso significa que é sua chance de conhecer a letra de Tammara Webber sem ficar horas em fila ou só na ~eveja~ dos amiguinhos que moram em cidades grandes que tem eventos. ME SUPERA AGORA, PAPAI NOEL!
Landon Lucas Maxfield teve uma infância privilegiada, levando uma vida tranquila com os pais e tendo um futuro promissor à sua frente até que uma tragédia impensável destruiu sua família e o fez duvidar de tudo que um dia pareceu tão certo. Agora um intenso e enigmático homem, Lucas só quer deixar o passado para trás. Quando ele conheceu Jacqueline, foi fácil desejar ser tudo aquilo de que ela precisava. Mas se há uma coisa que a vida lhe ensinou é que a alma é frágil e que todos os seus sonhos podem ser destruídos em um piscar de olhos.

Regras:

  • É necessário endereço de entrega no Brasil;
  • Todas as informações requisitadas serão conferidas, e quem não estiver seguindo todas as regras será desclassificado;
  • O sorteio será feito pelo Rafflecopter e o resultado será divulgado no blog no dia 20/12;
  • O ganhador deverá entrar em contato com o blog no mesmo dia do resultado da promoção;
  • O prêmio será enviado para o ganhador no prazo de 30 dias;
  • Não nos responsabilizamos por extravios cometidos pelos Correios.
Boa sorte e ho, ho, ho...

12 de dez de 2014

After — Anna Todd


After: After #1
Autora: Anna Todd
Editora: Paralela
ISBN: 9788565530828
Paginas: 524
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Fanfics e One direction: duas coisas que não levo a sério. Desculpa, mas sinto que precisava esclarecer isso logo de cara para não ficar confusa depois. Em contrapartida: new adult, meu gênero favorito que levo MUITO a sério. Sou tão obcecada por essa moda literária que engulo o preconceito sem motivo para ficar ansiosa por After, fanfic sobre a boyband que fez um sucesso danado na gringa  e ganhou versão livro no mundo todo.

A sinopse é o básico clichê do gênero que está todo lá: garota certinha (que se recusa a admitir isso) começa a faculdade e tem a vida revirada pelo badboy que é amigo de sua colega de quarto. Ela tem namorado que é tão certin(zzzZZ) quanto ela e a aura rebelde desse outro a atrai mais do que ela gostaria de admitir. Você já viu isso antes, não?

Tessa é a ingenuidade em forma humana. Ela é tão inocente que beira a caretice, o que, ironicamente, combina com ela. Existem regras e Tessa vive conforme elas. Existem expectativas e Tessa as preenche. E o personagem principal, conforme manda o figurino, é o oposto. Hardin é um imbecil, babaca, rebelde sem causa. Não se esforça para ser simpático com ninguém, principalmente a caloura que usa vestido de ir para a igreja quando vai em festas. Sabe casal que funciona justamente por ser disfuncional? Exatamente.

Existe um tênue linha que Todd precisa cuidar para não ultrapassar. Ao criar um herói romântico babaca, ela não pode forçar a mão ao ponto que a idiotice do moço seja imperdoável depois. Há alguns parâmetros para grosseria sem motivo e sinto que a autora não soube bem a hora de parar em algumas partes. Claro que, em outros momentos, Hardin é uma graça, mas não chega a apagar as babaquices que ele falou para Tessa no capítulo anterior.

Eu queria que os personagens tivessem um relacionamento mais saudável, queria que Hardin fosse mais estável, mas mesmo com mais contras que prós, shippei enlouquecidamente. A forma como Todd construiu o romance tem algo de muito sedutor, assim como Hardin. Você lê sabendo que um relacionamento daqueles é bem deturpado, porém who cares? Se resolvam logo!

Entretanto, ao mesmo tempo que eu torcia por #Hessa, ver Tessa sozinha e gritando verdades para Hardin era excelente. É ótimo quando a protagonista se impõe e fala para Hardin tudo que nós queremos e não podemos, já que né, dimensões diferentes. Coisas tipo: COMO VOCÊ PODE SER TÃO RIDÍCULO CINCO MINUTOS DEPOIS DE SER UM AMOR? OLHA AQUI MINHA MÃO TENDO UM DATE COM A SUA CARA! Vai, Tessa, girl power!

O forte de Anna Todd é sua narrativa. After tem vários erros óbvios de condução, mas é viciante. É difícil de largar e ainda mais difícil de não se apegar. O livro é tão arrebatador quanto Hardin, uma montanha russa cheia de picos como seu protagonista. Por fim, mais que eu tenha noção que o relacionamento de Hessa não ficará muito mais tranquilo no futuro próximo, adianto que Todd já conquistou uma leitora para a série inteira. Que a autora tenha piedade do meu coração.

11 de dez de 2014

Resultado: Onde deixarei meu coração e O Diário Secreto de Lizzie Bennet

Eu sei que estou sumida e por isso peço desculpas. Minhas razões são: o copo de agua que joguei em cima do notebook e está me obrigando a usar teclado virtual, a vibe final de ano que ate agora só significou provas, relatórios e o acumulo das minhas dez atividades paralelas, e a gripe oficial de final de semestre que me deixa para morrer. Estou explicada? Então simbora ver quem levou O diário de Lizzie Bennet e Onde deixarei meu coração:
 va Rafflecopter giveaway

Parabéns, Ana e Rafaela! - E obrigada a todos vocês que participaram ♥ Vou enviar um email para vocês e as duas terão 72 horas para responder com seus dados completos. Mais sorteios? Quem sabe... Logo?
Beijinhos  

9 de dez de 2014

Eve & Adam — Michael Grant e Katherine Applegate


Autores: Michael Grant e Katherine Applegate
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581634432
Páginas: 272
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Agradável surpresa. Essa é a melhor palavra para descrever Eve & Adam, lançado mês passado pela Novo conceito. Por mais que já tivesse passado mais de ano desde que o lançamento foi anunciado, a capa bonita não tinha me chamado atenção ao ponto de buscar pela sinopse. Eu sabia que leria, mas não tinha ideia do quê. Como eu disse: agradável surpresa.

A protagonista é Eve, filha unica de uma magnata do ramo farmacêutico. A garota pouco sabe do trabalho de sua mãe, que insiste em não misturar assuntos profissionais com os de casa, porém acaba no meio de tudo quando sofre um acidente e fica internada no "hospital da família". Para matar tempo, Eve se envolve num projeto experimental para criar o garoto perfeito. É como The Sims. Ou, ao menos, é o que Eve pensa.

Sabe sinopse boa? Essa. Em meio a tantos young adults de distopia, romance e fantasia, Michael Grant e Katherine Applegate começam essa história apresentando uma boa ficção científica em pleno hoje. Não tem nada de futuro, de universo alternativo, de dimensão paralela; Em Eve e Adam (você percebe o trocadilho do título?), é apenas gente com muito dinheiro e um laboratório meio recluso do mundo. É essa proximidade, que você realmente não tem como saber se não existe mesmo por aí, que deixou ainda mais incrível.

Conhecemos Eve, sua melhor amiga, sua fria mãe, o laboratório. No laboratório conhecemos Solo, que trabalha/mora lá, e odeia a mãe de Eve - que lhe deu casa, comida, roupa lavada e nenhum sorriso. Ele divide a narrativa com Eve, e é essa mudança de voz que aumenta o mistério e deixa o roteiro mais intrigante. Você quer saber porque Solo tem tanto ódio pela empresa e sua CEO, além de descobrir o que realmente acontece é a imprensa não descobre.

Um pequeno problema que tenho com o gênero é não conseguir acompanhar as explicações científicas. Nesse livro, o problema não acontece. Em parte porque as explicações são bem raras e pouco aprofundadas, mas também porque o vocabulário é bem acessível para qualquer leitor - inclusive aquele que só aprendeu biologia para passar no vestibular. Desculpa, sou de humanas (mas não dessas humanas). 

Eu já amo The Sims, então ver o jogo ser meio que pintado de ficção científica com personagens adolescentes e uma forte intriga misteriosa por trás: genial. Eu não sei se é uma série, se Eve & Adam é apenas o primeiro volume de muito mais, ou se acabou por aqui mesmo, mas digo para você: se tiver mais cinco ou dez livros, eu leio. Garanto que Grant e Applegate vão me surpreender.

5 de dez de 2014

As 05 coisas que mais vou sentir falta em Red Band Society


Decidi aumentar minha watchlist em duas séries na fall season de 2014. Sabe o que aconteceu? Ambas foram canceladas, QUE DILIÇA. Na verdade, esse foi o primeiro ano, desde que me conheço como seriadora, que fui mais resistente e restritiva com o que assistia, e o resultado não podia ter sido mais negativo. Tanto Selfie quanto Red Band Society, minhas elegidas, foram um fracasso de audiência e não terminaram nem 2014. E o dó é que vou sentir falta. Do que?

1. O drama adolescente

Quantas vezes preciso repetir que séries adolescentes estão escassas? Temos MTV, temos alguma aqui e acolá, mas não temos Gossip Girl, 90210 e derivados (sim, estou falando com você, CW). Mas Red Band Society estava aí, com aquelas intrigas desnecessárias que a gente tanto adora, já que tramas trash >>>>>>>>>> abismo >>>>>>>>>>>> o que os americanos gostam e renovam.

2. O feeling A culpa é das estrelas

Não é porque não assisti A culpa é das estrelas, que renego toda dramédia com câncer no meio. Assim como fazia rir, Red Band Society nos colocava para chorar no cantinho, escutando Lana del Rey e ignorando a quantidade de calorias que tem um pote de Nutella POIS DÓI TANTO QUE I DON'T CARE.

3. Os personagens sabem ser incríveis

Verdade seja dita, séries adolescentes são soberanas em personagens irritantes. Em Red Band Society, isso não acontecia. Claro que Emma e Jordi estavam lá para cansar nossa beleza, mas em compensação, lá estavam Leo, Kara, Dash e Nurse Dobler para deixar tudo mais divertido. Já falei que, quando crescer, quero ser como Kara?

4. Soundtrack

De tudo, é o que mais vou sentir falta. Na lista de séries com trilhas sonoras maravilhosas, Red Band Society está beirando o topo, se não lá no alto. Não tinha um único episódio em que o Shazam não entrava em ação e minha playlist acabava renovada, cheia de indie pop, folk animado e melhores músicas. MEU DEUS, TEVE I BET MY LIFE, GENTE! I BET MY LIFE!!!!!!!
E, mais importante:

5. Esses momentos


3 de dez de 2014

Breakable — Tammara Webber


Breakable — Contornos do coração #2Sem spoiller do anteriorAutora: Tammara Webber
Editora: Verus
ISBN: 9788576863694
Páginas: 364
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A verdade é que, mesmo quando eu estava obcecada com new adults, Easy não me ganhou completamente. Eu estava no ápice do amor com o gênero e o livro de Tammara Webber foi um banho de água fria por não me despertar todas aquelas bombas de sentimentos e tombos ao chão. Mas como sou brasileira e não desisto NUNCA (mentira), dei uma segunda chance para o enredo, dessa vez narrado por Lucas, que tinha sido um dos personagens mais introspectivos que minha mente recordava.

O livro já começa em seu trauma de infância, que delineou a personalidade quieta e o jeito de bad boy que a gente conheceu em Easy. A narrativa inteira se divide em começos de capítulo com lembranças da infância e adolescência de quando o personagem ainda se chamava Landon, e depois tempo real, já na faculdade, quando ele se assina Lucas. É para conhecer o personagem a fundo, se emocionar com sua história, e fazer ele ganhar o nosso coração. Não funcionou completamente para mim, mas simpatizei bem mais com o rapaz depois de estar dentro de sua cabeça que pensa bem mais que fala.

É a mesma história como uma nova narrativa, mas Breakable enrola bem mais antes de chegar no ponto de partida de Easy. Temos, como eu falei, os trechos de Landon, mas também uma longa quantidade de páginas em que Lucas apenas observa Jacqueline de longe e ficava intrigado com ela. No primeiro livro eu fiquei bastante incomodada porque o romance parecia não ter base suficiente, mas agora eu entendi: as preliminares vinham acontecendo há bastante tempo... Na cabeça de Lucas, but still.

Em seus pensamentos, ele parece um jovem comum, determinado, até divertido. Ele é mais fofo apenas sendo ele do que, olhe só, quando é visto através dos olhos apaixonados da amada. Fez o romance parecer mais crível (embora eu ainda ache que a base é um tanto raso, afinal, Jacqueline não é nenhuma Edward Cullen leitora de mentes). 

A carga dramática está lá, mas eu não consigo sentir força. É triste, claro, mas não é de dilacerar o coração, como teria potencial de ser. Acredito que a autora não soube passar ~para mim~ essa tristeza toda de forma que eu também sentisse e quisesse chorar junto dos personagens. Talvez fosse porque não era a primeira vez que lia (e tivesse uma ligeira lembrança), mas não sei, não senti, sabe? 

Existem dois problemas em livros que apenas mudam o POV: repetição exacerbada, ou, o que Webber fez: pular diálogos porque o leitor já leu. Mas ela precisa entender que, por mais que já tenhamos lido, pode já ter um tempo e aqueles trechos não estão mais frescos na memória (ou não foram marcantes). Em várias partes eu queria saber o que fulano tinha falado e beltrano rebatido, mas precisava me contentar com um resumo de fatos comentados no meio do parágrafo. Não gosto, gente, vamos conversaaar.

A história prende e eu li em um dia, mas não é aquele livro digno de se jogar no chão de tanto amor, sabe? Um bom romance, um new adult mediano, um passatempo bastante ok. Breakable é melhor que o antecessor, Easy, por mostrar de verdade seu protagonista, mas falha em introduzir o leitor que, por algum motivo qualquer, pode decidir conhecer a história através de Lucas. 

2 de dez de 2014

Os melhores covers de Problem


Como eu sei que a Ariana Grande lê meu blog (sertesa), esse é um post protesto contra sua versão péssima de Problem no American Music Awards. Eu achava que essa música jamais ficaria ruim, mas então ela nos apresenta aquela versão queria estar morta. Depois disso, ainda ouvi uma versão zero-Iggy e me surpreendi bastante com a também ruindade. Mas ok, o youtube está aí, repleto de covers, para que eu saiba que há várias versões legais para escutar ONE LESS PROBLEM WITHOU YA sem a mina da voz aguda. OBRIGADA, INTERNETCHY.
Pentatonix: Problem versão muitas vozes. Se você não conhece a banda, eles são um grupo acapella que venceu um reality show musical (flopado no Brasil) e tem várias músicas legais, entre covers e originais. Seu diferencial nesse cover (e em todos os outros) é a mistura de vozes e tons, além do ritmo em beatbox.
Brandon Skeie & Mahogani Lox: DEEM O RESTO DE UMA BOY BAND PARA ESSE MOÇO! Estou apaixonada pelas vozes dessa dupla, combinaram maravilhosamente bem. Minha única reclamação é que é apenas intercalando canta-um-depois-o-outro, e não voz sobre voz, que ficaria muito incrível, ainda mais com essa melodia ótima de guitarra. PS: As expressões da Mahogani na parte da Iggy: IMPAGÁVEL.
Alex G & Tiffany Alvord: Estou em dúvida se quero a voz ou o cabelo dessas meninas? É INJUSTO QUE ELAS TENHAM OS DOIS! Alex e Tiffany são figurinhas garantidas nos meus posts de covers, eu adoro o jeitinho fofo e engraçado de suas versões, ainda que seja um cover calminho de uma música que é maravilhosa por ser dançante. Quero mais músicas em dupla, obrigada de nada.
Angelic: ELA TEM NOVE ANOS, CARA! NOVE. ANOS. Menininha, cê é muito fofa, vem aqui que vou te apresentar pro meu irmão.
Rixton: Uma das melhores bandas que descobri esse ano, fazendo sua versão rock-de-boyband de uma das músicas mais bombadas de 2014. Tem como dar errado? É claro que não.
Eric Stanley: Ao invés de voz, violino. Na próxima premiação que Ariana tiver a maravilhosa ideia de cantar uma versão MÉ de sua música, a gente leva esse menino. Tenho dito.

1 de dez de 2014

Ligeiramente casados — Mary Balogh


Ligeiramente casados — Os Bedwyns #1Autora: Mary Balogh
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580413212
Páginas: 288
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Não gosto da ideia de casamento por conveniência. Começa pelo fato de que não é romântico e, além disso, não consigo lembrar de um livro que tenha começado assim e fosse verdadeiramente incrível. Acho que não há tempo para a química acontecer naturalmente e os personagens se vêem obrigados a ficarem juntos. Pode se tornar fofo depois de um tempo, mas, até que isso aconteça, a autora precisa criar calos de estar sentada por tanto tempo na frente do computador. Será que vale a pena?

Na trama do primeiro livro da série Os Bedwyns, conhecemos o Coronel Aidan Bedwyn, que passou anos na guerra. Em sua volta para a Inglaterra, a primeira parada é o solar Ringwood, para dar a notícia do falecimento do capitão Percival Morris à sua irmã, Eve, uma boa e extremamente caridosa moça que administra o solar enquanto espera pelo retorno do irmão da guerra e do flerte-possível-futuro-marido. Só que com a morte de Percival, a vida de Eve vira ao avesso. Ela fica prestes a perder seu lar para um primo ganancioso, a não ser que cumpra o requisito do testamento do pai e se case. Que bom que lá está Aidan, que deu sua palavra de protegê-la custe o que custar.

Tenho impressão que já vi essa história antes. Honra é algo muito comum para os heróis de romances históricos, e ter isso como plot é bastante comum. Então o cara honrado, de palavra, se vê obrigado a casar com uma desconhecida para que ela mantenha sua casa, mesmo que isso signifique abrir mão de um casamento por amor e a chance de uma família (já que, como ele é honrado, jamais trairia a "esposa"). Não tem nenhuma novidade nos acontecimentos de Ligeiramente casados, então não demora muito para você perceber que a leitura não vai passar de um passatempo bem ok.

Eve é tipo uma Madre Teresa. Pense na melhor pessoa que você conhece, multiplique sua bondade por 10, e ela ainda parecerá a Bruxa má do Oeste (Leste?) se comparada à Eve. Os funcionários do solar são rejeitados por outras casas, ela adota órfãos e chama parentes distantes e carentes para morar consigo. É uma bondade exagerada, daquele tipo que renuncia vaidades, egoísmo e características necessárias para a vida em sociedade com um pouco de amor próprio. A personagem chegava a irritar em alguns momento, sempre pensando nos outros, se preocupando com os outros, blablabla os outros. CHEGA, MULHER, VOCÊ JÁ GANHOU SEU ATESTADO DE SANTA, AGORA PARTE PRA OUTRA.

O romance anda aos poucos. Eles precisam se conhecer, se gostar, surgir uma amizade, que, por obrigação do gênero, deverá se tornar numa química insana que o leitor sentirá há 200 anos de distância. Não é o que acontece. Pelo menos, não a parte de insanidade e muito mais. Você se vê obrigado a shipar o casal, já que né, mas não de uma forma que a leitura se torne viciante até que eles admitam estar apaixonados. Nãã, é bem tranquilo de um modo monótono.

Ligeiramente casados é um livro simpático. Não é romântico demais, nem bem escrito demais, nem bom demais. Na verdade, demais é uma palavra que não se encaixa em sua descrição. É um livro simpático. Um passatempo simpático. Uma leitura simpática. Pena que simpatia não garante leitores para os próximos volumes.

28 de nov de 2014

Resultado: Mar de tranquilidade

Demorou. Eu sei. Admito. Posso jogar a culpa para as estrelas?
Quem levou o EXCELENTE Mar da tranquilidade para casa foi...
Parabéns, Aninha! - E obrigada a todos vocês que participaram ♥ Vou te enviar um email e você tem 72 horas para responder com seus dados completos. Enquanto isso, tem O diário secreto de Lizzie Bennet e Onde deixarei meu coração sendo sorteados. Qual o melhor? EU NÃO SEI! Corre!
Beijinhos  

27 de nov de 2014

Bela distração — Jamie McGuire


Bela distração — Irmãos Maddox #1
Autora: Jamie McGuire
Editora: Verus
ISBN: 9788576863397
Páginas: 304
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Depois da gloriosa decepção que foi Belo Casamento, comecei a repensar todo meu relacionamento com Jamie McGuire e Travis Maddox. Eu já falei mil vezes sobre isso e posso continuar repetindo o quão mal elaborado foi o último livro, e criei muitas dúvidas sobre a habilidade da autora - coisa que eu confiava cegamente até então. Assim, quando eu perdi a confiabilidade, ganhei implicância. Sabe quando você quer ler um livro só para falar mal? Essa cara sou eu. Mas vou morder a língua porque quero tecer apenas muitos elogios para Bela Distração. Droga, McGuire, você fez de novo!

O irmão Maddox que vai abrir a nova série de new adults da autora é Trenton, que tem uma participação importante no final de Belo Desastre. Nesse livro nós vamos conhecê-lo melhor: ele perdeu a namorada num acidente e largou a faculdade após o trauma. Desde então ele vive com o pai e trabalha como tatuador. Nos contando isso está Cami, que vem de uma família problemática e luta pela própria independência desde que completou 18 anos - mesmo que isso signifique dois empregos mais faculdade. Eles estudaram juntos quando pequenos, mas nunca se falaram... Até Trenton decidir que queria ser seu amigo. Mas Cami namora o T.J., cara!

Vamos combinar que a fórmula é, hm, parecida. O Maddox pegador escolhe uma garota comum, que desdenha de seu longo histórico de ficadas, para se tornarem melhores amigos. Blablabla, acontecimentos, você sente uma química danada e uma tensão sexual palpável. Mas diferente de Belo Desastre, não há nada que os aproxime além deles mesmos. Não tem nenhum plot como a aposta para que os personagens se unam, é apenas o cenário, o desenvolvimento e eles mesmos. Eu gostei, mas de inicio fiquei esperando quando viria o enredo de verdade.

Travis e Trenton são muito parecidos, porém o irmão mais velho é ~grazadeus~ menos obcecado e ciumento. É nas protagonistas femininas que há as maiores diferenças. Trenton e Cami são mais velhos que Travis e Abby. Eles já são adultos por lei, são mais maduros e experientes. Cami não tem aquela coisa de "não posso ficar com você" por nenhuma razão, esse discurso parte do pressuposto que ela tem namorado e o leitor (e Trent) precisam aceitar isso. Arrisco dizer que gostei mais dela do que Abby, que ainda era uma das personagens de NA com que mais simpatizei (até Belo blergh Casamento).

Alguns diálogos são absurdamente parecidos. Jim Maddox deve ter ensinado as palavras corretas para os filhos repetirem para suas amadas, já que dizem as exatas mesmas coisas. Mal posso esperar para ver o próximo livro com as mesmas declarações cercadas de palavrões. 

Tem um pequeno mistério na trama por conta de T.J., o namorado de Cami. A gente passa o livro inteiro juntando pistas que você nem sabe se são pistas para então, bem no final, CABOOM. Eu não sei se era porque eu estava com McGuire então baixa cota, mas fiquei de DES MAI A DA com a revelação. É o tipo de bomba que não se espera dela, sabe? E, de repente, a trama ganha um novo sentido, muito mais claro, e você quer reler tudo de novo para perceber detalhezinhos que deixou passar batido. 

O livro promete, na quarta capa, participação de Travis e Abby. De longe, a pior coisa que McGuire podia ter feito. A história de Bela distração acontece simultânea a de Belo desastre, então temos cenas inéditas do casal anterior? Não. Temos fatos repetidos pela quarta vez? Sim! Temos os mesmos diálogos que já decoramos de tanto que a autora repetiu? Sim! Jamie, pelo amor de Deus, pela última vez: LARGA. DESTE. OSSO.

Mas eu amei. Mesmo com repetição, mesmo com deja vu, mesmo querendo não amar. Eu amei. Bela distração acerta nos mesmos pontos que Belo desastre fez sucesso, e provou que para um new adult funcionar, só o que precisa é de um casal que derrama química entre as páginas. Poderia ter o ponto de vista intercalado e bilateral, poderia ser mais longo, poderia ser depois dos acontecimentos finalizados do livro antecessor, mas é incrível e eu já quero o próximo. 

25 de nov de 2014

05 livros para a Black Friday!

A intenção era não comprar livros na Black Friday. Eu, inclusive, tinha desistido de escrever esse post porque poderia aguçar minha carteira que está lutando em se manter fechado. PORÉM, uns comentários meio animados demais para alguns títulos me fizeram pensar duas vezes antes de rejeitar as promoções sem nem olhar, e elaborei uma listinha dos cinco livros que, se em promoção, vão entrar para minha readlist de férias. Eu sou filha de Jesus também, né.


Já falei deste livro antes? Provavelmente. Desde que vi que Amor em jogo seria lançado no Brasil, quis esse livro. Quando a timeline inteira pipocou elogios, entrei em surto. Comprei? Nope. Vou comprar? Talvez. É uma história bastante clichê que envolve uma garota certinha e um bad boy. O diferencial fica por conta da relação deles: Derek é enteado da mãe de Ashtyn, e eles vão morar junto e se aturar. Pode parecer nada de mais, mas né, tantos elogios que a autora recebeu devem ter um motivo por trás. E eu não preciso de muito para ser convencida a ler new adults, vamos combinar.







Já nesse caso a curiosidade surgiu pela capa e sinopse, não pelos elogios de quem leu - porque, até onde vi, não criou tanto amor assim. Mas me falar de livros de terror é quase tão instigante quanto falar de new adults, e estou aqui, prontíssima para a leitura, mesmo sem ter certeza que é bom. Asylum vai preencher meu furo de histórico cultural por não assistir American Horror Story, e espero que o livro seja tão bom quanto azamiga diziam que a segunda temporada era. A trama é protagonizada por Dan, que descobre que seu lar no programa de verão costumava ser um sanatório para criminosos insanos. 






A playlist da minha vida lembra A música que mudou a minha vida, e por associação totalmente sem sentido com um dos meus livros favoritos, entrou para wishlist. O elogio da MTV também ajudou, mas a base é a relação aleatória de títulos. A protagonista é Elise, uma garota apagadinha na escola, mas que se encontrou sendo DJ numa boate underground. A parte mais incrível - além da vida dupla - é que a playlist de Elisa não tem nada conceitual, alternativo e incomum para reles mortais como nós (sou traumatizada com Just listen). É noite de pop, bebê!








Juro que só reparei depois que tinha dois livros de Simone Elkeles na lista. Mas gente, essa mulher é muito elogiada por escrever new adults, é chocante que eu ainda não tenha lido nada de sua autoria. Mas vamos lá: Química perfeita é sobre uma líder de torcida e um delinquente juvenil que são obrigados a serem parceiros de laboratório. Notei que Elkeles é absurdamente clichê, porém who cares? Stephanie Meyer não fez o maior sucesso unindo personagens num trabalho em dupla? Só que agora a aula é de química e ninguém é sanguinário, DETALHES. É uma pena que eu coloquei o livro na lista só por estar entre top desejados, já que a chance de estar a venda é minúscula, muito menos com preço bom.





E, por fim, Mentirosos. O livro está sendo chamado de genial com tanto afinco pela comunidade blogueira verde e amarela que é impossível não querer descobrir o que a autora fez para ser tão incrível assim. Parece ser uma daquelas histórias dexxxtruidoras, que derruba forninhos e nos deixa mais des-mai-a-das que Juliana. Quer dizer, é isso que dizem. O enredo vai focar em Candence e sua família rica e autoritária em que todos devem dançar conforme a música dos mais velhos. Até que ela sofre uma acidente, perde a memória e sei lá o que acontece MAS EU QUERO SABER.









E você? Já decidiu as futuras compras? Sabe de alguns links legais pré-black friday? Vai me mandar sinal de fumaça se algum desses cinco livros aparecerem nas páginas de R$9,90 do Submarino? Comente!

24 de nov de 2014

Magisterium — Cassandra Clare e Holly Black


O desafio de ferro — Magisterium #1Autoras: Holly Black e Cassandra Clare
Editora: #irado
ISBN: 9788581635576
Páginas: 384
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Eu já disse que leria até a lista de supermercado da Cassandra Clare, mas isso não significa que eu sempre vou gostar. Não quando ela escrever em dupla, pelo menos, e seu talento se mesclar com o talento de outra pessoa que pode não me agradar tanto assim. Se de um lado estava minha autora favorita, do outro estava Holly Black, que me fez largar um livro pela metade. Por isso, por mais que eu tivesse expectativas, elas se contradiziam e baixavam. Afinal de contas, eu amo Cassandra falando de Shadowhunters e nesse livro, nada de Herondales.

A história é uma fantasia infanto-juvenil protagonizada por Callum Hunt, aprovado sem querer no Desafio de Ferro, que garantiu sua entrada numa escola de magia Magisterium. Só que Callum nunca teve a intenção de estudar lá, seu pai condena o Magisterium - por algum motivo secreto - desde que ele se conhece por gente, mas, de alguma forma, foi admitido e terá seus poderes treinados. 

É um livro com um ótimo plot inicial e um final arrebatador, mas que faz dormir em quase todo o desenvolvimento. Quando você lê o prólogo misterioso, conhece Callum e entra no Magisterium, tudo parece se encaminhar para um infanto juvenil mais do que excelente, só que desanda. O começo é bastante frenético e instigante, o que se segue não vai nesse ritmo. Bastante pacato, até. Uns picos de intensidade não são suficientes para cativar o leitor que tinha adorado as páginas iniciais. Da mesma forma que uma reviravolta incrivelmente danada no final (senti suas mãos, Cassandra!) não apaga que houveram 200 páginas massantes no meio.

Não gosto de comparar, mas é impossível não lembrar de Harry Potter durante a leitura. Impossível. Acho que a estrutura de uma escola de magia sempre é semelhante, e a importância do protagonista para o enredo também não destoa muito de um livro para o outro, mas ainda assim. As confusões que Callum e seus amigos se metem são algo que, com certeza, o trio ~parada dura~ de Hogwarts também se meteriam e se não fosse pelo final, poderíamos considerar Magisterium a encheção de linguiça perfeita para os fãs saudosos da série.

Meus sentimentos são bem contraditórios quanto a Magisterium, pois por mais que eu tenha ficado incrivelmente animada em algumas partes, o livro me deu sono em muitas outras (e dormir meio dia é façanha na minha vida). Alguns elementos da narrativa são bem contrastantes no estilo das autoras, e fiquei meio chateada pelo sumiço do senso de humor de Cassandra. Porém Holly ainda deixou ela derrubar o forninho nas páginas finais e isso garantiu que eu lesse o próximo volume.  

22 de nov de 2014

Playlist da semana!

Alerta de: estou muito farofa essa semana. Já estou adianto para você: é a mais pura realidade. Decorei letra da Selena Gomez, inventei coreografia para todas as músicas de 1989 (exceto Clean, pois blergh) e escutei uma variedade de boy bands. Alternativo conceitual? Haha, não dessa vez, baby. Mas vem que está grande e surpreendentemente diversificada.
Começando pelas excelentes Me and my broken heart, da Rixton, essa boyband dilicinha que tem um jeitinho danado de verão (lembra de Make out?), e Shut up and dance, da Walk the moon, que é uma bomba de farofa zúper dançante com um clipe mó oitentista. E ainda não saindo dos anos 80, tem parceria de Bruno Mars e Mark Ronson: Uptown funk!, que lembra muito os sitcoms da década. E sim, você pode até dizer que não é legal, mas eu sei que você vai bater o pézinho no chão na próxima vez que Bruno cantar isso numa premiação.
A gente continua com a mestra da farofa, Nicki Minaj, e sua nova parceria com a maravilhosa Skylar Grey. A música, Bed of lies, é uma mistura de rap com piano que é fórmula do sucesso (aka Love the way you lie). E depois de chorar pop em Heart wants what it wants, a outra inédita de Selena Gomez na coletânea For you é Do it, que gente, É POP SEM CHORUME. E outra moça que está seguindo os passos de Nicki na coroa de farofa de festa é Iggy Azalea, que tem feat com TODO MUNDO, inclusive Ellie Goulding. Heavy Crown é uma agradável surpresa por ser pop dark e conseguir combinar o rap de Iggy com a voz agudíssima de Ellie.
Mas como eu sei como ser um pouco indie nessa vida, TEM SINGLE NOVO DE BASTILLE, OBRIGADA JESUS. Torn apart é eletronico, dançante, mas é Bastille então ~ é cool cult ~. E finalizando com a LINDISSIMA Human, que eu só descobri porque resolvi assistir os episódios de The Voice com a participação da Taylor Swift. Joana está DES MAI A DA

21 de nov de 2014

O sangue do Olimpo — Rick Riordan


O sangue do Olimpo — Os heróis do Olimpo #5
Autor: Rick Riordan
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580575958
Páginas: 432
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Pronto. Terminei. Não apenas a saga Os heróis do Olimpo, como terminei meu relacionamento com Rick Riordan. Sabe quando os livros dão tantas voltas e repetem as mesmas fórmulas que você tem a impressão que está sendo enrolada por ter que ler tuudo aquilo de novo? Pois então, é por isso que faz muito tempo que não leio Nicholas Sparks. Vou completar muito tempo, também, sem ler nada do Riordan, afinal, se for pra ler coisas repetidas, eu leio receitas de bolo.

Ultimo livro. Adeus? Uma batalha épica e sangrenta (cof cof) como foi em O último Olimpiano? Era essa a expectativa. Como Heróis do Olimpo foi absurdamente parecido com Percy Jackson, a ideia é que o último volume seguisse o mesmo esquema de se despedir em grande estilo. Porém Rick não concordou. Ele não quis escrever uma grande batalha novamente, ele quis repetir sua fórmula. O sangue do Olimpo é como qualquer um da carreira do autor: tem heróis lutando contra o apocalipse iminente, vilões que querem sangue de semideuses, inimigos tão facilmente persuasivos que se passam por idiotas. Sabe o que tem de novo? Nadinha.

O livro é narrado por cinco personagens. Ótimo, então a gente vai ter a visão da maioria dos sete protagonistas! De novo: nadinha. Jason, Piper e Leo dividem espaço com Nico e Reyna. Sabe os protagonistas dos livros anteriores? Riordan, aparentemente, também não. Nem para se dignar de dar o ponto de vista de Annabeth e Percy, que a gente acompanha a DEZ FUCKING LIVROS. Não gostei, de verdade. Além disso, Frank, que era um dos meus favoritos, ficou bem apagadinho, e Leo, melhor parte da saga desde o princípio, perdeu seu charme em meio a tanto mimimi de "saudades, Calypso".

Mas então. A história segue aquele esquema batido e previsível. Mas lembre-se que Gaia ainda precisa renascer e condenar a humanidade pois isso é a base de tudo. Digo para você: que clímax ridículo! Dá a impressão que Riordan esqueceu que era livro conclusivo, foi lembrado pelo editor e encaixou uma cena de guerra no meio do enredo. Só não digo que eu dormi nela porque levo mais de cinco minutos para pegar no sono.

Para mim, o livro não teve qualquer emoção. Dia desses já tinha comentado o quanto é chato terminar uma série e não se abalar com isso, e de novo repito. Por mais que Heróis do Olimpo tenha tido ótimos momentos, seu final beira o medíocre por não fazer lembra o que a série tem de especial. Certo, os momentos Percabeth são fofinhos, mas vamos combinar que não é isso que constitui um livro de ação infanto juvenil. Um livro FINAL de ação infanto juvenil. Caro Rick, você já deu o que tinha que dar. Tchau.

19 de nov de 2014

Timestorm — Julie Cross


Timestorm — Tempest #3Autora: Julie Cross
Editora: Jangada
ISBN: 9788564850712
Páginas: 368
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Tempest foi incrível, mas não se pode dizer o mesmo da continuação, Vortex. É difícil avaliar uma trilogia quando o primeiro e o segundo volume são tão distintos, seja em ideia ou execução. Você acaba esquecendo o que amou (eu tenho sérias dúvidas se Tempest foi realmente tão bom quanto eu lembro) e não tem bem certeza do que esperar do volume final – se é que pode esperar alguma coisa. Não é legal terminar uma trilogia e não estar triste por dar adeus, sabe? 

Uma confusão danada: é esse o ponto em que estávamos. Está tudo uma bagunça, o leitor não tem mais ideia de quem é quem, quem está vivo de verdade ou vivo de mentira, em que dimensão estamos, que ano é hoje e quem sou eu, eis a questão. Loucura das grandes em que Julie Cross tem apenas de solucionar de modo crível. Aquele modo crível que eu elogiei tanto em Tempest, já que foi a única autora que me convenceu que viagem no tempo pode funcionar. Sabe o que eu acho? Que Cross usou e abusou tanto de sua habilidade no primeiro livro que esgotou para o restante. 

Para Vortex, eu tinha expectativas baixíssimas beirando o chão. Para Timestorm, eu já pensava mais positivo pelo segundo livro não ter sido tããão ruim quanto eu esperava. Isso não é lá um elogio, mas funcionou razoavelmente. A questão é que a trama chegou num ponto tão desamarrado e cheio de furos, sem nenhuma linha lógica concisa por qual o leitor poderia usar como base para criar teorias, que a sensação que dá é que o editor disse para Cross escrever qualquer coisa e fique isso como final. Grande coisa que você achou que este seria um dos melhores livros da vida quando conheceu a trilogia alguns anos atrás. 

Em Timestorm, todo mundo que já morreu, está vivo. Tudo que era mentira, Jackson viajou para o passado e fez ser verdade. O que era verdade, virou mentira. Não há certezas nem nada. É uma bagunça, e só consigo pensar nessa palavra para colocar a situação em que o livro começou. E, cá entre nós, já começa em tal estado frenético que, para o leitor que esperava, no mínimo, ser introduzido, fica a ver navios tentando entender o que aconteceu entre o último ponto de Vortex e a primeira letra maiúscula de Timestorm. E deixa eu te ensinar uma coisa, Cross: CLIFFHANGER É UM TROÇO SÉRIO, não dá para brincar de colocar e apagar. Durou o que? Quatro tweets do Malafaia? 

Eu estava ansiosa pelo livro e assim que chegou, já pulei a fila e dei passagem imprópria para o último livro de Tempest. Sinceramente, só foi decepcionante se considerar o primeiro livro, porém se pensar no que foi apresentado em Vortex, Timestorm não fez nada além do esperado. Criou confusão, arrumou confusão, a bagunça ficou ligeiramente organizada e dá para dizer que, ok, Julie Cross conseguiu flertar com notas altas e marcações de favoritos para sua trilogia de estreia. Vamos esperar que na próxima vez ela não apenas flerte, como troque o status para relacionamento sério.