30 de nov de 2013

Playlist da semana!

Eu sei que estou em falta nos posts de fim de semana, incluindo as playlists, mas gente, a vida que prometeram no folheto parecia mas fácil! Não tinha aviso prévio que os dias teria quatro horas e ano passaria mais rápido que a semana. De qualquer maneira, simbora dar o play aí porque essas músicas tem número de segundos limitados. Err, quer dizer, você pode verificar e contar, ao menos...
Timber - Pitbull ft. Ke$ha: Parceria maravilhosa, olá para você! Incrível que a gente ama toda música que Pitbull faz junto de cantores pops, mesmo que todas pareçam que ele diz a mesma exata coisa. É o jeitinho do artista que tá junto que dá o toque especial e ~original~, e bem, Timber tem Ke$ha. Já virou música favorita da semana!
If I can't dance - Sophie Ellis-Bextor: Sophie é a minha descoberta farofenta do dia. Talvez você já conheça, pois ela canta por aí há anos, mas para mim é novidade. Quase tão novidade quanto If I can't dance - que ironicamente faz você dançar -, no youtube desde 2008. Então: sou eu ou a RP dela?
How would I want more - Jamie Lynn Spears: Tá, vou confessar já esperando as bombas e sapatos na cabeça: gostei mais dessa música de Jamie Lynn do que todo álbum novo de sua irmã mais velha, a sua não minha nem nossa princesinha do pop, Britney Spears. O single novo de Jamie é bem country, com muito violão e ritmo amorzinho. Anos luz a frente de Work Bitch, FLW.
The Fox - Glee Cast: What the fox says virou hit mundial por ser completamente sem noção, ridícula e ter uma batida maravilhosa, então tenho certeza que você já escutou (por vontade própria, ou pelo vizinho). E como não amar a versão de Glee, apresentada no último episódio? Reuniu o elenco inteiro e ficou ÓTEEMO!
Here - Syron: Descoberta pop menos farofa que Sophie, mas Syron também faz você jogar os braços para cima na balada. Here é animada, tem uma batida legal, mas não exatamente dançante. O refrão é simplesmente incrível, um encontro de eletropop e soul que vale ficar de olhos (ouvidos?) abertos para identificar por aí, já que quase nunca decepcionam.
King of Norway - The Donnies The Amys: É de Reign, fim.
Beijinhos ♥

29 de nov de 2013

Veneno por Sarah Pinbourough

Encantadas #1
Autora: Sarah Pinborough
Editora: Única
ISBN: 9788567028002
Páginas: 224
Nota: 
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Adoro ler contos de fadas reescritos. Provavelmente é mais uma consequência de ter Once upon a time como um dos seriados favoritos da watchlist. Começa que as fábulas que a gente cresceu ouvindo já são versões modificadas para agradar ao público de Walt Disney, e as historinhas originais não têm nada de inha. Ter essas versão para um público mais velho é a melhor chance de romancear, e ainda pegar um pouco da bizarrice que os irmão Grimm não pouparam quando inventaram os príncipes e princesas da nossa infância.

Veneno, o primeiro volume da trilogia (eu acho) Encantadas, tem foque na história da Branca de Neve, dando muito destaque para os pensamentos da Rainha Lilith quanto a enteada, sobre a gana de poder e o que está disposta a fazer para superar seu passado, quando foi rejeitada no seu vilarejo natal por mexer com bruxaria. Numa visão mais ampla, ela não é uma pessoa tão ruim - e tem momentos bem bondosos, por assim dizer. 

A partir da metade, começamos a ter mais da impetuosa Branca de Neve. A princesa, no auge dos seus 20 anos, tem gênio forte, é simpática com todos e não se comporta como uma devida dama. Esqueça aquela garotinha doce e indefesa que você estava acostumada até então, a protagonista de Veneno é um tanto... rebelde. Ela não tem nada de inocente, e a cena de quando foi salva pelo Caçador é prova disso.

Sarah renovou o conceito de ousadia. Veneno poderia seguir a ordem natural do conto de fadas, apenas readaptando para uma versão mais madura, mas não foi isso que a autora decidiu fazer. Ela nem tentou, na verdade. Os personagens se reinventaram, as situações foram colocadas de um modo muito diferente e o jeito que a autora conduziu foi muito audacioso. Algumas cenas são bem fortes considerando a Branca de Neve mais conhecida, e não existem palavras para descrever quão surpreendente foi o final. A autora me deixou de boca aberta, pois é impossível imaginar algo assim.

Para o que a trilogia se propõe, Veneno foi um ótimo livro de estreia. A autora mostrou que queria inovar os conceitos conhecidos de conto de fadas e não deixou por menos nesse primeiro livro. Branca de Neve ganhou uma nova cara, assim como a Rainha, o Príncipe Encantado, o Caçador... Acho que as únicas criaturinhas que mantiveram o jeito que eu lembrava foram os anões, tão meigos e trabalhadores. A diagramação do livro é incrível, a narrativa é muito fluida e o desenrolar é bem surpreendente. Uma estrela a menos por ter acabado muito rápido... E porque eu nunca fui muito com a cara de Branca mesmo.
Beijinhos ♥

28 de nov de 2013

Os 05 melhores episódios de Thanksgiving!

Apenas esperando os brasileiros adotarem Ação de Graças como mais um feriado nacional. Cadê esse povo que adora um dia de folga nessa hora? Enquanto temos que mofar no calor durante o dia de hoje, poderíamos estar com as pernas pra cima na piscina. A vida, ela não é justa. Para compensar, nós aproveitamos os episódios especiais que nossos seriados favoritos fazem da data especial e lá vem uma mini maratona. Não tá nevando, não tem peru, mas dá pra entrar um pouquinho no clima, certo?
♥ Gossip Girl - 3x11: The treasure of Serena madre
Apenas o melhor episódio de Thanksgiving de todos ♥ No auge da terceira temporada de Gossip Girl, o dia de ação de graças (que sempre rende as histórias mais caóticas), tem o estopim do casamento de Trip e Maureen (o primo do Nate, lembra?), tendo Serena no meio. Além disso, Blair acha que Eleonor tá grávida, Jenny descobre que Eric armou para cima dela no baile de debutantes, e a mãe de Vanessa surge para derramar recalque na ryqueza do Upper East Side. Não tem como não amar a cena das pessoas saindo da mesa ao som de Watcha Say, quando o jantar sai completamente dos eixos. E, mais importante que tudo, tem Chair sendo um casal meigo que MINHAS ESTRUTURAS ♥ Morro 18.742 vezes sempre que vejo as expressões de Chuck quando Blair tá bancando a maluca para cima da mãe.
♥ How I met your mother - 1x09: Belly Full of Turkey
A foto lá de cima é de um episódio de thanksgiving de HIMYM, mas meu favorito ainda é o da primeira temporada, quando o grupo de amigos se dividiu em duas tramas para lá de engraçadas. Para um lado, ficou Lily e Marshall visitando os Erikson e aquela maionese toda (pfvr, quem nunca passou mal só de imaginar a salada zuper saudável que Lily foi obrigada pela sogra a fazer?). No arco de NY, Ted e Robin decidem ser voluntários, mas são recusados por já ter muita gente ajudando - inclusive Barney, que olha só, não é 100% egoísta assim.
♥ The Big Bang Theory - 7x09: The Thanksgiving Decoupling
Dos citados, o mais recente. The Big Bang Theory, talvez pelo risco de não ter uma próxima temporada garantida, está nos presenteando com episódios incríveis - e surpreendendo quando você achava que já conhecia cada piada nerd existente no mundo. Na ação de graças desse ano, o grupo de amigos vai para a casa de mãe de Howard, para dar apoio ao amigo durante a visita do sogro que não vai com a cara do baixinho. No mesmo dia, eles descobrem que Penny casou ~ sem querer ~ em Las Vegas baby e Sheldon toma seu primeiro porre. E ainda nas piadas básicas de sempre, tem Raj como dono de casa estereotipado e fã de um bom dramalhão mexicano ♥
♥ The Carrie Diaries - 1x06: Endgame
A primeira temporada de The Carrie Diaries estreou fora de época, mas isso não foi motivo para os produtores ignorarem o feriado e deixarem pra comemorar só na segunda temporada. NÃ! Endgame conta sobre o primeiro feriado dos Bradshaw depois da morte da mãe de Carrie, que, por sua vez, quer dar seu máximo para fazer um ótimo jantar para a família, amigos e o novo namorado, George. Mas ela não sabe cozinhar peru e precisa da ajuda de Mouse, o que né, já viu onde vai dar. É aquele feeling drama teen ft. comédia que a gente mais ama no seriado, e acabou que S01E06 foi um dos episódios com melhores críticas durante a temporada anterior.
♥ The OC - 1x11: The Homecoming
Em quesito de temporadas completas, a de estreia de The OC foi uma das melhores (perde só pra quarta por motivos de ADEUS MARISSA ♥), e isso vale também para o episódio de Thanksgiving, o primeiro de Ryan com os Cohen. O lado comédia do seriado ficou em evidência nesse episódio, principalmente com o triângulo amoroso Anna-Seth-Summer recém no começo da bagunça. Teve também Ryan e Marissa fazendo ponta em algum outro arco qualquer no passado pobre do protagonista, mas quem precisa disso quando Seth está tendo vida amorosa e piadas com os dotes culinários de Kirsten são feitas minuto a minuto.
Beijinhos ♥

27 de nov de 2013

Paixão sem limites por Abbi Glines

Sem limites #1
Autora: Abbi Glines
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580412208
Páginas: 192
Nota: 
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Eu cresci assistindo novela mexicana no SBT, tenho doses de romantismo brega impregnados no meu ser. É apenas algo que não posso evitar depois de tantas personagens que já vi Thalía interpretar. E depois que a gente cresce e vê esse pequeno bug emocional, assume como guilty pleasure. Considerando que eu não tenho mais tempo para fazer pipoca e assistir esses dramalhões as três da tarde, transferi esse amor para new adults, meu novo gênero literário favorito. São bregas, são melosos, clichês e sem nenhuma grande ousadia em termos de literatura. Em suma, são tão arrebatadores quanto uma boa novela mexicana. Pronto, já pode me julgar.

Paixão sem limites é o primeiro volume das mais conhecida trilogia de Abbi Glines, autora que lança um livro por mês na gringa. Too Far chegou no Brasil com um número considerado de leitores e pessoas curiosas, e agora temos na livraria mais um romance com todas aquelas características que falei acima. Quem não gosta, odeia. Mas quem ama new adults, tem uma história cheia de potencial em mãos.

Blaire, a protagonista da vez, é uma garota de 19 anos que só sabe sofrer. Nos últimos anos, perdeu a irmã gêmea num acidente, o pai a abandonou, teve que cuidar da mãe com câncer, pegou o namorado a traindo e, tempos depois, sua mãe também morreu. Tragédia pouca pra quê, não? Sem ter para onde correr e com apenas 20 dólares no bolso, ela precisou engolir o orgulho e procurar o pai, que entrou para uma família podre de rica, tão distante da realidade que Blaire conhecia. Por piedade, ela é acolhida na casa de Rush, filho único de uma estrela do rock e enteado de seu pai, que odeia o cara. 

Blaire e Rush não tem nada em comum além do pai da garota. Talvez seja por isso que eles fazem um casal tão shippável. A química entre os dois é palpável, e poucos diálogos depois você já está desesperada para que role algo mais. E é aí que entra meu outro guilty pleasure na jogada. Sempre procurei um livro que se aproxime do que sinto por Belo Desastre, e eis aqui o título. Blaire e Rush tem características parecidíssimas com Abby e Travis, e talvez seja isso que tenha me conquistado num espaço de tempo tão pequeno. Tá, é um típico romance de garota pobre e bad boy rico. Sim, eu também assistia muita Malhação.

Até então eu tinha uma teoria que livros com menos de 200 páginas não tem espaço para desenvolver uma trama consistente, pelo menos não o o suficiente para que a mesma se torne queridinha e favoritada. Ledo engano. Paixão sem limites me conquistou em menos de 30 páginas, e já na 100, tinha certeza que esse entraria na lista de melhores livros do ano. A autora não perde tempo e dá impressão de ter acontecido mil coisas em questão de poucos capítulos. É um livro muito, muito pequeno - que só serve para acabar mais rápido do que você queria. 

Num intervalo de duas horas, Paixão sem limites acabou, terminou e ainda deu tempo de postar no twitter o quanto eu estava amando. Esse foi o primeiro new adult que li em que a história não termina no último ponto final, e a autora (talvez a editora, não sei) teve a ousadia de fechar aquele final horrorosamente cruel com uma espécie de "continua". Meia hora depois, eu já estava lendo a continuação. No mesmo dia, eu já estava quase começando o terceiro livro. É esse o nível de amor! Abbi Glines conquista o leitor rapidamente, entrega amor e mais amor num formato de livro pequeno e trilogia que você ama sem querer. A complicação a la mexicana é bem inesperada, o casal entrou para o hall de favoritos junto do livro e a narrativa é gostosíssima de ler. Só prepare os sentimentos para caírem no chão quando Paixão sem limites chegar ao final. Ou prepare a continuação, acho mais saudável.
Beijinhos ♥

25 de nov de 2013

Amber House por Kelly Moore, Tucker Reed, Larkin Reed

Amber House #1
Autores: Kelly Moore, Tucker Reed, Larkin Reed
Editora: Jangada
ISBN: 9788564850408
Páginas: 352
Nota: 
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Existem livros com cenários e cenários com livros. Livros com cenário são quando a trama acontece em A, mas poderia ser em B ou T. Cenários com livros são quando a trama nunca aconteceria se fosse em qualquer outro lugar, em que os personagens não teriam graça nenhuma, muito menos suas vidas pacatas, se não estivessem naquele exato lugar. Mais que um plano de fundo, o cenário é tão relevante quanto qualquer personagem. Amber House é mais primordial que a protagonista.

Nesse livro somos apresentados a Sarah, arrastada cinco quilômetros pela mãe para o enterro da avó que nunca conheceu. A maior surpresa é chegar lá e se deparar com Amber House, uma enorme mansão com séculos de existência, que guarda mais segredos e lendas que um livro de mitos. Sarah e seu irmãozinho, Sammy, querem explorar a casa e descobrir todos seus mistérios, mas isso não é muito fácil quando sua mãe, Annie, nutre um ódio profundo - e inexplicado - pelo lugar. Também não é muito fácil quando as gerações passadas (e enterradas) passam para fazer uma visitinha...

Dá para dizer que Amber House é diferente de tudo que já li. As autoras conseguiram unir fantasmas, dobras temporais e mistério num único lugar e mixar os elementos de uma forma muito cativante e curiosa. É ousado o modo que o livro anda, que as coisas são apresentadas. O grande problema é que são três pessoas escrevendo a mesma coisa. São três (seis?) mãos na mesma história. Acho que foi esse fator que deixou a narrativa confusa. Tem que ter muita atenção para não deixar passar os detalhes, pois cada linha é crucial. As autoras enrolam, enrolam, fazem uma grande reviravolta em poucas palavras e a trama vai. E isso não é uma ou duas vezes. As revelações sobre Amber House e seus segredos aparecem quando você menos imagina, e se não estiver ligado, as coisas não vão ter muito sentido logo após. É muito rápido como os plots são inclusos ou revelados e as explicações também não são muito grandes. Então, primeira coisa: atenção. Muita.

Sarah é uma protagonista ok. Ela não deixa a desejar, mas também não desperta aquele sentimento de "quero ser como você quando eu crescer". Ela tem uma curiosidade natural quanto a Amber House, doses saudáveis de sarcasmo e rebeldia, e uma inocência renovadora quando se trata de triângulo amoroso. Ela é tão ZZZZZ nessa situação que você nem dá bola para a jogada clichêzona que as autoras resolveram fazer. Dividida entre o garoto bonzinho e amiguinho e o boy magya podre de rico que talvez nem seja tão legal assim? OI, MALHAÇÃO! Todavia, se vamos adotar um personagem como amorzinho da vida, é o irmão de Sarah, Sammy. Que criança mais carismática, gente! Ele era um doce, companheiro para toda hora e que também tinha suas doses de bizarrice quando falava com alguém que Sarah não conseguia ver. Como eu disse: um amorzinho ♥

Ser conquistada pela capa é algo muito fácil de acontecer se tratando de Amber House. Ele dá uma ótima primeira impressão, e a história anda bem até chegar em pontos de exímia significância, onde deixa a desejar. Faltou que as autoras deixassem claro o dom de Sarah e a influência da casa nisso tudo, mas tirando por esse grande ~detalhe~, é um livro muito bom. Tenho uma ressalva gigante com o final, não sei se faltou dedicação da minha parte ou ele realmente não tem muita lógica, todavia, Kelly, Tucker e Larkin fizeram muito bem seu papel de garantir o leitor da continuação.
Beijinhos ♥

24 de nov de 2013

Essa semana #93

Essa semana é um meme semanal hospedado pelo Lost in Chick Lit, onde compartilhamos pequenas informações sobre a nossa semana literária. Tendo como principal objetivo encorajar a interação entre os blogs literários brasileiros, fazer amizades e conhecer um pouquinho mais sobre outras pessoas apaixonada por literatura.

Vem comigo na minha semana literária... 

♥ Leitura do momento:
Naturally, Charlie - S. L. Scott

♥ Li essa semana:
Amber House - Kelly Moore, Tucker Reed, Larkin Reed
Mercy - Rebecca Lim
Veneno - Sarah Pinborough
Brilho - Amy Kathleen Ryan
A dança da Floresta - Juliet Marillier
Paixão sem limites - Abbi Glines
Never too far - Abbi Glines
Gente famosa - Claudia Pattison

♥ Resenhei essa semana:
A casa de Hades por Rick Riordan
Cretina irresistível por Christina Lauren
Mercy por Rebecca Lim

♥ Super Posts:
Prism está aí e já ouvimos os rugidos
Abram alas para Reign: a nova série da realeza
Playlist da semana

♥ Ultima Compra: 
Apenas economias pois Black Friday é essa semana!

♥ Desejo Comprar Urgentemente:
iPhone novo, pfvr sim

♥Conversa imaginária com personagem fictício:
Nada nominal, mas: Não existe pílula do dia seguinte nos EUA? Sério mesmo?

♥Eu falaria para o autor:  
"Sarah, você é muita ~ozada~, continue assim."

♥ Estado de Espirito Literário:
Tentando ignorar o buraco que Never too far deixou no meu coração

♥Literary Crush: 
RUUUUUUUUUUUUUSH ♥ 

♥ Feito da Semana: 
Olha só a quantidade de livros que li! Isso tendo aula, trabalho e prova quase que todo dia. Beijos, inimigas

♥Queria ver no Brasil:
Never too far, Forever too far, todos os livros da Abbi Glines... E preços camaradas para livros gringos.

♥ Im in mood for... :
New adults

♥Hey Mr, Postman:

♥ Vi e viciei (booktrailers, trailers, videos whatever):

BAMF Girls Club: Pfvr, novo vídeo de BAMF, como não amar?
Beijinhos ♥

23 de nov de 2013

Playlist da semana!

Na semana retrasada, a playlist foi bem calminha, cheia de música com muito violão e cantores de vozes roucas. Dessa vez, acumulou uma quantidade bem grandinha de canções que são o completo oposto. Essas são para dançar! Já abriu espaço no quarto?

On our way - The Royal Concept: Roubei de Glee, mas a versão original é melhor (embora o cover seja ótimo)! Não existe outra palavra para descrever On our way que não "viva". A música é alegre, animada, tem palmas, assobios, gritos, coral...
Girls - The 1975: Não sei de onde The 1975 surgiu, mas vale colocar esses meninos na playlist. Eles acabaram de lançar o primeiro álbum e o single Girls é aquele tipo maravilhoso som de boyband que a gente adora ter como guilty pleasure. Ah, e obviamente eles tem sotaque séquici e grudam o refrão na sua cabeça. 
We are all we are - P!nk: Como não amar essa moliér, internet? Cada música que Pink coloca na nossa playlist são horas de cantar a plenos pulmões até ficar com dor de garganta! We are all we are é o single mais recente, daquele jeito meio moleca que ela já nos conquistou anos atrás. Segredo do sucesso: sim ou claro?
Move - Little Mix: Eu não me tornei grande fã de Little Mix, mas estou sendo de olho nos novos clipes das garotas. Move, a mais recente, foi feita para mover (dã!), dançar até cansar. É o tipo de ritmo que você espera ver num filme musical da Disney em que os atores saem cantando, dançando, e pulando no meio da rua, mas tá valendo.
Get Lucky - Daft Punk: Ok, eu sou a pessoa mais desatualizada do mundo que não sabia que Get Lucky era do Daft Punk até ver um comercial do CD de Amor à vida. Pode julgar, eu aceito. A música que todo ser humano na Terra já ouviu antes é um eletrônico bem esquisitinho e robótico, que na glória de sua bizarrice, faz todo ser humano na Terra gostar.
Do what you want - Lady Gaga: Eu adoro músicas da Lady Gaga, mas poucas delas me conquistam logo na primeira vez que escuto (normalmente acabo gostando depois de um cover de Glee. Não pergunte.).Porém, Do what you want, o mais novo single de ARTPOP, é até bem dançante a primeira ouvida (?). 
Beijinhos ♥

22 de nov de 2013

Mercy por Rebecca Lim

Mercy #1
Autora: Rebecca Lim
Editora: Fundamento
ISBN: 9788539503650
Páginas: 192
Nota: 
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Ok, vou confessar: até poucos dias atrás, eu via a capa de Mercy e enxergava uma asa de anjo onde está o sol. Atenção, eu sei, não tenho. Eu tinha certeza que Mercy era mais um livro com mitologia angelical e ficava com os dois pés atrás antes de ler. E você sabe qual é a sensação de abrir um livro esperando um cenário de fundo clichê e se deparar com uma trama bem ~ozada~ e não muito vista antes? É de colocar um pé para frente. Apenas UM pé.

Nesse livro conhecemos Mercy, uma parasita, acostumada a viver a vida dos outros e ser vários humanos no mesmo ano. Mas diferente de Todo dia (David Levithan), a garota tem um pouco mais de tempo e uma missão mais complicada. Todo corpo que habita precisa de sua ajuda, e ela só conseguirá partir para o próximo quando completar o que deve ser completado. O livro começa quando ela se torna Carmen, uma aspirante a cantora, e a mesma se hospeda na casa de uma família patrocinadora, conhecendo Ryan, um bad boy e filho do casal anfitrião. Mercy/Carmen logo se sente atraída por ele, e decide o ajudar na busca pela irmã desaparecida, Lauren, que todos acham que está morta.

Sim, a premissa é boa. Rebecca colocou todas as suas fichas numa trama diferenciada e, a principio, conseguiu. Entrar no mundo de Mercy e ser arrastada para a realidade de Carmen é, até então, algo bem original no gênero YA ft. sobrenatural. A autora soube conduzir o começo da história, apresentando não só sua protagonista, como a realidade que é obrigada a sobreviver, abrindo vários pontos para que a trama se desenvolvesse em seguida. Tem uma prévia explicação sobre o dom de Mercy com as informações que ela pescou durante os anos, e a crise que ela precisa resolver na pele de Carmen. Mas então, que crise é essa? A protagonista fica bambeando na dúvida se sua missão nesse corpo envolve a carreira de cantora da hospedeira ou o thriller que cerca Ryan e sua irmã. O caso é que esse livro tem menos de 200 páginas, então até onde a indecisão de quem Mercy vai ajudar pode dar certo?

Sabe aqueles livros que de tão detalhados se tornam confusos? Pode se dizer que Mercy é assim. Rebecca começou bem, mas logo já enrolou. Mercy/Carmen adora um monólogo e, por vezes, você começa um parágrafo e algumas várias linhas depois já está completamente desligada do que está acontecendo, precisando voltar e reler. Isso é uma característica muito negativa de qualquer livro, a capacidade de prender o leitor é algo que considero muito. Rebecca se faz cativante em certos momentos, mas na maioria deles, é apenas cansativo, confuso e requer atenção e dedicação. Talvez seja por isso que não me conectei com os acontecimentos.

São poucos os livros curtinhos (menos de 200 páginas) que conquistam seu lugar ao sol e no meu coração. Na maioria das vezes, acho que é um número insuficiente de páginas para desenvolver uma história como deve ser, sem correr nos momentos cruciais, sem enrolar no que não precisa ser enrolado. Infelizmente, Mercy peca nessa parte. A autora teve uma ótima ideia, mesclou vários elementos e abriu um véu de possibilidades, mas sua narrativa acabou colocando tudo a perder. Eu gostei da ousadia, gostei de Ryan, gostei do final, mas no geral, é mais um livro mediano.
Beijinhos ♥

21 de nov de 2013

Abram alas para Reign: a nova série da realeza!

Parece que não, mas eu até que sou bem exigente quanto as séries que assisto. Sim, minha watchlist é enorme. Sim, eu começa todas as estreias que parecem ser minimamente assistíveis. PORÉM, não são todas que vão para frente. Considerando que nessa última fall season, eu adicionei 13 séries novas e abandonei 9 das mesmas, dá para dizer que já não é bem assim para conquistar um lugar na minha semana tão apressada. As poucas séries que se mantiveram tem um lugar muito especial no meu coração, pois se superam constantemente na incríveabilidade (???). Mas de todas todas, ainda tem uma favorita. Já contei que amo Reign mais que chocolate?
Se você ver a promo extendida, já vai ter uma boa prévia do que Reign se trata - adianto que ela está no seu livro de história do colégio. A série narra a chegada de Mary, rainha de Escócia, na França para casar com o príncipe herdeiro, Francis, de quem está noiva desde os seis anos. Com muita intriga política, um pouco de miticismo e um quê de série adolescente (é da CW, queria o quê?), Reign se desenrola como a melhor série estreante do ano, agradando a gregos e troianos (ou franceses, escoceses e ingleses, no caso). 
O primeiro plot parte de Nostradamus, o vidente de Queen Catherine, que prevê a morte de Francis logo após o casamento com Mary (spoiler alert: na vida real, Francis morreu cinco meses após o casamento, e então Mary voltou para Escócia). Para impedir a morte do filho, a Rainha acata a possível-futura-nora como inimiga nº 1 e faz de tudo para destruir os planos do casamento (e não, ela não mede esforços ou cabeças). E ainda sem largar dessa parte misteriosa do enredo, está Clarissa, a criança encapuzada com rosto deformado (Orfanato, é você?) que se esguelha pelo castelo, ajudando a protagonista e me fazendo olhar embaixo da cama antes de dormir. Como se Reign não fosse maravilhosa apenas por seu lado histórico, ainda tem esses fatores bizarros e inexplicados até então. COMO NÃO AMAR???
E ainda precisamos segurar coração para as altas doses de romance, complicados por muita intriga política (e um pouco de sangue também). Sendo a rainha bad ass e maravilhosa que é, Mary não só conquista Francis, como o irmão ilegítimo, Bash (e outros personagens ocasionais também, mas vamos deixar você descobrir sobre eles sozinho). Então tem o triângulo amoroso clichê e pra lá de comum quando estamos falando de corte real, que divide opiniões e ships. Indiretamente, estou influenciando você a ser team Frary. Eu digo Team, vocês dizem Frary, ok? Team?
Os produtores não pouparam orçamento para criar o feeling de época, para conquistar o espectador por todos os meios possíveis. O figurino é pra babar, a fotografia é viva e excelente, e Reign entrou para lista de melhores trilhas sonoras de todos os tempos. Com jeitinho meio folk, meio indie, todas as músicas que aparecem na tela passam magicamente para a playlist, só pelos primeiros acordes de violão. Eu já falei de algumas antes, né? Tem muito The Lumineers, Bastille, London Grammar, Crystal Flighters e todos esses nomes cults que é muito legal ter no replay. Status: aguardando a entrada de Imagine Dragons nessa soundtrack. Faço apostas para It's time como primeira selecionada, será?
Mas vale ressaltar que a linha histórica que os roteiristas seguem é criativa e implementada. Se você quer aumentar seu conhecimento sobre o governo de Mary na Escócia e o noivado com Francis, já pode saber que vários pequenos acontecimentos ali foram brilhantemente criados pelos escritores geniais a fim de agregar à série, e não contar os exatos detalhes como no livro didático. Com Reign dá para ter uma ótima ideia dos costumes da época, da intriga interna da Europa, mas a parte romanceada é, até onde sabemos, ficção. Se fosse seguir exatamente como manda o figurino, Francis estaria morto em questão de episódios e definitivamente não queremos isso. Se a emissora é esperta (o que é), também não quer esse lindo morto. 
Levou dois episódios para Reign me conquistar e se tornar a série favorita de todos os tempos (empatada com Gossip Girl, eu acho). É impossível não se apaixonar! Desde os primeiros acordes de Scotland (The Lumineers) quando começa o episódio, você fica abismada e louca de amor por aquele universo, aqueles personagens. Não existem defeitos para Reign, essa era a série que faltava na vida e no mundo. Parece até produção britânica de tão bem feita! É sotaque para cá e pra lá, suspiros cena Frary sim, cena Bary também. Essa é a prova que um seriado de hoje não precisa de piadas internas sobre status do facebook para nos seduzir. Reign, com todo seu sangue esbanjado, profecias infelizes e realeza prepotente, esbanja potencial para durar por muitos anos. Vai ser sua queridinha tanto como já é minha, pode anotar.
Beijinhos ♥

20 de nov de 2013

Cretina Irresistível por Christina Lauren

Cretino irresistível #1,5
Com spoiller (óbvio) do anterior
Autora: Christina Lauren
Editora: Universo dos Livros
ISBN: 9788579306686
Páginas: 144
Nota: 
Livros anteriores: Cretino Irresistível
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Sempre fiquei incomodada por não existirem livros ~felizes~. Você sabe, passa todo aquele sofrimento, aí tem o final feliz e *tchurum* acaba. O felizes para sempre é apenas uma sugestão, que o leitor decide acatar por motivos óbvios. Então entram as fanfic para saciar a busca humana por happy ending, mas sabe, não é a mesma coisa. Você quer as palavras da autora comprovando que os personagens, tão queridos até então, se deram bem mesmo depois que ela colocou o último ponto final. Muito obrigada, Christina Lauren, por nos presentear com um ~livro feliz~.

Cretina irresistível nada mais é que um conto de 144 páginas entre Cretino irresistível e Estranho irresistível, que dá uma bisbilhotada no relacionamento de Chloe e Bennet depois dos acontecimentos finais do livro anterior. É aquele feeling romântico que as autoras se deram muito bem em apostar, voltado para o casal meses depois de se acertarem e segundos depois da conclusão prévia do livro anterior. Cretina irresistível foi feito exatamente para terminar com aquele gostinho de quero mais, para que o leitor tenha direito ao exato diálogo que foi deixado no ar antes. Pfvr, quero mais autores fazendo isso o tempo todo!!!!!!!

Esse não é um daqueles livros que conta a mesma história com outros acontecimentos, ou dando uma parcela maior dos pensamentos de Chloe sobre as situações que antes vimos Bennet narrar. Por incrível que pareça, Cretina Irresistível tem muito mais de Bennet do que qualquer outro. Tem Bennet falando sobre sentimentos, sobre como foi reencontrar Chloe, alguns momentos do casal no meio tempo entre esses dois livros... Sem falar que a autora ainda introduziu os pontos de partida para Estranho irresistível, o segundo volume da série.

Fiquei bem surpresa quando recebi o livro, pois achava que seria lançado só em ebook. Cretina Irresistível é um extra imperdível para quem está gostando da série erótica de Christina e Lauren, repleto de romantismos para compensar as páginas e mais páginas de sexo por sexo do seu antecessor. Eu adorei que as autoras deram esse presente para o leitor, ao mesmo tempo que usaram para embasar a própria continuação. Foi um golpe esperto e muito bem vindo. Quem não gostou do primeiro livro, pode passar reto, agora para quem shippou Chloe e Bennet, é leitura obrigatória! Mesmo não sendo obrigatória.

PS: Não é regra, mas faz mais sentido ler Cretina Irresistível antes de Estranho Irresistível, mesmo que a ordem dos lançamentos tenham sido invertidos.
Beijinhos ♥ 

19 de nov de 2013

Prism está aí e já ouvimos os rugidos!

Parece que foi ontem que o caminhão dourado começou a circular pelas ruas de L.A. e os primeiros rumores do novo álbum de Katy Perry começaram a circular. Tínhamos um nome, depois um single, uma apresentação no VMA, e agora o álbum completo está disponível nas lojas (e nos torrents da vida). Confesso que fiquei meio chateada quando Katy queimou sua peruca azul no processo de divulgação, afinal Teenage Dream foi ótimo, e parecia que o que estava por vir seria altamente dramático e diferente. Contudo, foi alarme falso? Prism é tão farofento e maravilhoso quanto os CDs anteriores - e isso está longe de ser algo ruim.
Katy botou todo mundo para dançar. ROAR não apenas serviu como primeira impressão, como realmente abriu os trabalhos, no caso, nos jogar na balada com os braços pra cima. E se música inicial é divertida, e animada, a segunda, Legendary Lovers, já larga a diversão pra partir pro eletropop com refrão chiclete, a fórmula mais básica e pronta do álbum. Músicas com essa batida são repetidas a exaustão e mesmo sendo clichês no gênero, nunca são demais. São esquecíveis, mas não dá vontade de passar pra próxima quando ela cai no aleatório... A não ser que siga a ordem do CD e a próxima seja Birthday, uma música animada sobre celebrar aniversário e que não inova em nada, conquistando logo por isso. Eu adorei o ritmo, mesmo que seja fraquinha. E Walking on air não baixa a animação. Essa se destaca pelo arranjo diferente, o bridge intenso e sem pausa para respirar, o que vai render ótimos remixes (já estou esperando nos mash ups 2013).

Vamos todos concordar que a quinta canção, Unconditionally, é o ponto alto de Prism. Ela pode ser um pouco mais calma que as anteriores, mas é linda, tem letra linda e a gente vai amar incondicionalmente. BTW, essa é tão maravilhosa que foi escolhida como segundo single. Cadê clipe? ♥ Dark Horse, em parceria com Juicy J, foi uma das músicas divulgadas antes do lançamento oficial, que começa com um pé atrás, mas faz ser amada no refrão. Está longe de ser o melhor feat da cantora, mas tá valendo pela ponte. E se segue por This is how we do, uma das músicas zuper divertidas que provavelmente segue o sucesso de Last friday night, do último CD. E, logo, International Smile, em que Katy cita o Rio. Não sou a mais patriota, mas acho tão bonitinho quando os gringos citam alguma cidade brasileira. E a batida é ótima, então segura amor!

E logo as coisas acalmam para chegar o álbum com sensação de paz? Ghost e Love Me são mais contidas, dando uma animada apenas no refrão. Não são músicas ruins, mas não se destacam no contexto geral. This Moment lembra um pouco Firework (em questão de ritmo, digo). E também não é em Double Rain que as coisas animam, a não ser que você considere a pequena acelerada com quê oitentista pela metade, uma grande animação. Eu não considerei. A também calminha By the grace of God foi o maior alvo de críticas positivas, pela sua ousadia e forma como destoa das outras como um todo. É estranho pensar que o mesmo álbum que começou em ROAR terminou assim.

Com três músicas extras na versão Deluxe, o feeling eletropop que suavizou próximo do final volta - não com tudo. Spiritual tem uma boa batida, sem fazer dançar. Ainda nesse estilo que faz balançar a cabeça sem jogar os braços pra cima, está It takes two e seu ótimo refrão. Da versão estendida de Prism, é a melhor ♥ O álbum fecha com Choose your battles, uma canção pra lá de previsível e que ganha apenas pela batida de fundo.

Não o melhor álbum pop, nem de longe o melhor álbum dançante, e dificilmente arrecadará o tão desejado Grammy, mas ainda dá para dizer que Prism é uma boa reunião musical para qualquer fã de pop farofento. As músicas seguiram uma boa linha, dá para se arrebentar até o chão em algumas, escutar comendo chocolate em outras, e ainda fazer coreografia na frente do espelho. Katy diversificou a animação e entregou um CD para todos os gostos, para quem era fã e... quem era fã. Vendo por cima, não é nada diferente dos trabalhos anteriores da cantora, e não vejo por onde Prism vá conquistar um novo público. Mas afinal, Katy já tem um fandom consolidado - e esses ficaram muito satisfeitos com a nova trilha sonora da vida.
Beijinhos ♥

18 de nov de 2013

A casa de Hades por Rick Riordan

Os heróis do Olimpo #4
Com spoiller dos anteriores
Autor: Rick Riordan
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580574210
Páginas: 496
Nota: 

Todo mundo já sabe que Rick Riordan gosta de plagiar a si mesmo. Seus livros são repetitivos, a trama corre sempre no mesmo circuito e a gente ama mesmo assim. É a vida, não? Ainda assim, seu mais novo lançamento, A casa de Hades, já é o nono livro da história de Percy Jackson, isso sem considerar os guias extras. E está cansando? Um pouco, só que dá peninha de abandonar quando não são leituras ruins. Não sei até aonde isso vai, mas dá para notar que o autor percebeu que estava dando voltas - e deixou para esse livro, uma mais longa.

Numa visão mais ampla, dá para dizer que A casa de Hades é o mais diferente, ousado e original dos livros que Rick já escreveu sobre mitologia grega (tanto na primeira parte da série, como nesse meeting com romana). É claro que alguma criatura perversa ainda vai se reerguer e aniquilar a humanidade, e tudo isso só pode ser evitado se um grupo de semi deuses adolescentes seguir uma profecia e dar voltas no mundo em dois dias, contudo, em A casa de Hades a ordem não é exatamente essa.

Falta um mês para que Gaia tome o poder, porém não é isso que está movendo os heróis para mais uma aventura trágica e perigosa: é Percy e Annabeth fazendo uma visitinha (talvez sem volta) ao mundo dos mortos. Antes de qualquer coisa, os tripulantes do Argo II precisam salvar seus amigos, e é isso que fazem sem pensar duas vezes. Dessa vez não tem profecia, não tem um monstro específico para ser derrotado até o solstício ou uma peça fundamental para a cultura grego/romana que precisa ser encontrada. São apenas os amigos correndo perigo e precisando de ajuda. Ok, Rick, não foi algo de outro mundo (quer dizer, foi, mas...), mas valeu a ousadia considerando seu histórico. Parabéns?

Entenda que são quase 500 páginas em que muita coisa acontece. Para manter o ritmo, o autor fez algo que já devia ter feito no volume anterior: colocado todos seus personagens para narrar a história. Aventuras como essa tem várias situações simultâneas e a variação no ponto de vista dá uma visão muito mais ampla do que está acontecendo, sem falar que é bem melhor para nos conectar com os personagens. Em A marca de Atena, Frank caiu vários pontinhos comigo, e agora subiu novamente. Jason, que tinha se mostrado zzZZZ no início da série, também evoluiu. O que continua sendo lindo em tempo integral é Leo ♥ Pfvr, o melhor personagem.

Arrisco dizer que A Casa de Hades foi o melhor livro da série Os heróis do Olimpo até agora. Rick soube conduzir os acontecimentos num espaço de tempo maior, manteve a veia cômica, surpreendeu um pouquinho aqui e ali, e armou muito bem um grande circo para o quinto e último livro. Temos aqui a volta de vários personagens que conhecemos tempos atrás (como Calipso e Rachel), boas doses de ação, romance, aventura, comédia e aula de história. Mesmo não sendo a exata fórmula do sucesso de Riordan, eis aqui seu melhor trabalho.
Beijinhos ♥