30 de set de 2013

O antes e o depois por Jennifer Castle

Qualquer pessoa que tenha sofrido algo terrível na vida lhe dirá: tudo se resume a um Antes e um Depois. Estou falando de um tipo de coisa terrível que mexe com o que temos de mais íntimo, nos arrasa completamente sem deixar intocado nenhum fio de cabelo sequer. O mundo de Laurel, uma garota de dezesseis anos, muda instantaneamente quando seus pais e seu irmão morrem em um acidente de carro. Atrás do volante estava o pai de seu vizinho bad boy, David Kaufman, cuja mãe também morre no acidente. Depois da tragédia, Laurel passa a viver uma nova realidade na qual se afasta da melhor amiga, os garotos podem ou não se aproximar dela por pena, fortes lembranças brotam o tempo todo e o Sr. Kaufman está em coma, mas ainda absolutamente vivo. No meio disso tudo está David, que entra e sai da vida de Laurel e por quem ela sente uma atração irracional. Ela estará ligada a ele para sempre por suas perdas mútuas – uma ligação que mudará a ambos de maneira inesperada. Uma leitura agradável e comovente, prendendo o leitor fazendo com que anseie por mais, criando um forte laço entre protagonista e leitor. O Romance de estreia de Jennifer Castle é um testemunho comovente e surpreendentemente inteligente de como a vida pode mudar na simples passagem de um momento para o outro.

Autora: Jennifer Castle
Editora: Pandorga
ISBN: 9788561784331
Páginas: 344
Nota: 

O antes e o depois chamou minha atenção desde o primeiro momento que vi que o título chegando em terras nacionais. Eu adoro capa com pessoas, e então aí já começou ganhando pontos comigo. Depois veio a sinopse, com ar de melancólico, mas que me lembrou um pouco dos new adults que fazem do dramalhão mexicano, seu pano de fundo para um romance irresistível. É óbvio que me joguei na leitura sem pensar duas vezes. Porém, dessa vez, o resultado foi tão decepcionante - por tantos meios possíveis - que nem cogito culpar as expectativas. Poderiam estar altas, mas dessa vez não servem como desculpa para única estrela ali acima.

A história começa na noite em que Laurel perde os pais e o irmão num acidente de carro. Já que precisava estudar para o vestibular, ela ficou em casa enquanto sua família saiu para comprar sorvete com os vizinhos, e depois nunca mais voltaram. Nessa noite, quem também ficou órfão foi David, que perdeu a mãe no acidente. Seu pai, o motorista, está em coma e pode nunca acordar. Unidos pela tragédia, os dois voltam a se falar depois de anos afastados pela puberdade. De repente, David não é mais o rebelde da casa ao lado. Laurel nem sabe mais quem ela mesma é.

Sim, drama. Muito drama. Uma personagem perdida na própria vida, sem saber para onde se virar ou se não é preferível cavar um buraco no mundo e ficar lá por toda a eternidade. É muito difícil se colocar no lugar de Laurel quando nunca passou pela situação, contudo só senti credibilidade no momento em que ela ficou sabendo sobre a tragédia. O resto não me convenceu. A personagem é extremamente mimada e egoísta, beirando o desequilíbrio algumas vezes. É compreensível que ela esteja tomada por uma dor imensurável e que isso esteja afetando seus pensamentos, mas competir por quem fez o melhor enterro? Se as pessoas sofreram mais quando foram no funeral dos seus pais ou no da mãe de David? PELO AMOR DE DEUS! Sem falar que ela sofre crises de indecisão entre reclamar pelas pessoas que sentem dó dela, ou então reclamar que as pessoas não estão sentindo dó dela. Laurel não é a primeira protagonista que vejo lidar com essa situação, mas até hoje, foi a pior fazendo isso.

E em termos de romance, não faça como eu e se iluda que esse é mais um new adult para a coleção. Não é, nem de longe, nem com os olhos meio fechados. O romance de David e Laurel seguiu todos os esteriótipos para ser arrebatador, mas não foi. Eles não tinham paixão, não tinham química, tanto que a própria autora percebeu isso e não desenvolveu. Foram muitas e muitas páginas até que tivesse um algo mais, e senti que isso só aconteceu porque a sinopse prometia essa interação entre os dois. Eles não tem momentos meigos, momentos de apoio mutuo. Foi algo muito forçado. Também vale citar que ambos não estavam exatamente solteiros. A namorada de David sumiu sem dar explicações, assim como o namorado de Laurel surgiu. Eu tinha uma grande teoria que a autora jogaria no final e daria sentido pra tudo, porém PUFF. 

Não vou dizer que a narrativa de Jennifer é ruim, porque ela flui direitinho e tudo mais. O problema foi, definitivamente, a revisão desse livro - ou a falta dela, melhor dizendo. O antes o depois me deu agonia, espasmos musculares e vontade de largar longe. Existem erros absurdos de tradução, de pontuação, de vírgula no lugar errado, pronome mal colocado, diálogo que começava com travessão e terminava com aspas. É muito, muito ruim de ler. Chegou ao momento que eu desisti e só passava os olhos por cima dos parágrafos, sem me ater aos detalhes das palavras. Só Deus sabe o que faria se achasse outro dessas no meio da história.

Desculpa, mas não rolou. O antes e o depois tinha tudo para ser um livro ótimo, mas acabou que me irritou em todos os mínimos detalhes. Tirando os erros de português, ainda temos uma protagonista chata e somos obrigados a engolir um casal sem química. Ainda tem todo um caso de falta de lógica que pode ser facilmente superado se você confiar na bondade na humanidade. Eu não confio e queria que Jennifer me enchesse de explicações adicionais. Também não rolou. Esse é apenas um livro bonito de ter na estante... Se você não abrir.
Beijinhos ♥

29 de set de 2013

Essa semana #88

Essa semana é um meme semanal hospedado pelo Lost in Chick Lit, onde compartilhamos pequenas informações sobre a nossa semana literária. Tendo como principal objetivo encorajar a interação entre os blogs literários brasileiros, fazer amizades e conhecer um pouquinho mais sobre outras pessoas apaixonada por literatura.

Vem comigo na minha semana literária... 

♥ Leitura do momento:
O chamado do anjo - Guillaume Musso

♥ Li essa semana:
Cidades de Papel - John Green
Paixão - Nicole Jordan
Os adoráveis - Sarra Manning
O antes e o depois - Jennifer Castle

♥ Resenhei essa semana:
Adormecida por Anna Sheehan
Cidades de Papel por John Green
Paixão por Nicole Jordan

♥ Super Posts:
Sobre Bling Ring, esteriótipos e uma bela fotografia
A eletrizante e esperada estreia de MARVEL'S Agents of S.H.I.E.L.D.
Quotes da quinzena!
Playlist da semana!

♥ Ultima Compra: 
Calculadora científica (repararam o quanto estou uma consumidora consciente nas últimas semanas? Minhas compras são todas didáticas U.U)

♥ Desejo Comprar Urgentemente:
Um celular novo, meu iPhone tá passando pro lado negro da força. Black friday tá muito longe?

♥Conversa imaginária com personagem fictício:
"Laurel, tudo bem ser uma pessoal competitiva, mas quem faz o melhor enterro em que as pessoas sofrem mais? QUAL O SEU PROBLEMA?"

♥Eu falaria para o autor:  
"John, você pediu pra ser genial assim no vale do eco, né? Pode me dar a localização? Obrigada!"

♥ Estado de Espirito Literário:
Apenas lendo. 

♥Literary Crush: 
Li livros ótimos, mas lembra do buraco que falei que menino Will Herondale deixou no meu coração semana retrasada? STILL THERE.

♥ Feito da Semana: 
Sobrevivi, internet, e só Deus sabe o quanto isso foi um feito.

♥Queria ver no Brasil:
MAIS LIVROS DA SARRA MANNING PORQUE ÇA MOLIÉR É INCRÍVEL

♥ Im in mood for... :
Livros???

♥Hey Mr, Postman:


♥ Super quote:

Você viu que comecei uma coluna nova por aqui com quotes? Então esse item sairá do Essa semana a partir da semana que vem ;)

♥ Vi e viciei (booktrailers, trailers, videos whatever):

VEEP - Segunda temporada: Fiz maratona da segunda temporada de Veep (que por um motivo que não compreendo, eu tinha procrastinado até agora) e MEU DEUS, cadê todos os Emmys do mundo pra esse pessoal?
Beijinhos ♥

28 de set de 2013

Playlist da semana!

Eu poderia passar linhas divagando sobre ser sábado, sobre querer ouvir música alta e dançar pelo quarto, mas que tal ir direto ao ponto e jogar na sua cara (ou na tela do seu computador?) essas músicas maravilhosas que você precisa dar play e amar junto comigo? 
Meet me in space - Ke$ha: Depois de um tempinho sem Ke$ha lançar músicas novas (e do flop de Crazy Kids), a cantora sujinha favorita do mundo voltou com um dos melhores hits da carreira. É animado, divertido, dançante e aquela maravilha toda!
Diane Young - Vampire Weekend: Eu não acompanho VW, mas sempre que escuto uma música da banca, fico apaixonada. Diane Young, lançada alguns meses atrás, é dessas que conquista ligeirinho - provavelmente porque ela é assim, extremamente rápida e agitada, com momentos que parece trilha sonora de desenho animado de corrida (?).
Young - Tulisa: Foque em Tulisa quando estiver procurando novas cantoras eletropop. Todas suas músicas são desse estilo pra se jogar na balada, e nenhuma é menos que muito boa. Com braços pra cima, DJ ótimo e refrão chiclete, Young é minha favorita!
Radioactive - Imagine Dragons: Eis aqui Joana engolindo o que falou sobre Radioactive, do Imagine Dragons. Depois de muito insistir nessa música e não gostar, uma amiga enviou esse vídeo com montagem de The Hunger Games e Catching Fire com essa música incrível de soundtrack e ESTOU PASSANDO MAL DE TANTO AMOR PORQUE É INCRÍVEL, NOSSINHORA DE PANÉM. Por que não colocaram na trilha sonora oficial, plmdds?
Somebody loves you - Betty Who: Obrigada last.fm por ser incrível mesmo quando rejeito você 27 dias por mês. O site me indicou Betty Who (por ser parecida com Bonnie McKee) e saca só que música divertida e animada Somebody loves you é! Se nosso gosto musical é parecido, essa vai ser certeza na trilha sonora da sua semana.
Dirty Paws - Of monsters and men: Eu já indiquei Of monsters and men antes, mas sempre com músicas que eram um encontro de animação e esquisitices. Já Dirty Paws é um folk bem mais calmo, com um quê de The Lumineers. O mais legal é que mesmo sendo diferente do som que eu conhecia pela banda, eles conseguiram manter sua identidade. HEY!
No I.D. - Frankmusic ft. Collete Carr: Outro dueto pop animado que não deixa você ficar parado no refrão de No, I get no ID. Falando nisso, vale dar um play nas outras músicas de Frankmusic. Mesmo que ele cante eletropop, os muodernos tão ficando fãs.
Beijinhos ♥

Quotes da quinzena!

Vamos falar sobre quotes? Como boa obcecada por post its, também tenho fixação com seus irmãos menores: as tags. Elas estão sempre comigo, porque quando algo me chama atenção na leitura - seja pelo motivo mais complexo ou o mais bobo - precisa ser marcado para posteridade. Quotes são extremamente pessoais, você já reparou? De certa forma, o que você reconhece como especial durante uma leitura é uma forma de expressão do mundo que você vê. Eu taggeio livros para ajudar a entender a minha própria cabeça, e logo depois guardá-los como um possível futuro argumento. Eles são únicos, somente isso. E então resolvi dividi-los com vocês.

Quotes da quinzena é uma nova coluna do P&G. Eu reparei que na maioria das vezes eu colocava várias tags nos livros, mas não os tinha por perto para citá-las na resenha. Os quotes marcados ficavam apenas ali na estante e talvez mencionados no Essa semana seguinte. Agora eles tem dois posts por mês só para eles! Acho que o nome meio que já entrega o funcionamento da coisa toda, né? Pfvr, digam nos comentários se gostaram da ideia e se devo continuar!
O lance é o seguinte: eu encontrei um cara morto. Eu, o pequeno e adorável menino de nove anos, e minha ainda menor e mais adorável companheira de brincadeiras encontramos um cara com sangue escorrendo da boca, e aquele sangue estava nos pequenos e adoráveis tênis dela quando voltamos de bicicleta para casa. É tudo muito dramático e coisa e tal, mas e daí? Eu não conhecia o cara. Gente que eu não conheço morre o tempo todo. Se eu surtasse toda vez que uma coisa ruim acontece no mundo, ia acabar completamente pirado.
Cidades de Papel - John Green - Página 14
- [...] Sou uma grande adepta do uso aleatório de maiúsculas. As regras de letra maiúscula são muito injustas com as palavras que ficam no meio.
Cidades de Papel - John Green - Página 40
[...] Foi a única coisa ruim que falei que era verdade. Quando você fala coisas ruins das pessoas, nunca deve dizer a verdade, porque depois não pode negar tudo, entende?
Cidades de Papel - John Green - Página 55/56
[...] São tantas pessoas. É tão fácil se esquecer de como o mundo é cheio de pessoas, lotado, e cada uma delas é imaginável e sistematicamente mal interpretada. Acho que esse é um pensamento importante, uma daquelas ideias que o cérebro precisa cozinhas lentamente, na mesma velocidade que as pítons digerem o alimento. [...]
Cidades de Papel - John Green - Página 296
-  O para sempre é composto de agoras - [...] - Emily Dickinson. É sério, tenho lido muito.
Cidades de Papel - John Green - Página 351
- Não, eles não são nada disso! Eles são reais. Ou a maioria deles é. E só porque você interage com pessoas on-line não significa que essas amizades não devam ser valorizadas - Jeane argumentou. - É a droga do século 21.
Os adoráveis - Sarra Manning - Página 108
[...] Eles são hilários. Querem ser rebeldes, mas são obcecados em se encaixar num mesmo rótulo como todo mundo.
O antes e o depois - Jennifer Castle - Página 14
Beijinhos ♥

27 de set de 2013

Paixão por Nicole Jordan

Notorious #2
Sem spoiller do anterior
A bela e sensual Aurora Demming acaba de perder o seu prometido e para garantir seu futuro, seu autoritário pai arranja-lhe um casamento de conveniência com um homem bem mais velho que ela. Com o fim de espantar a tristeza da sua vida, viaja às Ilhas Britânicas Ocidentais onde conhece Nicholas Sabine, um perigoso e sedutor americano condenado à forca por assassinato e pirataria com quem faz um estranho pacto. Aurora aceita se casar com o enigmático estrangeiro e tornar-se tutora de sua meia-irmã para fugir do acordo paterno. Há porém outra condição essencial, é preciso legitimar a união dos dois e para isso, a angelical donzela deverá realmente consumar a noite de núpcias, um breve espaço de tempo no qual o encantador Nicholas mostrará a Aurora parte dos segredos voluptuosos de dois corpos em um mesmo leito. Viúva, de volta à sociedade inglesa e com a irmã de Nicholas sob a sua responsabilidade, ela inicia uma uma nova vida, independente mas desprovida de amor.

Autor: Nicole Jordan
Editora: Essência
ISBN: 9788542201611
Páginas: 399
Nota: 

Romances históricos são minhas doses periódicas de breguice e romance mimimi. E são tão, tão bons. Se jogar numa história assim, sem esperar nada além de que alguns suspiros, sorrisos bobos e um novo alvo pra piriguetagy literária, é sempre uma quebra de rotina em meio à criaturas sobrenaturais e universos pós apocalípticos. É aquele tipo de livro que não promete nada além de baboseiras românticas e heróis de época que você abraça na causa. Até esses dias, nunca tinha encontrado um título do gênero que fosse menos que "muito bom". É uma pena que Paixão, de Nicole Jordan, veio para me provar que ao contrário dos campos londrinos em época de casamentos, nem tudo são rosas.

O casal da vez é Aurora e Nicholas. Ela é filha de um sádico Duque, acabou de perder o noivo em alto mar, está prometida de casamento para um velho autoritário que só vai beneficiar seu pai, e tudo que anseia é um pouco de liberdade. Quem lhe promete isso é Nicholas, um americano acusado de pirataria que está prestes a ser enforcado. Em troca de ajudar sua irmã bastarda na temporada de Londres, ele casaria com Aurora, daria parte de sua fortuna e a libertaria do casamento arranjado por seu pai. Dias depois, ele estaria na forca e ela teria sua desejada liberdade. O problema é que Nicholas não morre, e meses depois ele está de volta na vida da esposa... que nunca quis ser sua esposa em tempo integral.

Existe uma tênue linha que separa romances históricos de livros eróticos passados em séculos anteriores. Por vezes Paixão bamboleou por cima desta e acabou caindo no lado ~errado~. Para começo de conversa, não existe sentimentos entre os protagonistas, você não sente química ou, ironicamente, paixão vindo deles. É simplesmente desejo, algo carnal, que faz a interação deles se resumir em sexo, briga, sexo, briga de novo, um momento meigo, mais sexo, mais briga (não necessariamente nessa ordem). Não fui arrebatada pelo casal, não senti empatia por sua história ou por seu romance. São trezentas páginas de pura enrolação para só depois desenvolver um algo a mais na relação. O que é seguido de sexo, obviamente.

E assim como o casal não criava grande empatia, eles também não se viravam bem sozinhos. Nicholas até que tinha seus momentos como herói, como pirata, conquistador como todo libertino deve ser por natureza. O problema foi vê-lo pelos olhos da doce e irritante Aurora (o livro é em terceira, mas temos acesso a seus pensamentos). Ela é extremamente altruísta (o que, você sabe, me estressa profundamente), fica o tempo inteiro clamando por liberdade, mas na hora de se agarrar no que pode ser um futuro de independência, foge. Aurora é medrosa, e coragem é algo que aprecio muito em mocinhas de época. Eu realmente não faço ideia de como funcionava a cabeça das pessoas em 1813, mas depois de vários livros do gênero, me considero no direito de julgar que Aurora é mais chata e pseudo puritana que o normal.

Não que tudo tenha sido chato. Na verdade, foi uma leitura tranquila, que gera certa curiosidade de chegar ao final. As últimas páginas foram verdadeiramente bonitinhas, mesmo que seja um versão século 19 do maior clichê de chick lits e chick movies do mundo. Paixão também não tem aquela veia bem humorada na narrativa, nem diálogos afiados. É normal, fluido sem nada de especial. Não vou dizer que não gostei, mas no atual mercado literário, tem vários outros romances históricos que mexem com você desde a primeira linha. Esse só não é um deles.
Beijinhos ♥

26 de set de 2013

A eletrizante e esperada estreia de MARVEL'S Agents of S.H.I.E.L.D.

Eu já falei antes que super heróis não são minhas pessoas favoritas (não que eu seja a favor do domínio das forças do mal, pfvr), costumo dormir em seus filmes e mudar de canal na hora dos desenhos animados. Contudo, acabei dando chance as versões em seriados por toda maravilha que foi Arrow durante a fall season passada, o que me surpreendeu horrores e se tornou uma das minhas favoritas. Então a ABC compra os direitos de MARVEL'S Agents of S.H.I.E.L.D. (abreviado para MAoS a partir de agora) e a timeline entra em surtos, o que nos deixa surtados junto. Então o piloto estreia. Todos os ataques de ansiedade valeram a pena.
A série pode ser produzida pela MARVEL, mas a equipe que somos apresentados não é Os vingadores (eles são num nível superior, obviamente). Dados certos acontecimentos do filme (que não vou explicar porque 1. eu dormi e 2. deve ser spoiller), o agente Coulson está de volta ao S.H.I.E.L.D. reunindo um novo time, de diferentes habilidades (sem poderes especiais), para encontrar e recrutar novos heróis. O seriado pode até começar com a clássica cena de um prédio em chamas com alguém pedindo socorro da janela mais alta (só que sem os gatinhos), mas os clichês se restringem aí. Até agora.
O ritmo do piloto é frenético, mesmo que tenha uma boa dose de explicações para situar quem chegou de paraquedas (oi? eu?). Vale citar que o roteiro foi muito bem equilibrado entre cenas de ação, cenas introdutórias e elementos surpresa. O senso de humor sutil e divertido, característico da MARVEL, também está lá, com pequenas piadinhas e situações cômicas que arrancam, no mínimo, um sorriso divertido. Outra coisa que caiu muito bem para uma série do estilo foram as referências pop... Mentira, eram referências nerds mesmo, mas nerds populares como Hermione e Homem Aranha.
Como é uma série feita com ABC e MARVEL lado a lado, o orçamento não foi reduzido. Isso conta muito quando é uma história de super heróis sem poderes, porque tudo o que resta é tecnologia. Então temos muitos efeitos bem feitos, modernos, críveis... Até falhar numa das coisas mais básicas: uma pessoa serndo atirada pelos ares. A ABC não é exatamente conhecida por seus efeitos visuais dignos de elogios (Once upon a time que o diga), mas se a MARVEL continuar liberando dinheiro para fazer uma série de qualidade, podemos ter aqui um marco da televisão aberta. A tecnologia usada pelo SHIELD é algo de cinema, então estamos desejando boas vindas à watchlist com os braços abertos. Se você não assistiu ainda, corre que vale a pena. É tão instigante que os quase 45 minutos passam voando e você já quer o episódio da semana que vem.
Beijinhos ♥

25 de set de 2013

Cidades de Papel por John Green

Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma.
Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. 

Autor: John Green
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580573749
Páginas: 368
Nota: 

Perder tempo com John Green é sempre garantia que não vai rolar arrependimento depois. Seja stalkeando no twitter, seja assistindo seu vlog ou, na forma mais clássica, lendo seus livros. Ter o nome do autor em fonte grande é suficiente para chamar atenção e colocar na pilha de leitura, normalmente ultrapassando vários outros títulos que esperam semanas - talvez anos - por uma chance de serem lidos. Mesmo assim, você se joga naquela história nova, no mais legítimo "sede ao copo". Para felicidade geral da nação, existe amor desde a primeira linha. Como eu disse antes: é impossível se arrepender (com todo perdão aos livros que negligenciei na estante).

Em Cidades de Papel, o mais recente lançamento do autor, somos apresentados a Quentin, ou Q para os íntimos. Ele é apaixonado pela popular e imprevisível Margo, sua vizinha desde sempre, com quem não fala há anos... até a mesma aparecer em sua janela no meio da noite com o resto pintado de preto e um plano maluco que precisa de sua ajuda (não que Margo fosse admitir isso). Como uma quebra de rotina, os dois embarcam num trote para fechar o ensino médio com chave de ouro e dar um ponto em todos os "is" pendentes ao longo do caminho. Uma noite que vira e mexe, se tornará memorável da vida de Quentin. Uma noite que desencadeará uma série de histórias marcantes na vida do protagonista e resultará em mais confusão do que ele imaginava, um dia, se meter.

Não que o livro se passe inteiro nessa única noite. Na verdade, ele atravessa semanas, pois o grande plot da história é o desaparecimento de Margo na noite após o trote com Quentin, e a necessidade que ele sente em encontrá-la. O que temos é a fórmula clássica de John, aquele senso de humor sensacional, tiradas poéticas e filosóficas ao lado de piadas velhas e batidas. As situações que os personagens se colocam são absolutamente cômicas, não foi uma vez ou outra que acabei gargalhando - algo péssimo porque 1) estava em lugares públicos e/ou 2) a gripe faz minha garganta e peito doerem. São coisas brilhantes e trágicas ao mesmo tempo, que deixa ainda mais cativante. Mas como nem tudo é comédia, a busca por Margo também tem toda uma atmosfera misteriosa, de pistas soltas aqui e ali. É inteligente, óbvio, tudo muito bem interligado, porém... Er, foi aí que o livro perdeu uma estrela comigo.

Não em entenda mal, a coisa toda é muito bem feita e cheia de sacadas espertas, contudo Quentin acabou se tornando obcecado demais pela garota, ao ponto de esquecer que ele também tem vida e precisa respirar oxigênio, não Margo. Ele fica realmente preso na ideia de precisar encontrá-la, precisar encontrar respostas para as perguntas enigmáticas que ela deixou espalhada nos lugares mais absurdos possíveis. E acima do problema que tive com Q, não consegui gostar de Margo. Típica garota mimada, irritante e que se aproveita da atração óbvia que Quentin sente por ela para fazer o garoto de capacho. Ela é extremamente egoísta e manipuladora, e o pior é que nosso protagonista se deixa dominar. Ai, Quentin, vire a moeda, desista de Margo.

Por mais que eu tenha tido esse caso de ódio profundo por Margo em que um pouco recocheteava em Quentin, não consigo pensar em Cidades de Papel sem sentir que esse é mais um livro que todo ser humano respirante na face da Terra precisa ler. A narrativa de John é algo ímpar, sem defeitos, em que você se diverte ao mesmo tempo que aprende fatos peculiares que vai lembrar pra sempre, mas não vai usar nunca. Eu adorei, e se Margo fosse um pouco menos autocentrada (e Quentin, um  pouco menos Margocentrado?), seria um livro tão ótimo quanto O teorema Katherine (ACEDE a gente deixa fora da jogada por motivos óbvios). 
Beijinhos ♥

24 de set de 2013

Sobre Bling Ring, esteriótipos e uma bela fotografia

Com cinco filmes no currículo, Sophia Coppola carrega legiões de fãs. É só falar na diretora para surgir vários admiradores de seu trabalho, para ouvir que Marie Antoinette foi um marco da década passada, e criar certo furor na expectativa de um novo projeto. Foi assim que recebemos Bling Ring, seu mais novo filme, que estreou no Brasil mês passado. Com atores consideravelmente talentosos e famosos no elenco principal, como Emma Watson e Taissa Farmiga (que está em ascensão graças ao papel em American Horror Story), esse filme tinha tudo para levar uma quantidade significativa de pessoas para o cinema, se tornar queridinho da crítica e um dos filmes mais comentados de 2013. Uma soma de fatores simbólicos cujo resultado não poderia ser diferente... se houvesse uma história por trás de tanto nome importante e fotografia ryca.
A sinopse por trás todo mundo já sabe, assim como o desenrolar e o final. Essa é a grande desvantagem de se basear em uma história real que foi capa de jornais e revistas por quase um ano (mas chegamos nesse ponto depois). Basicamente, Bling Ring é sobre uma gangue de adolescentes de classe média alta que, por falta de coisa melhor para fazer, invade a casa de celebridades favoritas e leva peças de luxo, como roupas, bolsas e jóias. Impunes, inconsequentes, agindo como se tivesse o mundo nas mãos ao lado da Hermès Birkin encontrada no closet da Paris Hilton.
Isso foi o suficiente para os críticos caírem em cima e colocar a sociedade inteira ao seu lado. De repente, todo adolescente na Terra compra o life style norte americano, venera gangsters, usa drogas, abusa de álcool, ignora os pais e faz tudo isso com o intuito de ganhar likes no facebook. Não vou dizer que isso não existe, porém houve uma generalização muito grande. Em Bling Ring, Sophia Coppola abraçou essa causa em seus personagens extremamente confiantes, o que gerou um estudo por trás e uma pseudo análise que o mundo vai explodir porque toda essa nova geração - a minha geração - está fadada ao declínio por tamanha futilidade. Pode não estar errada, contudo, faltou o outro lado da moeda. O que realmente precisava explorar nesse caso, é deixado de lado. 
Ninguém acorda com vontade de ser gangster (até onde eu sei), e todos os cinco personagens principais tinham seus próprios demônios, suas causas para abusarem das drogas, para ignorarem as regras. Em momento algum o filme abordou o fato de Sam ter sido "abandonada" pelos pais e por essa razão morar junto de Nicki. Não falaram de verdade no fascínio que Marc tinha por Rebecca, ou porquê a garota saía por aí roubando coisas de luxo quando ela própria vivia nesse mundo. Era algo simplesmente de sair de uma festa e arrombar os carros estacionados na frente para pegar a carteira, a cocaína, qualquer coisa. Em suma, na tentativa de fazer um filme limpo, Coppola acabou deixando sua história pobre.
Não em termos de cenário e fotografia, obviamente. Mesmo tendo um roteiro muito fraco e um tanto monótono, a diretora soube destacar seus pontos fortes. É por isso que a fotografia era viva, era alegre, os figurinos eram caprichados. De certa forma, isso veio para complementar seus personagens fúteis. Pode ser que aquela cena não tenha fala nenhuma e só que o que você escute são grilos cantando/cricrizando, mas é algo que ficaria bonito num cartão postal, é um foto que você daria heart no We ♥ it e, principalmente, que os cinco membros da gangue levariam para casa se fosse um quadro encontrado nas paredes de Rachel Bilson. Bling Ring é um filme muito agradável aos olhos, que conseguiu captar momentos ótimos para montar um trailer sensacional que faz parecer que esta seria a estreia do ano. Entretanto, não é de hoje que digo que fotografia e figurino não seguram filme nenhum. Pode seduzir, mas é só a história por trás que sustenta. Então sim, esse filme falhou gravemente pra mim.

Mas ainda falando em pontos fortes que Coppola soube explorar, vale citar Emma Watson. Ela soube que ter a atriz no elenco seria suficiente pra chamar atenção de todos os potterheads órfãos que procuram Harry Potter em qualquer armário embaixo da escada. Sabendo isso, temos todo um espaço extra para Nicki, uma personagem que em nada lembra Hermione. Na Bling Ring real, a líder do grupo era Rachel, a.k.a. Rebecca, e mesmo que tenha sido ela que começou com os furtos no filme, a maioria das cenas focavam em Emma, o que se fosse uma transposição real, seria uma personagem tão escanteada quanto Sam e Chloe. Repare pelas fotos. Repare pelo poster oficial lá em cima. É Emma que desafia a mãe, é Emma que segura a arma, é Emma que vai até o chão na balada, é Emma que dá entrevistas e vai seguir carreira humanitária.
Bling Ring se jogou em esteriótipos e depois não sustentou sua própria história. Em todo filme, o roteiro é o grande alicerce e olha ele aqui falhando misericordiosamente. Ao mesmo tempo que Coppola quis se manter fiel ao Bling Ring original, acabou saindo nas partes mais importantes e significativas para o todo, e, desde o inicio, se tornou uma obra previsível. Não tinha aquela surpresa de "onde isso vai dar?" ou "como vão invadir tantas casas sem levantar suspeitas?". É tudo entregue nas primeiras cenas, junto de uma trilha sonora bacana. Faltou muita coisa, como um olhar menos acusatório e mais explicativo. Esse é um filme agradável de ver, não de assistir. Coisas muito diferentes.
Beijinhos ♥

23 de set de 2013

Adormecida por Anna Sheehan

Rose Fitzroy esteve dormindo profundamente por décadas. Imersa num sono induzido, esquecida em um porão por mais de 60 anos, a jovem foi tratada como desaparecida enquanto os anos sombrios pairavam sobre o mundo. Despertada como por encanto e descobrindo-se herdeira de uma corporação multimilionária, Rose vai entendendo pouco a pouco, tudo o que aconteceu em sua ausência. Ela descobre que seus pais estão mortos. O rapaz por quem era apaixonada não é mais que uma mera lembrança. A Terra se tornou um lugar estranho e perigoso, especialmente para ela, que terá de assumir seu lugar à frente dos negócios. Desejando adaptar-se à nova realidade, Rose só consegue confiar numa única pessoa estranhamente familiar. Rose até gostaria de deixar o passado para trás, no entanto, ao pressentir o perigo, percebe que precisa enfrentá-lo - ou não haverá futuro.

Autora: Anna Sheehan
Editora: Lua de Papel
ISBN: 9788563066480
Páginas: 272
Nota: 

Imagine então que você tem 16 anos, é filha de um grande magnata, namora o garoto da casa ao lado e foi dormir. 60 anos depois você acorda. Você ainda tem 16 anos. O mundo que você conhece passou por Tempos Sombrios e muita gente morreu. Seus pais morreram. Seu namorado morreu. Da parte que se reergueu, você é a grande herdeira e irá assumir o controle quando foi de maior. Vai dizer que não parece uma sinopse incrível? Que não é uma distopia com quê de conto de fadas que deixa você no extremo da curiosidade? É. Adormecida é tudo isso, sim. É um livro com grande expectativa e grande potencial. Assim como, ironicamente, sua protagonista. A questão é: algum dos dois foi para frente?

O livro começa a partir do momento em que Rose, a garota de 16 anos que você foi no paragrafo anterior, desperta no futuro. Ou, melhor, no presente. Só pelo fato da protagonista ser herdeira de uma nação aparentemente utópica, o arco da intriga política começa forte. Imagine só quantas pessoas por metro quadrado gostariam de ver Rose de volta ao seu leito de estase por mais 60 anos? Por toda eternidade? A autora poderia muito bem ter apresentado vários vilões, fazer um grande suspense ao redor disso. Poderia ter criado uma forma de ensinar política para Rose, algo intrigante para mostrar o lado distópico do universo. Não precisava fazer de Adormecida um livro político, contudo esse poderia ser o ponto alto da história. Foi?

Antes de começar a falar o quanto Rose é insuportavelmente chata, vamos debater o triângulo amoroso. Ou seria quadrado amoroso? A protagonista é despertada do estase com um beijo por Bren (mas nem pense que tem cara de Bela Adormecida, o máximo de referência é isso aí), um garoto lindo e popular que mexe com seu coração, que não consegue superar o antigo namorado, Xavier. Ao mesmo tempo tem o amigo Otto, um alienígena que vive entre humanos, mas é propriedade do governo (dela, em outras palavras). Porque claro, com um cenário e enredo desses, tudo que eu quero ler é sobre uma garota com problemas amorosos. E sabe qual a melhor parte? Que isso mal se desenvolve, passa maior parte do tempo na conversa. Dei-me a santa paciência, hein. 

Mas, certo, Rose. Digamos que o ponto alto do livro foi quando Bren a chamou de infantil. Muito obrigada, foi o sinal que a autora também via isso - embora não tenha feito nada para reverter. Já disse que ela é chata? Pois bem, e imatura, egoísta, ingênua e extremamente irritante. Rose é daquelas personagens que se você disser que o céu é verde e cachorros podem voar, ela vai acreditar. Como segurar a vontade de sacudi-la até fazê-la cair na real? Ela faz - e defende - coisas tão gritantemente erradas que dão vontade de arrancar os cabelos. Dela, claro. Em certos momentos eu divagava se a autora estava fazendo tal coisas para criar empatia, compaixão com o leitor. Eu só conseguia ficar mais e mais irritada.

Arrisco dizer que Adormecida é o pior livro que li esse ano. Não por não ter lido outras histórias mal executadas, o problema é que esse tinha tudo para ser maravilhoso, e se tornou um porre de todas as formas possíveis. As palavras iam para frente pela vontade de aquilo terminasse logo, mas não por ser intrigante o suficiente para me fisgar. Uma coisa positiva é que Anna conseguiu dar explicações para seus arcos, mesmo sendo sem pé nem cabeça. O livro inteiro é assim. Sinceramente, não gostei e nem recomendo.
Beijinhos ♥

Resultado: Perdida

Vamos falar de coisas boas, como a nova Tekpix e a pessoa sortudíssima que levou Perdida para casa. Eu amo demais esse livro e agora quem também vai se encantar por Ian é...
a Rafflecopter giveaway

Parabéns, Vanilda - e obrigada a vocês que participaram e somaram quase 6000 entradas ♥ Entre hoje e amanhã vou te enviar um email e você tem 72 horas para responder com seus dados completos. Se foi a sua vez de tirar a sorte grande, ainda tem sorteios no ar e novidades em algum momento vindo aí.
Beijinhos ♥

22 de set de 2013

Essa semana #87

Essa semana é um meme semanal hospedado pelo Lost in Chick Lit, onde compartilhamos pequenas informações sobre a nossa semana literária. Tendo como principal objetivo encorajar a interação entre os blogs literários brasileiros, fazer amizades e conhecer um pouquinho mais sobre outras pessoas apaixonada por literatura.

Vem comigo na minha semana literária... 

♥ Leitura do momento:
Paixão - Nicole Jordan

♥ Li essa semana:
Perfeitos - Scott Westerfeld
Especiais - Scott Westerfeld
Tocada pelas sombras - Richelle Mead

♥ Resenhei essa semana:
Prodigy por Marie Lu
Olho por olho por Siobhan Vivian e Jenny Han
Tipo destino por Susane Colasanti

♥ Super Posts:
Os melhores covers do Boyce Avenue!
O resultado óbvio de juntar Sandra Bullock e Melissa McCarthy em As bem armadas!
Playlist da semana!

♥ Ultima Compra: 
Livro de contabilidade já que a vida, né...

♥ Desejo Comprar Urgentemente:
Roupas, sapatos, colares, óculos, calculadora científica, o resto dos livros de VA e uma máquina de fazer dinheiro, por motivos óbvios.

♥Conversa imaginária com personagem fictício:
"ROSE FINALMENTE! A partir desse momento, vou pensar antes duas vezes antes de arrastar sua cara no asfalto. E Lissa, parabéns, você consegue ser insuportável cada vez mais! Está batendo seu próprio recorde, sua ridícula!"

♥Eu falaria para o autor:  
"Richelle, eu tento gostar de você, sério mesmo, querida. Mas não sei até onde posso nutrir bons sentimentos pela pessoa que criou a Lissa. É forçação (?) de barra."

♥ Estado de Espirito Literário:
Um livro de cada vez?????

♥Literary Crush: 
Eu li CP2 semana passada, quero um pouco de crédito. WILL, SEU LINDO MARAVILHOSO AMOR DA MINHA VIDA, VOLTE, NÃO ME DEIXE, NUNCA VOU SUPERAR SUA EXISTÊNCIA!!!!!!!!

♥ Feito da Semana: 
Voltei a respirar depois de CP2, o que é algo grandioso. E organizei parte da minha estante por cores (tem foto na fanpage).

♥Queria ver no Brasil:
Preços legais de livros em inglês porque essa realidade tá fácil não, amiguinhos. 

♥ Im in mood for... :
...

♥Hey Mr, Postman:
Cidades de papel (JOHN MARAVILHOSO GREEN ♥).

♥ Super quote:

Nope.

♥ Vi e viciei (booktrailers, trailers, videos whatever):

Camp: Minha nova série favorita tem um cenário maravilhoso, senso de humor incrível e boatos de um possível cancelamento pela NBC. Mas não me importo, é sensacional ainda assim! ♥
Beijinhos ♥

21 de set de 2013

Playlist da semana!

E é hora de morrer de amor com as músicas maravilhosas que não parei de ouvir a semana inteira. Procure espaço, coloca o volume no máximo e dá o play que hoje está para dançar!
Acapella - Karmin: Esse é meu novo grande vício! Karmin é uma dupla extremamente viciante e versátil, e o último single, Acapella, é um animado encontro de pop, rap e beatbox (saudades, Pitch Perfect ♥). Já quero aprender a coreografia do clipe maluquinho!
You make me - Avicii: Agora toda semana tem Avicii na playlist, afinal o sueco hitou e está conquistando o mundo. A nova música é mais um eletrônico com feeling engraçadinho e vozes agudas demais. É tão boa quanto Wake me up, só que sem a variação entre dois gêneros. You make me é eletrônica e ponto final.
Burn - Ellie Goulding: Ai a voz aguda maravilhosa dessa moliér ♥ A batida de Burn parece ter dedos de David Guetta, já que é bem suave ao mesmo tempo que dá vontade de sair dançando por aí. A letra também é daquelas que gruda na cabeça, principalmente o bridge (?). 
Renaissance Girls - Oh Land: Hoje em dia se você quer ouvir eletropop farofa e ainda pagar de pseudo cult (que é um conceito duvidoso, mas ainda válido), o melhor jeito é catar material em outros lugares além dos EUA e UK. Então simbora conhecer a dinamarquesa Oh land, que faz aquele tipo de música com refrão dançante e chiclete, com palavras repetidas num ritmo legal e tudo aquilo que a gente já conhece por aí. Só que vem da Dinamarca, o que automaticamente marca alguns pontos na escala de muodernidades. Pois é.
Work Bitch - Britney Spears: It's Britney, bitch! Depois de um tempinho considerável sem novidades, Britney surge com single novo e feeling de "Hm, já ouvi isso antes". Cá entre nós, eu gostei, mas achei apenas mais uma batida incansável e letra pronta, com uma frase sendo repetida over and over. Não é ruim, dá vontade de cair na pista, mas para Britney, para todo esse marketing? Er, queria mais. Se bem que a única música que realmente gosto da cantora é Toxic, e essa já tem anos. 
Dressed in dresden - The hundred in the hands: Porque eu tenho uma espécie de fixação com músicas dadas como esquisitinhas. Dressed in dresden é um pop rock meio indie, meio folk, meio divertido, meio um monte de coisas diferentes que dão um som original e animadinho.
Youth - Foxes: Zedd é culpado por nos apresentar Foxes e agora temos mais um nome novinho e eletrônico pra ficar de olho. Eu amo a voz dessa garota! A música tem um quê mais calmo, mas a batida está lá em tempo integral, talvez só de fundo, mas lá. 
Beijinhos ♥

20 de set de 2013

Tipo destino por Susane Colasanti

Lani e Erin são melhores amigas, embora não tenham muito a ver uma com a outra. Lani é uma taurina tranquila e Erin é a impetuosa leonina. Uma adora Astrologia (e outras artes adivinhatórias também) e ficar em casa; a outra gosta de pessoas e baladas. Suas preferências — incluindo pizzas e meninos — são bastante diferentes, ou eram, até que Erin começou a namorar Jason… Assim que Lani conheceu o namorado de Erin, sentiu uma enorme conexão com ele. Uma sensação de que já se conheciam a vida toda. E, apesar de acreditar que ele sentia o mesmo, ela sempre soube que Jason estava fora de cogitação, afinal, ele era quem ele era! Ela decidiu ignorar seus sentimentos. Não importava o quanto quisesse ficar perto de Jason, nada a demoveria da ideia de se manter distante dele. Então, Erin viajou durante todo o verão… 

Autora: Susane Colasanti
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581632612
Páginas: 288
Nota: 

Vivo falando sobre a dificuldade de ver livros adolescentes-romance-por-romance sendo lançados hoje em dia. É tudo uma questão de febre no mercado editorial e quase sempre estamos lotados do mesmo do mesmo. Vamos listar? Vampiros, lobisomens, anjos, distopias, sick lit, e essa confusão pouco-de-tudo que está agora. Os livros que faziam do clichê seu diferencial? Perdidos em meados de 2007 e 2008. Eu quase sempre os defendo, mas é um pouco complicado quando eles não fazem por merecer. É possível falar sobre high school sendo cativante e original - só preciso de alguém que avise isso para os poucos autores que ainda estão nas livrarias...

Tipo destino é um dos mais famosos livros de Susane Colasanti, autora de Bem mais perto e Esperando por você. Dessa vez a protagonista é Lani, que se apaixona por Jason, namorado da melhor amiga, Erin. Jason também gosta de Lani, mesmo comprometido com outra. Então começa mimimi sobre o valor da amizade, sobre almas gêmeas, sobre interferência do destino, se vale perder amigos de longa data em nome do primeiro amor... Ao seu modo, não é de todo ruim, mas o modo como a autora trata, sem se esforçar para criar diferencial algum, fez o livro ter apenas duas estrelas comigo e ser uma leitura suportável.

A palavra chave aqui é mimimi. Como é narrado em primeira pessoa por Lani, somos obrigados a aguentar suas divagações, listas de prós e contras (que não são imparciais), por quase trezentas páginas. A gente percebeu que ela se colocou numa questão complicada, mas aí é que está: ela SE colocou. Pode ser opinião de quem nunca passou por isso e só observou de longe, contudo são visíveis as decisões erradas que Lani e Jason tomam. Os dois são muito precipitados, não pensam antes de agir, não esclarecem as situações antes de estar uma bagunça medonha. Até os dramas mais alheios, que não tem tanto a ver com o triângulo, são obras dessa imprudência da personagem principal.

Sei que não dá para ir com muita sede ao pote se tratando do gênero (e de Susane), porém, como eu falei, se destacar no clichê não é impossível - vide Stephanie Perkins e Elizabeth Eulberg. Só que para a autora isso não está acontecendo. Eu leio seus livros e continuo com a impressão que foram 200 e algumas páginas vazias, de encheção de linguiça. Não mexe com o leitor, mal desperta algum sentimento além da irritação com Lani, da vontade de fazer a protagonista amadurecer na marra. Não é algo terrível, já que dá pra chegar tranquilamente no final em poucas horas, mas Tipo destino também não é nenhum primor de chick lit YA. Se eu defendo o gênero, deixo esse título de lado.
Beijinhos ♥

19 de set de 2013

O resultado óbvio de juntar Sandra Bullock e Melissa McCarthy em As bem armadas!

Existem várias misturas óbvias no mundo. Vamos lá: cinema e pipoca, vida e café, Florence and the Machine e coral, comédia e policiais (para mais: Adriana Calcanhotto tem uma música que você já deve conhecer)... De qualquer modo, meu ponto é que sempre existem fórmulas usadas e abusadas em filmes, que precisam se reinventar ou ter um forte item original para se destacar no meio. Filmes assim são muito consumidos, o público gosta e assiste na busca de elementos garantidos. O diferencial quase sempre vem no elenco, o jeito mais fácil e rápido de usar clichê e ainda ter algo especial. É isso que faz de As bem armadas, filme que estreia amanhã no Brasil, um sucesso de bilheterias na gringa. Podemos colocar Sandra Bullock e Melissa McCarthy na lista de misturas óbvias ali acima?
É um plot pronto: duas pessoas com personalidades completamente opostas, que não dariam certo em nada, precisam trabalhar juntas num caso policial. Ashburn, a personagem de Sandra Bullock, é uma conceituada agente do FBI que não gosta de uma caneta fora do lugar e é complicadíssima de se trabalhar junto ou simplesmente conviver. Mullins, interpretada por Melissa McCarthy, é o completo inverso: uma policial de Boston que preza pela bagunça e fala palavrão a cada 5 coisas que diz. Obrigadas a trabalhar numa missão contra um grande traficante da cidade, elas precisam lidar com as diferenças e fazer os métodos incompatíveis de trabalho se tornarem compatíveis - um desafio mais complicado que o tráfico em si.
Os personagens são estereotipados, as conversas são - até certo momento - programadas e esperadas. Não é algo robótico que não passa credibilidade (afinal estamos falando de Bullock e McCarthy, uma atriz consagrada e outra estrela em ascensão), porém o roteiro não se pode ser chamado de inovador. Mesmo assim, o diretor soube usar o que tinha de melhor para oferecer: a dupla protagonista, e o que temos é uma hora e cinquenta e sete minutos de muita química e entrosamento. Ashburn e Mullins realmente parecem parceiras de crime (ou de combate ao crime?) e mesmo que todas as piadas sejam premeditadas, ainda fazer rir aqui e ali. 

O objetivo claro do filme é fazer comédia, por mais que o título nacional sugira algo perto da ação. São visíveis as escolhas do diretor para mostrar sua decisão na forma de abordar a história. As cenas de ação, que mostram o lado mais criminal do trabalho de Ashburn e Mullins, são rápidas, passageiras, não ágeis o suficiente para fazer o espectador se aproximar da tela e dar pulos a cada perseguição ou tiroteio (nos poucos que tem, aliás). Já o lado mais cômico, as situações feitas pra arrancar risadas, são estendidas, frequentes. As bem armadas puxa até para um lado mais drama familiar, embora apresentado de uma forma divertida (e com personagens estereotipados), mas que dão um quê sentimental pra não ficar só isso por aquilo.
Assim como um livro se faz valer por seus personagens, um filme (ou série) precisa do mesmo empenho por parte de seu elenco. É por isso que As bem armadas se destacou tanto em 2013, mesmo com sua receita pronta e prescrita. Não inova no gênero, está longe de entrar na lista de filmes que serão lembrados por anos (como Miss Simpatia, da própria Bullock), mas serve como duas horas bem proveitosas. É uma dupla divertida num filme divertido, e é tudo que se pode esperar do gênero. Aliás, boatos que vai ganhar uma continuação. Não acho que a história seja tudo isso pra levar outras duas horas, mas a química das atrizes tem por onde explorar.
Beijinhos ♥

18 de set de 2013

Olho por olho por Siobhan Vivian e Jenny Han

Olho por olho #1
Alguma vez você já quis realmente se vingar de alguém que a ofendeu? Talvez uma ex-amiga que a apunhalou pelas costas, ou um namorado traidor, ou um estúpido da escola que a humilhou desde que você era pequena… Alguma vez você já sonhou em envergonhá-lo na frente de todos? E, então, alguma vez você se uniu com outras duas pessoas para criar um elaborado esquema de destruição e revanche? A maior parte de nós não pode dizer que sim a todas essas perguntas (felizmente). Mas, certamente, todos nós somos capazes de nos identificar com muitos dos sentimentos de Kat, Lillia e Mary em Olho por Olho… No entanto, de um exercício de malícia, de uma simples brincadeira adolescente, o jogo do “aqui se faz, aqui se paga” poderá assumir proporções trágicas, em que até mesmo as leis da natureza vão se dispor, misteriosamente, a acalmar os corações ofendidos. Deixe-se levar por uma genuína história sobre o certo e o errado, o justo e o injustificável e procure entender — se possível — os verdadeiros motivos que transformaram estas três meninas. Dramático, honesto e fascinante, este é um livro que ultrapassa todas as expectativas!

Autora: Siobhan Vivian e Jenny Han
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581632780
Páginas: 320
Nota: 

Sou uma das poucas pessoas que não se deixou encantar pelos livros solos (?) de Siobhan Vivian e Jenny Han. Vi muitos elogios para ambas autoras, mas na hora de tirar a prova, acabei achando medianos, até mesmo fraquinhos. Então, qual o resultado de somar duas autoras razoáveis em meio a um cenário clichê e trama mexicana? Garanto que não é o que você está esperando. Pode ser que você tenha lido a sinopse antes e saiba o que esperar ligeiramente, mas eu embarquei na história apenas por amor a capa. Ser surpreendida foi um enorme bônus feliz.

Olho por olho é o primeiro volume de uma trilogia sobre vingança. Não Revenge, não a nova novela das seis. Dessa vez as protagonistas são jovens, ainda estão no ensino médio, mas tem uma boa carga emocional e não querem deixar barato pra quem se mete com elas. Então conhecemos Mary, Kat e Lillia. A primeira sofreu tanto bullying durante a infância que trocou de colégio e cidade. Já uma amiga de Kat virou as costas para ela e passou os próximos anos atormentando sua vida. E a perfeitinha e popular Lillia está com problemas no seu circulo de amigos, sem saber em quem confiar. Com nada além de a escola em comum, a vida das três garotas se cruzam e um pacto de vingança surge. 

O livro me prendeu rapidamente. O ritmo do inicio é frenético, os capítulos de narrativa intercalada deixam aquela coisa que quero mais e mais, extremamente instigante. Como o motivo das vinganças são, normalmente, coisas que aconteceram no passado, tem aquela curiosidade básica de saber quem fez o que com quem. Dessa parte vale destacar Mary, a que tem a história mais comovente - e que mais demora pra ser revelada por completo. O bullying que sofreu por estar acima do peso foi tanto que ela não suportou ficar na mesma cidade, e só depois de anos (e de emagrecer muito) que ela tem coragem de voltar pra jogar sua nova cintura na cara do valentão, em grande estilo. As autoras conseguem passar essa sede de retaliação pro leitor, é sensacional.

Então é uma trilogia. Eu só fui saber quando vi a capa da continuação na divulgação dos futuros lançamentos da editora na Bienal. Depois disso, vi que ainda tem um terceiro volume. Cá entre nós, achei desnecessário. Não é como se cada livro focasse na vingança de uma só personagem. Nada disso. Nesse primeiro livro dá tempo de todas as três colocarem seus planos em ação. Siobhan e Vivian poderiam ter usado mais cem páginas para concluir tudo, não deixar uma ponta qualquer que nos prenda com a continuação. Acho que esse foi o maior ponto fraco do livro. A trama é boa, o desenvolvimento é ótimo, contudo falta fechar. Que mania imbecil e capitalista é essa de transformar tudo em trilogia? 

Basicamente, Olho por olho é um livro muito bom. Eu não esperava muito, acabei me surpreendendo com uma trama muito bem feita, bem conduzida e fundamentada. As protagonistas tem personalidades bem próprias e distintas, dá pra ver que as ideias se completam e que são garotas diferentes. A falta da quarta estrela pode ser por não ter sentido algo de realmente especial, ou apenas pelo incomodo que tive no final. Todavia, é muito bom e vale a pena.
Beijinhos ♥