31 de ago de 2013

Playlist da semana!

Uma semana sem playlist faz parecer uma eternidade, não? Então tem ainda mais coisas acumuladas e esperando pra entrar no seu replay infinito. Vamos, dá o play logo!
Transition - DWNTWN: Se não me engano, roubei essa música da soundtrack maravilhosa de Awkward. É um eletrônico bem levinho, com batida suave e pouca letra. 
We can dance - The Vamps: Conheci The Vamps por um cover que fizeram de Neon Trees (ou era Train?), e gente, virei fã! Mais uma boy band britânica? Nope! Os garotos são uma banda mesmo e fazem do pop rock ao indie, o que realmente toca o meu coração. We can dance é simplesmente maravilhosa. 
Echo - Girls can't catch: Porque eu amo girl bands também. Girls can't catch não é nenhuma novidade, e Echo - minha favorita - é de 2010! A música me ganhou no refrão. Não é extremamente a mais animada, mas o ritmo é legal e chiclete. BTW, repare na coreografia do clipe. Lembra alguma coisa?
Dance Apocalyptic - Janelle Monáe: E das mais animadas e divertidas, se ligue em Dance apocalyptic. O inicio é um pouco estranho, mas no seu jeitinho meio louco, a música conquista. Porque o mundo vai acabar e você deve Smash, smash, bang, bang. Don't stop! Chalanga-langa-lang!  
A Belle to remember - Hayley Kiyoko: Hm, já disse que você precisa adicionar Hayley na sua lista do last.fm? Porque deve, galera, e rápido! Ela é mais uma das cantoras divertidas e moderninhas que estão bombando por agora lá na gringa e vale conhecer enquanto é hypado.
Winter trees - The Staves: Então eu não estou exatamente a pessoa mais agitada esse fim de semana e tenho uma seleção de música mais calmas também. Dê o play em Winter trees, esse folk tão lindinho e amorzinho. É nessas horas que eu queria saber tocar violão (e ter talento, mas enfim)...
Reverse of shade - The Windupdeads: Se eu nunca contei sobre minha falta de organização, as músicas das playlists ficam em post its na escrivaninha, eu anoto sem ordem e nem sempre lembro de onde. É por isso que até agora tem música da maratona de Gossip Girl aparecendo por aqui. Reverse of shade é rock indie e poderia dizer que é ótima, que amo a montagem na série (que abre a segunda temporada), mas as pessoas do youtube... Agora meu único comentário sobre tudo é: CHAAAAAAAAAAAAAAAAAIR ♥
Beijinhos ♥

30 de ago de 2013

A livraria 24 horas do Mr. Penumbra por Robin Sloan

A recessão econômica obriga Clay Jannon, um web-designer desempregado, a aceitar trabalho em uma livraria 24 horas. A livraria do Mr. Penumbra — um homenzinho estranho com cara de gnomo. Tão singular quanto seu proprietário é a livraria onde só um pequeno grupo de clientes aparece. E sempre que aparece é para se enfurnar, junto do proprietário, nos cantos mais obscuros da loja, e apreciar um misterioso conjunto de livros a que Clay Jannon foi proibido de ler. Mas Jannon é curioso…

Autor: Robin Sloan
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581630236
Páginas: 288
Nota: 

Já reparou que muitos personagens de livros são leitores assíduos? Principalmente os principais. É bem comum que os autores usarem seu amor pela arte para dar um detalhe a mais em suas histórias, ajudar no pano de fundo. Entretanto, normalmente não passa disso: um pano de fundo, um hobby do protagonista. Ver o universo literário ser muito explorado não é bem assim. Seria como ver um filme sobre um filme, uma música sobre uma música. É, de certa forma, singular e inusitado. Talvez seja esse o atrativo a mais em A livraria 24 horas do Mr. Penumbra: um livro sobre vários livros.

O protagonista é Clay, um web designer recentemente desempregado. Por falta de opção, ele vai trabalhar na estranha Livraria 24 horas do Mr. Penumbra, mesmo sendo daqueles que preferem e-readers e não compreendem porque livros físicos ainda estão em circulação. Inclusive, as pessoas parecem concordar com ele. A livraria é praticamente deserta, exceto por raros clientes, normalmente estranhos, que compram livros mais estranhos ainda. Livros que Clay foi proibido terminantemente de ler, pelo bem do seu emprego. Em tempos de crise, ele não poderia arriscar voltar para a classe dos desempregados, mas ficar a noite inteira sozinho nessa livraria exótica sem abrir um único livro? Er...

Muito falava que A livraria 24 horas do Mr. Penumbra era um misto de fantasia e ficção científica. Preciso discordar. Esse é um romance não-romântico com um alto teor de tecnologia, mas não além disso. A livraria é só um cenário para o autor introduzir uma discussão sobre livros físicos e e-books, criar toda uma história levando em consideração esses dois lados da mesma moeda, até onde a tecnologia se opõe ao livro de papel e as possibilidade dos dois andarem lado a lado. Eu gostei da ideia do autor, achei bastante original a forma como ele inventou tudo e fez mistério, com um quê de sociedade secreta. É bastante curioso, contudo não me prendeu completamento. No final, acabei não comprando a conclusão e todo o conceito do enredo.

Clay é um bom protagonista: sagaz, esperto, curioso... Tudo o que a gente poderia pedir do personagem principal de um livro como esse. Para o que a história pede, ele não deixa a desejar. Mesmo assim, meu personagem favorito foi seu melhor amigo, um nerd que ficou milionário, e mesmo não tendo muito espaço, a dupla tinha os melhor diálogos. E quanto ao romance, Robin não pesou a mão. Existe sim, mas é levíssimo e irrelevante. A personagem com quem Clay se envolve é importante para a história como um todo, mas não pelo romance em si.

Não sei explicar o que exatamente faltou para mim, mas A livraria 24 do Mr. Penumbra é apenas um bom livro. Tem uma ideia legal, bons personagens, mas não me fisgou completamente. Acho que muito vai de ter achado o enredo, como um todo, pouco crível. Robin não me vendeu sua trama e seu desfecho. Imagino que o objetivo do autor tenha sido criar uma reflexão sobre os ditos opostos que falei antes, fazer as pessoas discutir os tais pontos, só que acabei não vendo os prós e contras de uma forma imparcial por parte dele. Não sei, tem algo aí que não funcionou para mim. Porém, como eu disse, não é  um livro ruim. Só também não é ótimo.
Beijinhos ♥

Orphan Black na lista do que você precisar assistir pra ontem!

Nunca fui fã de produções britânicas. Sei que são rycas, inteligentes, originais... A fama é boa, mas não tinha funcionado para mim até então. Exceto Cuckoo, que teve muitos e muitos episódios (seis), sempre acabava abandonando logo no inicio. Só que os surtos da timeline para Orphan Black, uma das mais recentes produções da BBC, eram enormes. As pessoas estavam tão apaixonadas pela série que tinha fãs até no facebook (e as pessoas do meu facebook assistem TWD, TVD e PLL, APENAX). Fandom assim a gente não deve ignorar - deve é correr pra fazer parte.
Orphan Black é uma série que não perde tempo. São apenas 10 episódios na primeira temporada, mas que você precisa parar, sentar e pensar pra entender a enxurrada de informações que são jogadas na sua cara a cada minuto. É tudo tão conectado e envolvente que fica difícil separar o que aconteceu quando e em que ordem, principalmente se você fizer maratona, assim como eu. Um episódio puxa o outro, que puxa o próximo, que a temporada acabou e suas unhas também. Agora tem que esperar até abril e aquele final... Pera que tenho gif pra isso aqui.
Mas então vamos explicar por cima o plot principal. Sarah, a protagonista, está de volta em Londres para reconquistar a filha e pedir sua guarda, que no momento está com a sua mãe adotiva (mãe de Sarah, no caso). E, na estação de trem, ela vê uma mulher se jogar nos trilhos. Inexplicavelmente, segundos antes da tragédia, Sarah percebe que a suicida é a sua cara. Idênticas. E o que você faz quando vê uma mulher desconhecida, mas exatamente igual a você, se matar? Você rouba a bolsa dela e assume essa nova personalidade, afinal está fugindo do namorado traficante e violento. E se passaram o quê mesmo? Cinco minutos do piloto? That is what I'm talking about!
O que não tem em Orphan Black, afinal de contas? São os mais variados enredos, de genética a fanatismo religioso (não de um modo ofensivo, btw) passando por criminalidade e problemas de família. Eu já disse: é muita, muita coisa. E o mais incrível é que os roteiristas conseguem tratar disso tudo num espaço limitado de tempo sem se perder e sem nos perder. Muitos méritos por isso, com licença. Mas então Orphan Black é uma série pesada? Sim, é. Tem cenas fortes, chocantes e não se preocupa em fazer algo com classificação etária mais "amena". Porém leve em consideração que sou aquelas de estômago fraco, que não assiste filme de terror pela quantidade de sangue, e mesmo assim conseguiu ver - e se encantar - por tudo. No máximo, nada que pular alguns minutos iniciais do episódio 4 não resolva.
Ok, vou contar: Orphan Black é sobre... CLONES *tum dum tss* Tanto que se você pedir "Orphan Black cast" no Google, vai aparecer quatro pessoas (ok, ok, cinco). Aí entra Tatiana Maslany que merece todos os prêmios de melhor atriz do mundo. Ela é Sarah, Alison, Cosima, Helena, Beth, Kadja... E contando. Ainda assim, você consegue diferenciar de longe quem é quem, só pelo tom de voz. É muito, muito difícil de acreditar que é uma única atriz fazendo todos os papeis. As piadas sobre isso no facebook? Daqui a pouco você vai perceber que até você é a Tatiana Maslany (é mais engraçada na montagem, acredite).
Eu já citei que a trama é inteligente e ~ozada~, que o ritmo é alucinante, que o elenco é maravilhoso e que Tatiana samba em todas as vencedoras do Emmy, o que mais falta elogiar? Felix (o irmão adotivo de Sarah), a equipe de maquiagem, a fotografia da série, o senso de humor duvidoso dos britânicos... E mais uma lista, quer enumerar? Orphan Black é SENSACIONAL, é daquelas séries que você quer que todo mundo assista e manter pra só si ao mesmo tempo. Assiste logo e vem me contar o quanto amou, ok? (PS: Como eu já publiquei a promo antes, o vídeo ali em cima é o piloto sem legenda).
Beijinhos ♥

28 de ago de 2013

Caçadora de Unicórnios por Diana Peterfreund

Ordem da Leoa #1
Esqueça a lenda. Unicórnios não são fofinhos. Nem alados. Muito pelo contrário: são cruéis, carnívoros e venenosos. É o que Ariel cansou de ouvir de sua, digamos, "um pouco obcecada" mãe. Ao que parece, as duas fazem parte de uma longa linhagem de caçadoras de unicórnios, descendentes de Alexandre, o Grande. Ah, e o Bucéfalo? O famoso cavalo do mais temido conquistador da história? Sim, você adivinhou... Unicórnio. Claro que Astrid costumava zombar dessas excêntricas histórias - até que o namorado foi atacado por um... pônei com chifre? E salvo do estranho veneno por uma droga milenar, um remédio mítico feito à base de unicórnios e guardado com zelo insano pela mãe de Astrid. Por isso, agora ela está indo para um claustro em Roma. Um antigo centro de treinamento para caçadoras. No entanto, na antiga Ordem da Leoa, nem tudo é o que parece. Fora de seus muros, os unicórnios esperam para atacar. E dentro, Astrid enfrenta outras ameaças inesperadas: paredes cobertas de troféus de caça vibram com um poder terrível, as outras caçadoras, e até mesmo seus patrocinadores sugerem intenções escuras; mas o mais perigoso talvez seja a atração crescente por um estudante de arte... uma atração que pode pôr tudo a perder...

Autora: Diana Peterfreund
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501098603
Páginas: 356
Nota: 

Adoro histórias absurdas e irreais, mas vamos concordar que nem todas funcionam fora da nossa cabeça. A imaginação pode ser a melhor arma de um bookaholic, porém, querendo ou não, acreditar ou não em uma história é responsabilidade nossa. Assim como se deixar envolver, se prender, cair de cabeça naquele universo e mitologia... O autor pode tentar com suas unhas e dentes (e dedos e bloco de notas), entretanto quem vai fazer isso somos nós. É por essa razão que sinopses originais são cada vez mais raras e malucas. É preciso muito mais esforço por parte do escritor - e do leitor - para sustentar tudo aquilo. Por exemplo, unicórnios assassinos.

Diana Peterfreund é conhecida por aqui por sua série Sociedade Secreta (resenha), um YA inteligente e quase nada fantasioso. Então, para uma autora que escreve sobre coisas mais reais, a série Ordem da Leoa é muito novo, diferente e destoante. O mundo pode parecer com o que conhecemos, mas escondidos nas sombras, estão unicórnios sanguinários prontos para matar dolorosamente qualquer um que cruzar sua frente... Exceto garotas virgens descendentes de Alexandre, o Grande. Astrid, uma americana de 16 anos, é uma delas. 

A história começa mesmo quando um pônei com chifre ataca o namorado de Astrid, Brandt, e todas as histórias malucas sobre unicórnios assassinos que a mãe da garota tanto contava e recontava, se provam verdadeiras. Logo ela é enviada para o outro lado do oceano, para se juntar a várias outras garotas capazes de caçar essas temíveis criaturas, como parte de sua herança de sangue. O problema é que Astrid não quer caçar unicórnios. Ela quer continuar nos EUA, fazer faculdade de medicina e ver corpos humanos abertos, não de uma espécie mitológica que até ontem acreditava ser bobagem. Em outras palavras, o que temos é muito mimimi "não queria estar aqui", "por que minha mãe fez isso comigo?" e "vou perder a virgindade com um estranho para me livrar das caçadoras". Não que Astrid seja uma protagonista ruim, contudo também não é das melhores. Caçadora de unicórnios seria muito mais divertido e dinâmico se fosse narrado por Phil, prima da protagonista, a personagem esperta, bad ass, sarcástica e espirituosa que todo livro precisa, por lei poética, ter.

Diana escreve muito bem e isso é conhecido de qualquer um que já leu alguma obra dela. Suas palavras fluem, o senso de humor é inteligente e sagaz, os diálogos são ótimos. Mas talvez pela falta de familiaridade em escrever sobre universo fantástico, a coisa toda não colou. A parte histórica da Ordem da Leoa é muito bem feita (afinal, se é pra escrever sobre sociedades secretas com membros jovens, ela é o primeiro nome lembrado), só que as cenas de ação, os unicórnios... Faltou alguma coisa. Ou, quem sabe, seja só minha dificuldade de imaginar que aquelas criaturas brilhantes que vomitam arco iris sejam capazes de matar alguém pelo simples fato de respirar. 

É uma leitura rápida, agradável, mas não a mais envolvente. Caçadora de Unicórnios serve como primeiro volume, já que leva muito tempo introduzindo e explicando, contudo não fica só nisso o tempo todo. As coisas acontecem e Diana consegue incorporar temas bem relevantes pra deixar ganchos fortes e atrativos. A autora é ótima e tem um potencial imenso, o que eu desejo ver refletido nas próximas continuações. Eu recomendo pra você que gosta de histórias novas e únicas e que não tem medo de arriscar em excentricidades.  
Beijinhos 

Resultado: Métrica!

Mais uma pessoa sortuda no mundo vai ler Métrica e se apaixonar pelo Will ♥, YAY! E quem vai levar o livro pra casa foi...
a Rafflecopter giveaway

Parabéns, Stefani - e obrigada a todos vocês que participaram ♥ Ainda hoje vou te enviar um email e você tem até sábado, 31, para responder com seus dados completos. Se você não ganhou dessa vez, ainda tem sorteio de Perdida no ar (aqui) e coisa nova vindo ainda essa semana.
Beijinhos ♥

27 de ago de 2013

Percy Jackson, Mar de Monstros e a esperança que nunca morre!

Por mais incrível - e absurdo - que pareça, eu gostei de Ladrão de Raios, a primeira adaptação da série Percy Jackson, na primeira vez que assisti. Em minha defesa, eu não tinha lido o livro até então, e qualquer história que me contasse sem dar sono era bem vinda. Mas depois de conhecer o trabalho de Rick Riordan, de rever o filme, de comparar as duas histórias e perceber que as únicas semelhanças são os nomes e a essência, o sentimento de espera pela sequência - adiada over and over - era o mais próximo do desânimo. Mar de Monstros só deu as caras no mundo por causa do ligeiro sucesso de bilheteria que foi o primeiro Percy Jackson, porém foi impossível acreditar numa retratação, numa nova e fiel história que fizesse o mínimo de jus com os livros que a gente ama. Mas esperamos, não? Sempre esperamos. 
Nessa segunda aventura, a árvore que protegia o acampamento Meio Sangue está morrendo, deixando os semi deuses desprotegidos dos monstros que querem acabar com sua raça (literalmente). Na tentativa de salvar todos - e cumprir uma nova profecia que o cita - Percy, Annabeth, Grover e o novo adendo ao trio (quarteto?), Tyson, o ciclope filho de Poseidon, partem escondidos em busca do Velocino de Ouro, um objeto mágico capaz de curar qualquer coisa. Ele também desperta o interesse de Luke, nosso suposto grande vilão, que deseja vingança aos deuses do Olimpo cada vez mais.
Até onde "melhor que o anterior" pode ser considerado um elogio quando estamos falando da franquia? O primeiro filme teve falhas tão absurdas em relação à história original que eram necessárias grandes mudanças para ficar digno de comparações (algo como a Fox gravar um pedido de desculpas e avisar que está recrutando atores de 12 anos para um novo Ladrão de Raios), porém no atual estado das coisas, qualquer minima diferença é bem aceita. E é aí que temos uma Annabeth loira, Dionísio engraçado, a existência de Clarice (embora a mesma tenha uma personalidade gritantemente diferente da conhecida) e um oráculo que faz profecias (devidamente modificadas, pois né)... 
Eu gostei da atuação. Eles têm expressão facial, abraçam o lado trash do roteiro, e é apenas isso que dá para exigir. Mar de Monstros apela muito mais pra lado comédia do que a aventura em si, ação e tensão pré-apocalíptica, na fórmula Riordan de escrever. Então, para o que o filme pede, o cast atende. Vale citar que os diretores fingiram que somos péssimos continuistas e trocaram atores como Hermes, Dionísio, Quíron... E dos rostos novos que vale a lembrança, temos Clarice interpretada por Leven Rambin (que fez Jogos Vorazes ao lado de Stanley Tucci, o novo Sr. D) e Douglas Smith, o Tyson, que esbanja carisma.
Por vezes tive a impressão que estava assistindo Harry Potter versão baixo orçamento. Sempre fui daquelas que achava a natureza das duas séries com características fortes muito semelhantes. Por exemplo, o espírito de aventura épica, protagonistas amigos, corajosos e benevolentes... Só que dessa vez, a coisa é mais forte. O cenário lembra, a trilha sonora instrumental também. A cena em que Percy, Annabeth e Tyson andam nas costas do pégasos colorido e brilhante pela água é tão Harry e Bicuço em Prisioneiro de Azkaban que me deixou nostálgica.
Quando saí do cinema, o sentimento era que esse foi um bom filme. Depois de analisar, a classificação caiu um pouco. Preciso citar que não acompanhei a (singela) divulgação de Mar de monstros, que não vi todos as fotos, os trailers, ou até mesmo os atores novos escolhidos. Foi tudo uma "surpresa". O gasto com figurino foi pequeno, parece que a decoração e trilha sonora migrou de Hogwarts e os efeitos visuais foram feitos pela equipe competente de Once Upon a Time (se você não assiste, pode recordar suas obras de arte no paint quando não havia internet), mas ainda assim, não é de todo ruim. Mar de Monstros é um passatempo e a Fox foi esperta de nunca prometer mais que isso.
Beijinhos ♥

26 de ago de 2013

Unika - A chama da vida por E. J. Allibis

Unika #1
Unika - A Chama da Vida é uma trilogia fantástica sobre anjos. A saga começa quando a vida de três jovens da pacata cidade de Maple Town é tomada por eventos inexplicáveis. Eve, Zack e Jo estão prestes a descobrir que um deles é um anjo e o guardião da Chama da Vida, uma das duas Entidades Fundamentais que governam o Universo. Mas qual dos três é o anjo? Qual é a sua verdadeira história? Por que seu coração carrega a Chama da Vida? O leitor acompanhará uma aventura sem igual por Sefira, o vale onde vivem os anjos, pelo Adlivun, a épica batalha entre o Bem e o Mal.

Autor: E. J. Allibis
Editora: Universo dos Livros
ISBN: 9788579303227
Páginas: 464
Nota: 

É um tanto irônico que gostemos tanto de reclamar sobre padrões, mas estranhamos quando algo não sai como deveria ser. Não entendeu? Explico: Quando existe uma febre literária, todos os livros que a seguem são parecidos de certa forma. A gente critica isso. Mas quando o livro se mostra original e inesperado, corre o risco de não agradar. Você estava esperava algo específico, afinal de contas. Unika, uma trilogia sobre anjos, é assim. Diferente das histórias angelicais que acostumamos. Contudo, também não é exatamente algo único (com perdão do trocadilho). 

Pegue a lista de autores sobre anjos na sua estante. E. J. Allibis não se deixa comparar com nenhum deles. Na verdade, se tem alguém que me lembrou, foi Rick Riordan. Basicamente, A Chama do Vida é uma aventura fantástica em que um grupo de adolescentes - Jo, Unika, Eve e Zack - precisa salvar o mundo de ser dominado pelas forças do mal, isso com um prazo nas costas e alguns enigmas que precisam solucionar. Algumas semelhanças, concorda?

Não dá pra contar muito mais da sinopse porque qualquer pouco é spoiller. O livro é dividido em três partes, e a primeira, que faz a apresentação geral do contexto, oscila entre passado e futuro (ou presente?) de modo que uma só faça sentido com a outra no final. É um tanto enrolado - embora com pontas bem amarradas - demora um pouco pra desenvolver, mas consegue deixar o leitor curioso. Foi um pouco previsível, mas considero esse inicio a melhor parte da história, já que conseguiu preparar bem o terreno. Foi também, em termos de narrativa, a parte de melhor fluidez. 

Eu não gostei dos protagonistas. Não dos principais (Jo e Unika), pelo menos. Nenhum tem instinto de sobrevivência aflorado, desperta aquele sentimento de que "quando crescer, quero ser igual a ele" (vamos ignorar que eu seja mais velha). São apenas garotos com força de origem sobrenatural lutando por uma causa que jogaram para eles a fim de evitar que a humanidade seja dizimada. E, também, como obviamente eles tem uma influência angelical, são criaturas boazinhas, altruístas, esse blablabla que quase sempre é bem cansativo. A única personagem por quem torci mais foi Eve, que achei esperta o suficiente pra sustentar a história. Mas só também.

Não posso dizer que gostei de Unika, que foi uma leitura maravilhosa e que desejo loucamente ler a continuação. Por mais que a ponta solta no final seja bastante tentadora, não é o tipo de série que está fazendo minha cabeça agora. Tem romance, tem aventura, tem fantasia com boas explicações, mas não é nada demais. Na verdade, é bem fraquinho. A vantagem é que a narrativa vai rápido e li inteiro no mesmo dia, só que o enredo não leva muito mérito por isso.
Beijinhos ♥

25 de ago de 2013

Essa Semana #83

Essa semana é um meme semanal hospedado pelo Lost in Chick Lit, onde compartilhamos pequenas informações sobre a nossa semana literária. Tendo como principal objetivo encorajar a interação entre os blogs literários brasileiros, fazer amizades e conhecer um pouquinho mais sobre outras pessoas apaixonada por literatura.

Vem comigo na minha semana literária... 

♥ Leitura do momento:
Requiem - Lauren Oliver

♥ Li essa semana:
Perfeitas - Sara Shepard
Unika - E. J. Allibis
Belo Desastre - Jamie McGuire (reli pela segunda vez esse ano por motivos de: não me aguento)
Love Story - Jennifer Echols (reli porque eu me auto influencio muito nesse blog)
Calafrio - Maggie Stiefvater

♥ Resenhei essa semana:

♥ Super Posts:

♥ Ultima Compra: 
Luminária em formato de cachorro ♥ hahahaha

♥ Desejo Comprar Urgentemente:
...

♥Conversa imaginária com personagem fictício:
"Grace, com licença, mas QUAL O SEU PROBLEMA? Ok, você superou que foi mordida por lobos, mas isso não é razão para você achar normal um lobo se transformar em pessoa e levar essa criatura desconhecida pra sua casa as três da manhã?????? E deixar dormir na sua cama?????? OIE??????"

♥Eu falaria para o autor:  
"Maggie, confessa, você escreveu Calafrio ou A corrida do escorpião?"

♥ Estado de Espirito Literário:
Com medo da Lauren Oliver.

♥Literary Crush: 
Eu reli Belo Desastre e Love Story, então né, TRAVIS ♥ HUNTER ♥

♥ Feito da Semana: 
FIQUEI MAIS VELHA, POXA! ♥

♥Queria ver no Brasil:
CIDADE DOS OSSOS EM TODOS OS CINEMAS POIS ESTOU SOFRENDO AGONIANDO SOFRENDO MAIS

♥ Im in mood for... :
Terminar trilogias como Delirium e The Infernal Devices. Porém Lauren + Cassandra = FEELINGS

♥Hey Mr, Postman:
Calafrio

♥ Super quote:
Como se algum livro me daria um quote quotável depois de Todo dia.

♥ Vi e viciei (booktrailers, trailers, videos whatever):

Percy Jackson e o mar de monstros: Quando não se tem Cidade dos Ossos, a gente se vira com Mar de Monstros (#SHORANDO). Sobre Percy Jackson: é gritantemente melhor que o primeiro filme. Isso não é nenhum senhor elogio.
Beijinhos ♥

23 de ago de 2013

Todo dia por David Levithan

Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrar a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor.

Autora: David Levithan
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501099518
Páginas: 280
Nota: 

Estou dormindo (ou sentando?) em cima de Todo Dia faz uma semana, divagando a melhor forma de abordar essa história. Se é que é possível fazer isso. Não é um simples caso de livro cinco estrelas que você ama e quer que todo mundo leia por ser apenas maravilhoso. Todo Dia é mais que isso e merece ser tratado como tal. É um livro único, profundo, intenso, reflexivo, quase uma auto ajuda disfarçado de ficção jovem adulto. Não, pera, me precipitei. Falar sobre ele é mais complicado que eu imaginei (bjs pra minha ryma excelente)

Não temos um protagonista, mas vários deles. Contudo, em essência, ele continua sendo a mesma pessoa - porém sendo uma pessoa diferente. Entendeu? Basicamente, a história é narrada por A, de 16 anos. Ele não tem família, não tem casa, não tem corpo. Hoje é ele é menino, amanhã é menina. Depois de amanhã é um adolescente prodígio, no outro precisa de drogas como precisa de ar. Não existe um padrão na vida de A, não é possível fazer planos ou criar expectativas. Cada dia é um mundo novo, um mundo que ele não pode - e nem deve - se apegar de modo algum. Mas, ainda assim, A é humano. Uma forma estranha, diferente e incomum, mas não menos humano. Ele tem sentimentos e não pode evitá-los. 

No primeiro dia em que a história começa, A se apaixona por Rhiannon, namorada do garoto que ele assumiu naquelas 24 horas, Justin. Nos próximos dias, ele precisa esquecer dela, seguir em frente, mas não consegue. Esse é daqueles livros que dá um nó na cabeça logo nas primeiras páginas. Imaginar a condição de A é muito difícil, completamente diferente do que estamos acostumados - até em termos de literatura. É irreal, fantasioso, mas o autor faz aquilo parecer tão concreto que te deixa pensando se não foi "possuído" em um dia qualquer e depois esqueceu. Só que aí está: nós seguimos em frente. O protagonista, não.

Se o cenário é um fator importantíssimo pra composição de um personagem, Levithan precisou se transformar em 50*. A tem vários cenários, precisa incorporar o espírito de cada um e ainda ser ele mesmo. Com isso, o autor trata de temas polêmicos com leveza sem perder a complexabilidade. É, de certa forma, extremamente poético. E também conta muito com o caráter do protagonista. Você só está ali por algumas horas, até onde precisa se preocupar em cumprir regras? São várias pequenas coisas que formam o grande bastão com que o livro fica cutucando você. 

Você lê um capítulo, precisa parar, precisa pensar. Mas não larga a história já que, de alguma forma, é impossível interromper a leitura. Você quer mais e mais de Todo Dia, as ideias vão se enredando e ficando mais difusas, o livro terminou e você tem hora no terapeuta no dia seguinte. Vou repetir tudo que disse no primeiro parágrafo: esse é um livro único, profundo, intenso e reflexivo. Se não deu muita bola pela sinopse, leia mesmo assim. O enredo é ótimo, porém o que vale é o sentimento final. Mais que recomendo.
Beijinhos ♥

22 de ago de 2013

Nove livros que você conhece e seus primos que você deveria dar uma chance!

Foto: A series of serendipity
Não existe verdade maior para bookaholic que o amor por um livro sempre acaba puxando mais amor para um próximo. Todo mundo se apaixona por literatura depois de um título específico, e a partir deste vai conhecendo outros, parecidos ou não, para depois ver que já leu vários, amou vários, não consegue mais viver sem. Pensando nisso, resolvi reunir nove livros mais conhecidos, que você provavelmente já ouviu falar ou já leu, e seus nove parentes nem tão distantes que não estão tão na boca nas mãos do povo assim, mas que merecem a vez na sua estante. Palpites?
A culpa é das estrelas, de John Green, está na boca do povo principalmente agora que o filme já começou a ser gravado. Ele está sempre nas listas de best sellers ao redor do mundo e dificilmente se encontra alguém que não curtiu muito. Só que quase ninguém conhece Cante para eu dormir, o lindo romance de Angela Morrison, que trata do mesmo tema: câncer durante a adolescência. A história é de partir o coração e dar contração no pâncreas, assim como ACEDE. Mas sabe o que é mais incrível? Que seu coração fica em quatorze pedacinhos e você, mesmo assim, ama demais essa história.
Azar o seu, de Carol Sabar, é o primo brasileiro de O segredo de Emma Corrigan, de Sophie Kinsella. Nos dois livros, a protagonista acha que vai morrer e acaba contando seus segredos mais profundos para um completo gato desconhecido. É o chick lit da forma que a gente mais ama: repleto de situações cômicas no sentido de vergonha alheia, fofas de suspirar e hilárias de chorar.
Porque todos amamos contos de fadas modernos, admita. A Fera, de Alex Flinn, é releitura de A Bela e a Fera e ganhou filme com Alex Pettyfer e Vanessa Hudgens em 2011. Pode ser que os dois não tenham feito um sucesso tremendo, mas provavelmente você ouviu falar. E já Penelope, de Marilyn Kaye, lançado em 2008 com filme de 2007? É uma história super amor, com toque de fantasia e fábula infantil (só que para um público mais maduro, afinal). É até melhor que o primeiro.
Tá, todo new adult é parecido e falar de um é falar de todos, blablablablé, PORÉM essa nomenclatura pro gênero é bem recente. A partir de Belo Desastre, de Jamie McGuire, todos os livros do estilo foram chamados como tal, mas e antes? Jennifer Echols não tá aí desde ontem, não! Eu adoro, adoro os livros da autora, e Love Story é um dos meus favoritos. É, em sua fórmula própria, bem parecido com BD. O cenário é a faculdade, o romance tem tudo pra dar errado e deixa um rastro de química por onde passa. Agora fiquei com vontade de reler! U.U
Misturar celebridades e ficção científica não é exclusividade de Meg Cabot na trilogia Cabeça de vento, minha gente. Temos pra ele um representante nacional: Estrela Píer, de Kamila Denlescki. Nos dois livros, a protagonista é uma garota comum que, de um minuto para o outro, tem a vida abalada por celebridades, fama e cientistas. A diferença é que Meg concluiu sua história enquanto Kamila nos faz sofrer since 2009. Pode, produção?
Mas vamos falar sobre fadas! Glimmerglass, de Jenna Black, é uma das séries mais conhecidas do Brasil que fala sobre essas criaturas ditas boazinhas, mas que não são exatamente a Sininho. E se estamos falando de versões brasileiras, preciso citar Lua das Fadas, de Eddie van Feu, a minha favorita sobre essa mitologia. As tramas vão para lados bem diferentes, mas existem semelhanças importantes, como a garota inocente sendo jogada no meio de uma confusão sem tamanho. Falando nisso, cadê terceiro livro de Lua das Fadas, hein?
Gossip Girl é meu seriado favorito no mundo, disso você já sabe, mas os livros de Cecily von Ziegesar estão longe de ter espaço cativo no meu coração. Acho bem caidinhos - mas continuo adorando o universo. Então entra Kate Brian e sua enorme série Exclusivo, que pode não ter adaptação para TV, mas entende das polêmicas que fala. Nessa série, Reed é uma bolsista que quer fazer de tudo para conquistar seu lugar ao sol - e no alojamento das populares - da Academia Easton. São personagens inconsequentes, podres de ricos, cheios de intrigas e fofocas. É fútil, claro, mas não é sedutor?
Em pleno 2013, toda distopia que existe recebe label de "Perfeita para os fãs de Jogos Vorazes", só que chegar aos pés da nossa amada obra sanguinária não é bem assim. Só quem conseguiu com méritos foi Moira Young em Caminhos de Sangue, tão cruel, sádico, derramador de sangue, com protagonista badass quanto o queridinho de Suzanne Collins. O problema é a narrativa, bem diferente e meio irritante, mas na atual situação das coisas, a gente quer é sangue - o que Moira dá sem pena.
Sobre fama, celebridades, riquezas e subir na vida, todo mundo cita L. A. Candy, afinal, é da queridinha dos paparazzi, Lauren Conrad. Mas nesse estilo, tem a série Fashionistas, de Sarra Manning, que cá entre nós, é muito mais cativante. Nesses livros, quatro garotas podem não estar num reality show, mas estão igualmente tentando a vez nas capas de revistas e carreiras milionárias. Se ligue que seguido o primeiro livro está em promoções maravilhosas na FNAC.
Beijinhos ♥

Sorteio: Perdida!

Adoro sortear livros que amo. A sensação de passar a história adiante não é ótima? Então a da vez é Perdida (resenha) que eu amei, amei, amei e quero que você ame também. 
Para participar:
  • É necessário endereço de entrega no Brasil;
  • Todas as informações requisitadas serão conferidas, e quem não estiver seguindo todas as regras será desclassificado;
  • O sorteio será feito pelo Rafflecopter e o resultado será divulgado no blog, em até 3 dias após o término da promoção, no dia 21/09;
  • O ganhador tem um prazo de 72 horas após a divulgação do resultado para entrar em contato com o blog e enviar o endereço;
  • Os prêmios serão enviados para os ganhadores no prazo de 30 dias;
  • Não nos responsabilizamos por extravios cometidos pelos Correios.
Boa sorte ♥
Beijinhos ♥

21 de ago de 2013

A 5ª onda por Rick Yancey

Quinta onda #1
Depois da primeira onda, só restou a escuridão. Depois da segunda onda, somente os que tiveram sorte sobreviveram. Depois da terceira onda, somente os que não tiveram sorte sobreviveram. Depois da quarta onda, só há uma regra: não confie em ninguém. Agora inicia-se A QUINTA ONDA. No alvorecer da quinta onda, em um trecho isolado da rodovia, Cassie foge deles. Os seres que parecem humanos, que andam pelo campo matando qualquer um. Que dispersaram os últimos sobreviventes da Terra. Cassie acredita que, estar sozinho é estar vivo, até que conhece Evan Walker. Sedutor e misterioso, Evan Walker pode ser a única esperança de Cassie para resgatar seu irmão — ou até a si mesma. Mas Cassie deve escolher entre a esperança e o desespero, entre a rebeldia e a entrega, entre a vida e a morte. Entre desistir ou contra atacar. 

Autor: Rick Yancey
Editora: Fundamento
ISBN: 9788539506644
Páginas: 384
Nota: 

Nunca me interessei por astronomia e ufologia, acho a imensidão do espaço realmente assustadora - assim como alienígenas que vivem nele. Mas eu gosto de ler sobre essas criaturas (quando está marcado como ficção de forma bem grande em algum lugar), é legal poder - de certa forma - controlar o quão perturbadores podem ser. Também conta que é difícil autores saciarem a nossa curiosidade de forma verdadeiramente original, sem se apegar ao que conhecemos e, mesmo assim, manter a credibilidade. Falar sobre isso é bem complexo, e se destacar no meio de forma positiva é ainda mais difícil. Para minha felicidade (e medo), Rick Yancey cumpriu o que prometeu. Agora estou perdendo o sono em pensar que a humanidade será dizimada por criaturas desconhecidas.

Mais importante que conhecer os personagens, é se familiarizar com o cenário. A Terra que a gente conhece não existe mais. De pouco em pouco, os alienígenas pousaram e as pessoas começaram a morrer pelas mais variadas razões. Chegou ao ponto que Cassie, a nossa protagonista, acha que é a última humana sobrevivente. O que a impede de se entregar foi a promessa que fez pro irmão mais novo, Sammy, que o encontraria, depois do mesmo ser levado para um acampamento do governo. Sobreviver é cada vez mais complicado, mais perigoso e sem sentido. Principalmente quando você está sozinha no mundo. Principalmente quando é melhor estar sozinha no mundo do que confiar em estranhos.

Tiro o chapéu (ou a tiara, já que não uso chapéu) para Rick. Ele caracterizou muito bem o cenário, explicou o princípio de tudo, o nível de tensão do lugar, e ainda assim deixou um clima de mistério no ar. E de dor. A quinta onda tem cenas fortíssimas e tristes. O ponto de visão varia entre Cassie e Zumbi, outro sobrevivente no tal acampamento do governo, e o que ambos passaram durante as primeiras ondas (os estágios do "apocalipse") não é pouco. Como dizem, desgraça pouca é bobagem. O autor leva isso muito a sério.

Existe um romance em uma dose bem relevante. Está longe de ser o principal, não é o que move o leitor e muito menos a história, porém é bastante importante no contexto geral. De qualquer modo, eu não comprei. Cassie se mostra muito forte, muito independente, e então se envolveu rápido demais. O romance em si evoluiu rápido demais. Óbvio que estar vivendo um apocalipse alienígena deixa as emoções a flor da pele, mas ainda assim. Não senti química entre o casal, nada forte e correspondido, ao menos. Se o autor resolvesse fazer um triângulo amoroso, eu provavelmente torceria para o terceiro intrometido. Mesmo assim, não é algo que valha a pena tirar uma estrela. Na atual situação das coisas, romances é o que menos me preocupa.

A 5ª onda é maravilhoso e merecedor de todas as críticas positivas que vem recebendo desde o lançamento. É original, surpreendente, perturbador (no modo deliciosamente agoniante que toda distopia deveria ser), bem escrito, com personagens fortes e de personalidade... E mais uma série de elogios. Vale ler só pelas explicações do autor ao seu cenário maravilhosamente construído. Fãs de distopia, não tem como não amar! Agora só preciso lidar com o aumento do meu medo de alienígenas. 
Beijinhos ♥