30 de abr de 2013

O diabo veste Prada por Lauren Weisberger


Lauren Weisberger trabalhou como assistente da todo-poderosa-amada-e-odiada editora da revista Vogue, Anna Wintour. Assim, qualquer semelhança de O DIABO VESTE PRADA com a realidade não é mera coincidência. Neste irresistí­vel romance, o leitor irá conhecer Andrea Sachs, uma jovem recém-formada que conquista um emprego que deveria deixar roxas de inveja milhares de garotas: o de assistente de Miranda Priestly, reverenciada editora da revista Runway Magazine, a mais bem-sucedida revista de moda do momento. Logo ela percebe, porém, que o emprego pelo qual um milhão de meninas dariam a vida para ter pode simplesmente acabar com a dela. De uma hora para outra, a jovem jornalista se vê num escritório onde as palavras Prada, Armani e Versace são lei e começa a conviver de perto com o fascinante mundo da moda. Fascinante, mas nem tão glamouroso assim. Ela logo percebe que, em lugar de escrever reportagens e editoriais de moda, seu trabalho na Runway será o de atender aos caprichos da chefe: Andrea precisa buscar as roupas de Miranda na lavanderia, ir à caça de baby-sitters para seus filhos, localizar do escritório em Nova York o paradeiro do motorista que deixou Miranda tomando chuva numa esquina de Paris e providenciar rapidamente a solução para pedidos os mais mirabolantes. Miranda é a personificação do pesadelo para Andrea.

Autora: Lauren Weisberger
Editora: Record
ISBN: 9788501068039
Páginas: 408
Nota: 

Nós, leitores insaciáveis e com vários títulos lidos, vivemos batendo na tecla que um filme nunca NUNCA ~~NUNCA~~ vai superar sua versão escrita, desde que essa seja a original. É uma frase pronta: "Sim, vi esse filme. O livro é melhor.". Por essa razão que é sempre tão estranho encontrar (e admitir) uma falha para essa teoria. São raríssimas (com liberdade de repetir quantos "ssi" você achar necessários) essas exceções, mas elas existem. O diabo veste Prada, premiado, conceituado, famoso e épico, é uma delas. 

Em teoria, a história é a mesma: Andrea é uma jornalista recém formada que se torna segunda assistente de Miranda, a editora chefe da maior revista de moda do mundo, a Runway. A protagonista não tem nenhum senso de moda e ninguém entende porque ela foi contratada (a cena que Miranda explica é coisa do filme), sendo que existe um abismo entre ela e todos seus colegas de trabalho. O emprego dá um giro na vida de Andrea, e logo ela precisa mudar para Nova York e dividir um apartamento com várias desconhecidas, desmarcar compromissos com o namorado Alex, e ignorar todos a sua volta.

Andrea é uma péssima protagonista. Uma das coisas mais irritantes da literatura (e, convenhamos, da realidade também) é mania de se fazer de vítima, coisa que Andrea domina. Pobre garota sem estilo, com uma chefe megera e poucas horas de sono... O caso é: a própria personagem se colocou nesse mundo, nessa situação. Ninguém a obrigou a dar entrevista na Runway e se sujeitar às ordens de Miranda por um ano. ELA foi, é parte do futuro que ELA quer. Então, pfvr, nos poupe dos seus pensamentos de "sou-coitada-vou-fumar-um-cigarro". Não teve uma vez em que ela cumpriu as ordens como deveria e não reclamou por parágrafos. Não que Miranda tenha me agradado como personagem também. Ela raramente aparece no escritório, e nunca fica impressionada com a assistente (que é uma das coisas mais legais do filme, já que você se cativa por Anne Hathaway e fica na torcida). A única pessoa que relativamente me agradou foi Emily, que tem indícios de senso de humor e não é tão bitch quanto eu esperava.

Por mais incrível que pareça, o problema de O diabo veste Prada é que falta glamour. Sim, tem semana de moda de Paris. Sim, tem o número do celular do Karl Lagerfeld. Ainda assim, não é algo sedutor, e imagino que isso se deva a falta de carisma dos personagens (ou a falta de cena de makeover). Além disso, a escrita de Lauren não segue uma ordem cronológica, a autora usa daquela velha artimanha "Eu não sabia que seria assim quando..." que, particularmente, não curto. Os capítulos são longos, a leitura foi arrastada. Não rolou. Eu já tive uma experiência positiva com a autora (Uma noite no Chateau Marmont - RESENHA), mas logo a que eu estava esperando, foi decepcionante.
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

29 de abr de 2013

Cinco filmes água com açúcar da ABC Family!

Sou muito fã de filmes com cara de sessão da tarde, podem me julgar. A ideia de me dedicar duas horas na frente da televisão para ver algo deprimente ou com muita lição de moral não mexe comigo, e a grande maioria das minhas tentativas do gênero resultaram em cochilos quando a trama deveria estar mais interessante (pelo menos é o que suponho, já que né...). Portanto, por meio desta, eu confesso: sou rata de imdb, stalker da ABC Family. A emissora americana lança vários filmes próprios por ano, e são todos bem do jeito despretensioso que eu amo - e o mundo inteiro também, admitam. 
Acho que não existe uma garota no mundo que nunca tenha desejado ser cheerleader ao menos uma vez na vida. Parece ser tão, tão legal! E se precisamos apontar um culpado, esse será a série de filmes Apimentadas. No total são cinco filmes, todos com personagens diferentes, mas focando nas mesmas pirâmides e saltos. O meu favorito? Entrar pra ganhar, o quarto filme estrelado por Ash Benson (a Hanna, de PLL) e Cassie Scerbo, que foca em duas equipes de líderes de torcida rivais num campeonato. Além de a história já ser legal por si, a trilha sonora tem duas músicas da Ashley Tisdale (que também aparece nos créditos). 
Já falei por vezes que adoro o trabalho da Lindsay Lohan, e adoraria que ela largasse as dorgas todos esses escândalos e se dedicasse em fazer comédias românticas em tempo integral! Em Meu trabalho é um parto, ela é Thea, uma secretária que inventa uma gravidez para evitar a demissão, já que viu no Law & Order que isso é descriminação. A fofa da Bridgit Mendler também está no elenco!
SDDS, Hilary Duff! Eu devo ter dormido na parte que a atriz trocou a Disney por comédias românticas mais adultas, porque gentchi!, como o tempo passa rápido! Beauty and the briefcase é um filme de 2010 que conta a história de Lane, uma repórter da Cosmopolitan que entra disfarçada para o mundo dos negócios, numa tentativa de encontrar o amor da sua vida usando terno e gravata (literalmente). Legítima comédia romântica que você descobre o final só vendo a capa (o que é um tremendo spoiller, já que não daria pra supor aquele final pelo início do enredo). Sem falar que tem Matt Dallas e seus belos olhos claros... Ai ai ♥
E em toda a glória da futilidade de um filme da ABC Family, Teen spirit é sobre high school, baile de formatura, eleição para Prom Queen e nerds vs. populares! Pfvr, é tão clichê e tão ♥! A protagonista é Amber, a típica mean girl que, ao pegar a coroa de rainha do baile, morre eletrocutada. Sua missão pra decidir o seu destino (no caso: paraíso ou inferno) é fazer a garota menos popular da escola, Lisa, se tornar a nova rainha em uma semana. O filme me conquistou me conquistou muito rápido (e nem tem a ver com Lindsey Shaw contracenando de novo com Chris Zylka), tem cena de makeover incrível e uma trilha sonora maravilhosa! Ah, e por motivos óbvios, Chris Zylka também é uma ótima razão para assistir!
Mas como nem tudo são flores (viram? Não sou tão fútil assim!), uma história mais pesada disfarçada de drama bobo adolescente. Cyberbulling é um filme estrelado por Emily Osment (de Hannah Montana!), e como o próprio nome já diz, fala sobre bullying virtual. O enredo é muito bem feito e verdadeiramente tocante, eu chorei até desidratar. Taylor é uma garota comum, no meio da pirâmide social e com altas chances de arranjar um namorado popular, mas que começa a ser atacada na internet assim que cria um perfil numa rede social nova, meio exclusiva e um tanto invasiva. O caráter social do filme é bem óbvio, o roteiro nem tenta disfarçar seu grande cartaz de alerta. Repito: é pra chorar!
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

28 de abr de 2013

Essa semana #66 (O retorno!)

E depois de uma longa pausa, olha quem voltou! Recebi vários pedidos para voltar com a tag semanal, e cá estamos! Essa semana é um meme semanal hospedado pelo Lost in Chick Lit, onde compartilhamos pequenas informações sobre a nossa semana literária. Tendo como principal objetivo encorajar a interação entre os blogs literários brasileiros, fazer amizades e conhecer um pouquinho mais sobre outras pessoas apaixonada por literatura.

Vem comigo na minha semana literária... 

♥ Leitura do momento:
Nevermore - Kelly Creagh

♥ Li essa semana:
O Teorema Katherine - John Green
O diabo veste Prada - Lauren Weisberger
Como treinar o seu viking - Cressida Cowell

♥ Resenhei essa semana:

♥ Super Posts:

♥ Ultima Compra: 
Divergente, A seleção e Tempest ♥

♥ Desejo Comprar Urgentemente:
Sem mais compras! Por isso a gente terminou 

♥Conversa imaginária com personagem fictício:
"Andrea, kirida, você já passou quase um ano, ganhou promoção, perdeu a dignidade, mostrou que é ambiciosa - acho que agora chega de se fazer de vítima, né?"

♥Eu falaria para o autor:  
"Lauren, você esqueceu de mencionar Anna Wintour nos agradecimentos do livro. Achei desrespeitoso!"

♥ Estado de Espirito Literário:
Empolgada!

♥Literary Crush: 
Colin! ♥ (em tempos variados, claro)

♥ Feito da Semana: 
A TAG VOLTOU! E completei 50 livros lidos esse ano (o que não é bem um feito comparado ao ano passado, quando eu realmente tinha outros compromissos)

♥Queria ver no Brasil:
MAIS LIVROS DO JOHN GREEN!

♥ Im in mood for... (gênero literário do momento):
YA

♥Hey Mr, Postman (ultima coisinha que lechegou do correio):
O duque e eu, As regras de sedução, Desejo à meia noite e A espada na pedra.

♥Super Quote:
- [...] Por acaso, você sabia que aquela história toda de oito copos de água por dia é uma bobagem sem tamanho e que não tem nenhuma base científica? Tantas coisas assim! Todo mundo acredita porque as pessoas são basicamente preguiçosas e incuriosas, o que, por acaso, é uma daquelas palavras que soam como se não existissem, mas existem!
O teorema Katherine - John Green - Página 92 
♥ Vi e viciei (booktrailers, trailers, videos whatever):
TROUBLE TROUBLE TROUBLE - Daily Grace! Eu virei fã do canal do youtube, que é super famoso lá na gringa. A Grace é mega divertida e, nesse vídeo, ela descobre a mensagem subliminar de I know you were trouble, da Taylor Swift. #mortaftenterrada
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

27 de abr de 2013

O teorema Katherine por John Green (+ Sorteio)

Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.

Autor: John Green
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580573152
Páginas: 299
Nota: 

Não sei se isso acontece só comigo, mas tenho uma extrema facilidade em me declarar fã de alguém. Autores, principalmente. Eu não preciso de um grande histórico, vários e vários títulos lidos e conhecer cada linha do wikipedia dessa pessoa para dizer que amo seu trabalho. John Green, por exemplo. A culpa é das estrelas me tocou profundamente (*respira fundo*), e mesmo tendo me feito chorar rios, foi sem dúvida uma das melhores leituras da minha vida. E mesmo um livro que foge tanto da minha realidade, me marcou assim, o que dirá de um romance divertido e cheio de matemática (adoro matemática, me julguem)? Per favore, né ♥ 
- Colin.
- Oi, Katherine?
- Estou terminando com você.
O protagonista é Colin, um prodígio que acabou recentemente o ensino médio e quer tudo, menos comemorar. Sua namorada, Katherine, o largou. Isso cada vez consolida mais seu lugar no mundo como um Terminado, sempre abandonado pelas namoradas, sempre chamadas Katherine. É uma cena que não cansa de se repetir. Numa tentativa de se reanimar, Colin e Hassan, seu melhor amigo, tiram o verão antes da faculdade para viajar sem rumo, até resolverem ficar numa cidade caipira do Tennessee, onde o momento que Colin esperou toda sua vida finalmente acontece: Eureca, uma ideia brilhante, uma expressão que só gênios exclamam. Colin vai pegar toda sua experiência como terminado por Katherines e criar um teorema que prevê todo o status do relacionamento: do tempo de duração, à quem vai dizer a frase final. Colin vai criar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, e por isso será lembrado como gênio por gerações!

Eu adorei Colin desde a primeira linha. O personagem tem um lado melancólico lindamente disfarçado de inteligência, perspicácia e humor (o grande talento do autor, não?). Ele é adorável, divertido, e só um pouquinho egocêntrico. Mesmo assim, mesmo tendo essa penca de elogios, entendo todas as Katherines que terminaram com ele, eu faria o mesmo se fosse uma delas. Colin é carente até o último fio de cabelo - e essa é uma das características mais relevantes para trama! Os personagens secundários também são ótimos: Hassan tem um senso de humor incrível e uma capacidade de fazer piadas muito semelhante com a minha (então, obviamente, ele é hilário), e Lindsey, a anfitriã dos dois no Tennessee, tem as melhores metáforas da literatura - adotei todas pra vida!
- Eu e você vamos ler um livro e achar, tipo, três coisas interessantes das quais nos lembraremos. Mas Colin acha tudo intrigante. Ele lê um livro sobre os presidentes e se lembra de mais coisas que estão ali porque tudo é percebido pela mente dele como fugging interessante. Falando sério, eu já o vi fazer isso com a lista telefônica. Ele fica, tipo: "Há 24 pessoas com o sobrenome Tischler. Não é fascinante?
Acima de tudo, O Teorema Katherine é um romance inteligente. Cada página acrescenta ao menos uma informação nova pra sua vida, algumas úteis, outras nem tanto. As notas de rodapé são muito presentes presentes, e várias delas me fizeram correr pro Google (e vou ficar sem dormir por causa do caso Dália Negra. Obrigada, John). O livro é bem escrito ao ponto de que você não perceber todo o lado cultural que envolve cada capítulo. Sem falar que até quem não gosta de matemática, pode se encantar com todos aqueles gráficos e aquela linda equação cheia de letras fracionadas e elevadas em altas potencias. É muito, muito legal.

É um pouco irônico que O teorema Katherine só tenha caído nas minhas mãos depois que eu terminei o ensino médio e passei no vestibular. Eu aprendi fatos incríveis com esse livro (dá até pra decorar os 99 primeiros números de Pi!), e adorei cada página. Os personagens são ótimos, a história é excelente, a narrativa mais ainda. Eu amei, amei, amei O teorema Katherine e sinto que o mundo todo precisa ler. Eu não só recomendo, como vou ajudar uma boa alma a ganhar um exemplar!

Sorteio!

Eu sei, sou muito legal, né? Lembrem-se de ficar atentos às regras, e preencher corretamente o formulário do rafflecopter. O sorteio vai até dia 27/05, com resultado em até 72 horas. Importante: os comentários obrigatórios só são válidos se referentes à resenha! Boa sorte ♥ 
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

26 de abr de 2013

Cinco motivos para acreditar que The Originals vai sambar em The Vampire Diaries!

Não conheço ninguém que não shorou de emoção quando o spin off de The Vampire Diaries, The Originals, foi anunciado. A série principal está no ar há quatro anos, teve renovação precoce, e quase não tem mais plots para explorar (tanto que essa temporada só teve um arco forte: a cura). Os vampiros originais, que deram o ar da graça na terceira temporada (pra mim, já que não assisti a metade final da segunda) , representam o que há de melhor na essência do seriado, então a notícia de 40 minutos semanais só deles é muito, muito amor. O piloto foi ao ar ontem, como S04E20 de TVD, e tem tudo para conquistar você e jogar Mystic Falls para fora da programação da CW. Só sei que eu vou trocá-las!
Digo, repito, bato na tecla 283 vezes: os melhores personagens de The Vampire Diaries são os originais. Em The Origianals, eles vão voltar para New Orleans, a cidade que fundaram séculos atrás, onde vampiros vivem livremente entre humanos, que sabem da existência do sobrenatural. Imagine só os plots que surgem só pela liberdade do cenário! Vejo Klaus matando todos que tentarem cruzar o seu caminho na jornada para dominar o lugar (que está sendo controlada pelo seu sinistro ex-pupilo, Marcel), Elijah bancando o irmão mais velho politizado e intermediador, e Rebekah pisando nas invejosa com sua imortalidade e ryqueza. PFVR ♥
Não, um dos motivos para acreditar na superioridade de The Originals não é que Klaus é um personagem lindamente sincero e sempre diz as melhores frases (embora, no fundo, também seja). Na verdade, quero que você imagine junto comigo a voz incrível do personagem dizendo pathetic, really, hand her heart e hint of affection. Que família para ter um sotaque mais lindo, esses Mikaelson, não? Cabô tempos de esperar algum deles entrar em cena pra ouvir uma voz maravilhosa.
Eu adorei os novos personagens, do fundo da alma! Diferente de The Vampire Diaries, todo mundo esboça reações e arrasa na atitude. Sophie, a bruxa da vez, não tem nada de Bonnie, ela é quase vilã! Mas falando em vilão, essa série está bem. Começa que os originais não são nenhuns santos, e logo aparece Marcel, que aprendeu muito bem a maldade Klaus e é uma versão mais mortal e sem sotaque do protagonista. E também não dá pra esquecer a garçonete humana de língua afiada, Camille, quem já estou shipando enlouquecidamente com Klaus. 
Tirando nas séries da Disney/Nick, nunca vi um crossing over de verdade (pra quem não sabe, crossing over são quando duas ou mais séries se misturam). Se a CW pretende fazer uso da artimanha de enredo, essa é a chance perfeita! O único dó que tenho com a existência do spin off é que Klaroline será um ship que ficou só no papel (e nas montagens do fandom), e se Julie Plec unir TVD e TO por alguns episódios, o casal tem muitas chances de acontecer (tanto que existe uma pequena ponta para isso no piloto). Já estou torcendo para que Caroline faça logo as malas e troque Mystic Falls por New Orleans!
O caso é: The Vampire Diaries já deu o que tinha que dar, extrapolou seu limite e se bom senso de roteirista existisse, essa hora já estaria cancelada. O triângulo amoroso perdeu o encanto, os personagens são pessoas completamente diferentes de quando a série começou (e isso não é um elogio), Elena é a protagonista mais chata e perdida de todos os tempos, e Damon não tem como carregar a série nas costas sozinho. Principalmente agora que os personagens vão sair do ensino médio (coisa que, cá entre nós, está atrasada há dois anos) e ninguém preencheu formulário para universidade. Futuro pra quê quando se tem amigos vampiros ricos, né?

The Originals provavelmente estreará só em setembro, na fall season. Quem mais estou contando as horas?
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

25 de abr de 2013

O DJ - Choque eletrônico por Toni Brandão

Alice vai para uma balada e lá as coisas mais incríveis acontecem. Como é que personagens desaparecem? E por que antes de sumirem estes personagens, poucos minutos depois de estarem ali, afirmam que nunca haviam conhecido a garota antes? De repente um grande segredo é revelado (ou um pouco revelado): será que a aventura pode continuar num novo romance?

Autor: Toni Brandão
Editora: Planeta Jovem
ISBN: 9788542201079
Páginas: 208
Nota: 
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Eu estou longe de ser uma pessoa baladeira. Tipo assim: um abismo de distância mesmo. Não vou explicar o que não me atrai nesse cenário (a não ser que você tenha horas pra se dedicar em me escutar). Mesmo assim, ainda considero que seja uma boa atmosfera para livros jovem adulto. Talvez seja meu forte lado Shadowhunter dizendo que os plots mais incríveis podem começar aí, e acredito de verdade que, se o autor souber conduzir, a luz negra e uma batida eletrônica podem ser um belo ponto de partida. Mesmo não tendo lindos garotos tatuados matando um demônio de cabelo azul...

O problema aqui é que não sei o que falar que não seja spoiller. O DJ - Choque eletrônico é um livro pra lá de confuso. A protagonista é Alice, que após um acidente de carro (do qual sai viva, arrumada, com maquiagem nada borrada e postura de Charlie's Angel enquanto o carro explode as suas costas), vai direto para uma boate. Lá ela começa a ser assediada por praticamente todos os garotos do lugar, no maior estilo BRIC (um brasileiro, um russo, um indiano e um chinês). 

O desenvolvimento do livro é Alice fugindo de um até o outro, perdida e sem saber o que está acontecendo. Mina, uma garota que conhece lá mesmo e se torna sua melhor amiga, é outra que não colabora para o leitor entender o que está acontecendo. Quase todos os personagens largavam uma frase de efeito para a confusa Alice, que, querendo ou não, aumentava demais o efeito dramático e misterioso do livro. A trama não faz sentido, mas prende.

Li o livro em uma tarde, mas de certeza, o autor levou bem mais tempo para escrever. Aí está. Eu terminei a história com o começo ainda muito vivo na lembrança. Talvez para Toni Brandão, que deve ter levado meses para terminar, alguns detalhes apresentados nos primórdios da narrativa tenham passado despercebidos. Começo, meio e fim não fazem sentidos se colocados lado a lado. Talvez seja um detalhe de lógica que peque na protagonista. Talvez ela tenha memória seletiva e extremamente curta. Contudo, Alice não me convenceu. O que levou a terceira estrela do livro foi a explicação final, que apagando todas as pistas anteriores, é algo interessante.

É confuso? É. Faz sentido? Na maior parte do tempo, não. Vale a pena? Talvez. Não vou negar que O DJ - Choque eletrônico tenha potencial, mas o problema é que isso tudo só foi apresentado no final e dê certo só se você fizer a Alice e escolher o que lembrar. Mina, os garotos BRIC, o cenário, tudo fica irrelevante quando você passa a entender o que realmente está acontecendo ali. Existe uma abertura monstro pra uma suposta continuação, mas não acredito que ela vá existir. Esse livro tem cara de único. O suspense no final tem cara de que o objetivo seja assombrar o leitor pro resto da vida. Lamento, mas não perdi o sono.
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

24 de abr de 2013

Overdose de barroco!

Barroco entrar na moda em 2013 e ser uma das prints mais it da estação é plena questão matemática. Se considerar as temporadas anteriores, várias tendências que estamparam a capa da Vogue mandam lembranças ao que é hype hoje. Repare: arabesco, cores, feeling étnico, vintage Versace, boho chic, a referência indiana... Parece que tudo foi reunido, misturado (#Latinofeelings #mimdeixa), e se tornou o queridinho por simples ordem cronológica. Beijos pra quem acha que não se pode calcular qual será a próxima tendência. 
Se o hippie dos anos 70 e o pop dos anos 80 já tinham um ar antiguinho no guarda roupa, barroco extrapola e volta 500 anos. Para quem dormiu nas aulas de literatura/história, esse foi um movimento artístico italiano que se estendeu do século 16 ao 18 e se espalhou pelo mundo. Na moda, o estilo é caracterizado pela ryqueza nos detalhes e trabalhados, e mandam uma lembrança ao figurino da época. Algumas coleções atrás, Dolce & Gabanna, Lanvin, Balmain fizeram suas versões para passarela. Agora é a vez da ideia invadir o Brasil e chegar até você.
No básico, são roupas de silhueta mais solta, com cores vivas, ornamentaos, renda, brocados de seda... O que popularizou mesmo foi a versão Dolce & Gabanna, com preto e dourado, que invadiu red carpets e inspired de fast fashion, mas as cores fortes tem sua vez - normalmente combinados com detalhes em preto e branco. A ideia do barroco é que exista um exagero de informações sem grandiosidade de tamanho - pouco espaço muito bem trabalhado vale mais que um maxi vestido com um pouco de bordados aqui e acolá.
Veludo largou a label de brega e last season na temporada passada (sacou meu trocadilho genial? Estou ótima essa semana, plmdds!) e se associou ao barroco - principalmente considerando o ar mais invernal do estilo (e das garotas que abusaram da estampa no lookbook). Sem falar de que contrastar a peça de veludo com um tecido mais leve faz um ótimo HighLow, que é uma daquelas trends CCC (clássica, coringa, clichê). Além de vestidos, a maioria das peças são partes de baixo como saias, leggings e shorts, o que dá total abertura pra se jogar na blusa podrinha, no maxitricot basicão e camisa jeans, que 9 a cada 10 pessoas amam (a outra 1 é chata). 
Comecei achando que era estampa de azulejo, mas alguns tapetes vermelhos, vestidos ryquissimos e looks divinos no lookbook depois, estou amor. Assim como a estampa étnica, essa me conquistou ligeiro e já quero peças assim no meu guarda roupa. Por mais que fique lindo na noite, em looks mais casuais cai muito bem e dá o toque mais arrumadinho e phynesse pra qualquer peça jeans. Dá quanto tempo para elas aparecerem em tricots? *Essa sou eu de primeira na fila pra fazer estoque*
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

23 de abr de 2013

Cinquenta vergonhas de cinza por Fanny Merkin

Empurro a porta aberta e tropeço na barra das minhas calças de ginástica largas num movimento rápido e desajeitado. Enquanto tombo na direção do chão, meu corpo, por reflexo, aciona o modo ginasta. Largo a mochila e o notebook, estendo meus braços e viro uma estrela. Com o impulso conseguido com o tropeção, completo três estrelas antes de aterrissar em pé… em cima da mesa do Sr. Grey! Fico tão envergonhada com minha falta de jeito que fecho os olhos. Espera aí. Alguém está… aplaudindo? Abro meus olhos e encaro o Sr. Grey e MINHA NOSSASSINHORA DOS VAMPIROS BRILHANTES, COMO ELE É GOSTOSO! 

Autora: Fanny Merkin
Editora: Novo Século
ISBN: 9788576798729
Páginas: 256
Nota: 
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Estou feliz em dizer que consegui escapar de falar sobre a onda dos livros eróticos por quase um ano. Para quem ainda não sabe: eu não gosto. Cinquenta tons de cinza está na minha pequena lista de abandonados, em que meio livro já foi tão desgastante que ler o restante parecia missão impossível. Foi nesse momento que minha sede por resenhas negativas e sátiras da TekPix literária (pfvr, não aguentei #premiopiadaruimdoano #sesuperoujoana #fogeprasmontanhasjoana #fingequenãoleu) foi ao ápice e desde então vivo na busca de pessoas que compreendam meus sentimentos sobre a trilogia que o mundo todo parece amar. Enfim.

Cinquenta vergonhas de cinza é a paródia linda que eu precisava na minha estante. O esquema é basicamente o mesmo: Anna é uma estudante de 21 anos, super ingênua, desastrada e cheia de princípios, que vai substituir a colega de apartamento bêbada, Kathleen, numa entrevista com o empresário Earl Grey: multibilionário, extremamente lindo e maravilhoso, que vive atormentado com suas cinquenta vergonhas, seus guilty pleasures (na forma mais literal possível da expressão). Logo nasce uma conexão profunda entre os dois, e Anna é convidada para participar das aventuras BDSM super secretas - e vergonhosas - de Grey.
- Não, Anna, não é nada parecido com Zumba. BDSM é um rpg ao vivo: Bardos, Dragões, Sortilégios e Magia. Eu jogo com mulheres na minha masmorra e as coisas podem ficar... um pouco quentes.
- Não tem ar-condicionado na sua masmorra?
A versão original (não apenas 50 Tons, mas Crepúsculo também) é repleta de falhas, de coisas sem noção, de personagens com defeitos absurdos mascarados de fragilidade e amor. Em Cinquenta vergonhas de cinza, esse lado é amplamente explorado. Começando por Anna, no topo de toda sua inocência, sua completa alienação ao mundo (já que praticamente terminou a faculdade sem ter um computador), a facilidade que é impressionada pela fortuna de Grey, como adora receber os presentinhos baratchenhos de seu "Senhor" e não ter a moral abalada. Acima de tudo, como fluem os pensamentos de Anna, sua quase perfeição ironizada nas próprias palavras. Earl Grey, por sua vez, é uma peça rara: empresário, piloto, stalker que roba wifi dos vizinhos, fã de Gossip Girl, team Jacob, que não desiste até conseguir o que quer... Realmente encantador, não?
- Espere um momento - ele fala, puxando um BlackBerry do bolso da calça e digitando algo nele. O aparelho vibra e ele digita novamente antes de guardá-lo. - Acho que você pode tirar o resto da tarde livre.
- Tem muita coisa para fazer aos sábados. Não posso mesmo... Meu chefe me mataria - eu falo.
- Sou seu chefe agora, Srta. Steal.
- Como assim?
E vem um sorriso de novo, aquele com todos os dentes.
- Acabei de comprar o Wal-Mart - ele diz.
A comédia é ótima. A autora forçou a barra em todos os sentidos possíveis, e praticamente todo parágrafo tem uma boa piada. Situações que pareciam bizarras no original, aqui extrapolam o senso do ridículo (e não é uma crítica, pois esse é o objetivo do livro). Quando Anastasia escova os dentes com a escova de Christian, por exemplo. Dessa vez, ela faz isso, se engasga e quase morre (duas vezes). A deusa interior agora é uma piriguete interior. Aquela mania insuportável de narrar em todo parágrafo como os olhos do sr. Grey são cinzas, é repetida (só que, graças a Deus, moderadamente) com os dedos longos do personagem.

Como o livro é menor e volume único, muita coisa é cortada (como as cenas de sexo capítulo sim, capítulo também), e personagens secundários quase não existem (poucas aparições apenas para Kathleen e Jin, melhor amigo de Anna). Para uma sátira, essa foi a fórmula perfeita e muito bem medida. Cinquenta vergonhas de cinza é hilário, exagerado, ótimos péssimos personagens e tudo que eu imaginava. A leitura é rápida, divertida, despretensiosa, e você deve evitar ler em público - por causa das gargalhadas, ok?! Recomendo.
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

22 de abr de 2013

Lição de Estilo: Selena Gomez

Quando comecei  a fazer o Lição de Estilo, mais de um ano atrás, Selena Gomez estava recém saindo da fase Disney e raramente bancava a it girl pelas ruas californianas. Mas o tempo passou, não? Hoje Selena é referência de moda, trocou Seventeen para ELLE, e sua marca de roupas, Dream out loud, é sucesso de venda na gringa (chegou a vir para o Brasil no ano passado? Não vi surtos alheios!). E mesmo super ryca e cheia de holofotes, ela ainda usa roupas que a gente tem no guarda roupa, mas com alguns toques cool que a gente pode roubar. 
Couro é um daqueles tecidos super descolados e lyndos da vida que dá pra fazer overdose e sair na rua só com ele sem parecer exagerado. O coringa é fazer isso usando vestido, mas duas peças não é para ser tabu. Selena fez o look basicão, com blusa, calça e scarpin pretos, e jaqueta branca pra quebrar o dark. Achei phyna.
Estampa militar está de volta para o inverno mais forte do que nunca! Eu não tenho opinião formada pela print, mas gostei bastante do look em si, já que o cachecol branco, calça skinny e salto alto quebraram essa cara selvagem. 
E pra quem não gosta da trend militar literal, existem as referências mais sutis, como a lavagem acinzentada do colete jeans, que lembra camuflagem. O shorts tem uma micro animal print em preto e branco, que combinou com os tons da roupa e contrastou com a estampa da camiseta, do lenço (o toque de cor) e a textura do colete. 
Anote a quantidade de tendencinhas no look de Selena: total white, conjuntinho, cropped shirt, paletó branco... Se for ver, cada uma dessas características acaba puxando a outra, e por si, o look não ficou óbvio. Agora repare o quanto um scarpin nude no tom certo pra cada pessoa acaba realmente alongando a silhueta!
A vibe Come & get it dominou total Selena, e estou até surpresa que ela ainda não fez a Maya feat. Miley Cyrus e apareceu de binde no dia a dia. As aparições públicas agora sempre tem uma vibe étnica, seja na cara ou não. Aí, a referência está na estampa da blusa, nos trabalhados na manga e no destaque para o amarelo. O peplum marinho e calça de couro texturizado fizeram a parte formal, séria e descolada at the same time, ficou ryca.
Mais peplum, só que dessa vez, numa versão très chic durante o dia. A blusa preta vai com qualquer coisa, e deixou espaço para a calça estampada chamar total atenção - quem disse que precisa de cores para fazer a perua? Pfvr, né.
Eike vestido lindo! Adorei o floral vivo sobre o branco, a fluidez do tecido, o comprimento midi equilibrado com a espadrille nude... Quero usar (mas enquanto isso, estou apenas morta de frio)!
QUERO SAIR ASSIM AGORA! Amey todas as peças e acessórios do look: a malha mescla, a saia plissada texturizada, o coturno com spike, o colar longo com crucifixo... Vamos aproveitar que ainda não é 100% frio e dá pra equilibrar essas peças sem congelar as pernas (se usar meia calça, claro).
Outro look que quero sair usando agora! O tricot é enorme, largão e chega a esconder o shorts (só eu preciso de um maxi tricot pra viver?). Bota com meia 3/4 é daqueles amores fashion da vida, super college e lindinho, que ajuda a combater o frio nas pernas (sim, sou constantemente assombrada por esse mal).
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa