31 de jan de 2012

Inside Girl por J. Minter

Inside Girl - Inside Girl #1

Flan Flood podia reclamar de muitas coisas, menos de nunca ter ido às festas mais legais, vestido as roupas mais exclusivas, frequentado os colégios mais caros e conhecido os mais belos garotos. Mas agora ela se cansou de tudo isso e resolveu das uma guinada em sua vida - ela vai se matricular em uma escola pública e começar a levar uma vida de garota comum. 

Autor: J. Minter
Editora: iD
ISBN: 9788516067441
Páginas: 246
Nota: 

Eu adoro romances não sobrenaturais, mas vamos e convenhamos, não é bem assim para eles merecerem seu lugar na estante. Enquanto livros sobre seres misticos chamam atenção só por usar de certa mitologia, livros reais precisam de um quê a mais, algo que chame atenção. Inside Girl, do autor J. Minter, me ganhou pela capa por ser um oposto do que mais se vê. 

Enquanto algumas garotas sonham com uma vida luxuosa em Nova York, com armários e mais armários de roupas de grife e amigos famosos, Flan tem tudo isso e não quer mais. Do que adianta tudo isso se toda a sua popularidade se deve aos seus irmãos mais velhos que frequentam as melhores festas com as melhores pessoas? Ninguém gosta de Flan por ela mesma. Então ela decide ir para uma escola pública onde ninguém a conhece e começar o ensino médio sem o peso de ser irmã de Patch e Feb Flood.  

O que mais me cativou no livro em um primeiro momento foi a decisão de Flan de trocar o certo pelo inseguro, abandonar o sonho adolescente por uma chance de conhecer o tão temido High School. Eu nunca faria isso - e achei Flan bastante corajosa. Até me tocar que na verdade, a protagonista não é isso. Apenas uma curiosa maluca aventureira.

Flan é uma garota complicada, cheio de diálogos internos e bastante ingenua. O que tem de tão horrível ser irmã dos maiores festeiros de Nova York? Os convites? As roupas exclusivas e os amigos gatos? Qualquer garota pode se acostumar com isso - e gostar. Eu não entendi Flan, não entendi o que ela realmente queria e o por quê da maioria de suas ações. Era como ela pedir para ser uma loser. Todo mundo sabe de que novatas sofrem - e mesmo quando faz amigas, ela ainda faz coisas que não deveria. Ao tentar ser legal com todo mundo, Flan é chata, acaba magoando quem se importa com ela - e estressando o leitor.

A história fica complicada quando Sara-Beth, uma excêntrica estrela de Hollywood, vai morar com Flan. SB é ótima, divertida, porém um tanto dramática. De repente, Philippa, namorada do melhor amigo de Patch, e Liesel, membro da elite nova iorquina, vão morar lá também - cada uma com seu motivo. E Flan as abriga, pode ser legal uma festa do pijama diária com garotas mais velhas (elas tem 17, enquanto a protagonista 14). Só que ao fazer amigas na escola pública, vai ficando complicado equilibrar ambas as vidas - colegial comum de dia e socialite a noite. 

Em compensação, a narrativa de Minter é ótima, tão doce e tão leve - pois normalmente livros assim costumam ser mais pesados (a.k.a. Cecily von Ziegesar), enquanto o autor deixou tudo calminho. Um detalhe interessante: no inicio do livro, tem um mapa de Nova York ♥

Não sei se eu esperava algo como Gossip Girl (aliás, BYE LOUIS), mas Inside Girl me decepcionou por sua ingenuidade. É legal e eu gostei, mas não é algo arrebatador - não tem roupas grifadas o suficiente para me ganhar. Como eu já comprei A coisa mais doce, segundo livro, vou continuar tentando, vai que engrena? Mas acho que a outra série do autor, Insiders, sobre os irmãos de Flan, pode ser bem mais agitado. Big Apple é muito mais interessante quando a elite está a solta. 
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

30 de jan de 2012

Looks: SAG Awards 2012

Quem me segue no twitter (@GirliePoderosa - vai lá!) viu que ontem de noite eu tava comentando por cima os looks do SAG Awards 2012, Screen Actors Guild, que aconteceu em Los Angeles. Mas só aqui para comentar tudo certinho, reparar cada detalhe e dar aquela alfinetada básica... Confere comigo!
Kaley Cuoco: Quem te viu, quem te vê, hein Penny?! A estrela de The Big Bang Theory arrasou e foi a melhor da noite usando um Ramona Keveza verde pastel claríssimo. O corpete mais ajustados, o tecido em leves plissados que se transpassavam deixou ajustado para a saia levemente armada descer com movimento. A textura junto da cor deu uma lembrança às sereias, que foram inspirações de mts estilistas parisienses na última coleção - inclusive Chanel! Chique ela, não?
Jayma Mays: Ms Pillsbury é outra que me surpreendeu ao aparecer toda phynesse de Reem Acra preto. A modelagem não tem novidade, decote fechado e saia longa com pequena cauda. Mas foram os brilhos que fizeram a diferença - é a iluminação ou tem uma influencia galaxy print (que eu comentei aqui, lembra?). Eu usava uma versão mais curta fácil! 
Ashlee Simpson: Uma das maiores provas do mundo que nem todo mundo fica bem na mesma peça. Esse mesmo vestido Jenny Packham foi usado por Vanessa Hudgens no People's Choice Awards desse ano - e ela não segurou o vestido. Já Ashlee fez bonito. O fundo preto destacou os bordados e micro correntes douradas, o tule preto no decote deu um detalhe a mais. Acho chique.
Emily Blunt: Eu sou muito suspeita pra falar de Oscar de la Renta, mas gente, tem como não amar? O verde ficou diferente no tapete vermelho - além de ter combinado muito com o tom de pele dela. Os plissados transpassados tão super em alta, assim como a fenda lateral. Adorei a escolha dos acessórios: a sandália prata e a clutch nude.
Natalie Portman: De Giambattista Valli chocolate, a atriz usou um modelo que destacou a silhueta esguia. O tecido leve e fluido tinha uma faixa fininha ajustando a cintura. Normalmente não gosto desse emaranhado de tecido bem aloka no decote, mas esse eu achei bonito. 
Emma Stone: É difícil de errar com preto, né? Ainda mais se o vestido em questão é Alexander McQueen - peça coringa master! O comprimento pelo joelho e a saia bem rodada deixam clara a influencia lady like. O  busto combina com a clucth e seus detalhes em dourado. Detalhe: EU PRECISO DESSA SANDÁLIA!
Lea Michele: É tão estranho ver Rachel Berry com fendas e peças justas... Mas esse Versace off white puxado para prata é tão lindo... Com os famosos plissados transpassados (to começando a enjoar já...) e saia longa com mini cauda, o vestido é ainda mais ousado com a fenda lateral enoooooorme. PS: Tanto faz se é Casadei ou não, esse scarpin prata de bico fino é RI-DÍ-CU-LO!
Rose Byrne: Eu não sou fã de macacão em tapete vermelho, mas tenho que tirar o chapéu para esse Elie Saab. Bordados com brilhos metalizados, decote longo e calça flare... É tão discoteca! Viva aos anos 80!
Dianna Agron: O vestido Carolina Herrera da atriz é extremamente compatível com seu papel em Glee: sem graça, mas bonitinho #bandida. O vestido rosa fez parte do pequeno time de coloridos no Red Carpet. O tecido é bem leve, alguns babados no decote e no comprimento, mas nada de mais. Como eu disse, é legalzinho - mas podia ser bem melhor... Assim como a Quinn!
Sofia Vergara: Tem Marchesa que eu piro e os que eu gosto. Esse se encaixa no segundo grupo. Rosé, justo, destacando as curvas da atriz, alguns detalhes do tecido no decote... Nada de especial. Apenas um vestido bonito...
E #FAIL da noite: Zoe Saldana
Maior prova que grifão não quer dizer bom gosto. Que Givenchy mais feio, nossa! Primeiro: alguém entendeu? A saia brilhosa que parece mal plastificada com uma barra estranha, um cinto de flores e uma regata branca com uma blusa transparente com detalhes em prata no decote e mangas. Hãn? Segundo: ... Não tem segundo, o vestido é feio mesmo.
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

29 de jan de 2012

Essa Semana #18

Meme semanal hospedado pelo Lost in Chick Lit, onde compartilhamos pequenas informações sobre a nossa semana literária. Tendo como principal objetivo encorajar a interação entre os blogs literários brasileiros, fazer amizades e conhecer um pouquinho mais sobre outras pessoas apaixonada por literatura.

Vem comigo na minha semana literária...


♥ Leitura do momento:
Em Chamas - Suzanne Collins
Roadie - Matt McGinn

♥ Li essa semana:
Nascida à meia-noite - C.C.Hunter
Dançarinas e Impostoras - Lisi Harrison
Inside Girl - J. Minter
Demoníaco - Pandora Fairel
Just Listen - Sarah Dessen

 Resenhei essa semana:

♥ Super Posts:
Cambridge Satchel: Trendy direto da faculdade

 Ultima Compra: 
Pulseiras shamballas *.*

 Desejo Comprar Urgentemente:

Expansões do The Sims 2 (alguém ai tem Vida Noturna/Vida de Universitário e quer me mandar? *-*)

Conversa imaginária com personagem fictício:
"Flan, me consegue alguns autógrafos?"

Eu falaria para o autor:  

"Lisi, CADÊ O PRÓXIMO LIVRO DE ALFAS?"

 Estado de Espirito Literário:
Empolgada!

Literary Crush 
Ok, semana passada foi Patch e St. Clair direto - tenho capacidade de gostar de alguém por uma semana? NOT! (E antes que falem, eu só li a primeira frase de Em Chamas, ainda não deu pra se apaixonar pelo Peeta)
♥ Feito da Semana: 

Nada de grandioso.

♥Queria ver no Brasil:

Box de séries com os preços da Amazon!!!!
♥ Im in mood for... (gênero literário do momento):

Continuações...
Hey Mr, Postman (ultima coisinha que chegou do correio):
Fingindo ter 19 anos - Alison Nöel

Super Quote:

"- Olha - ele disse. - "Eu vou só dizer uma coisa: não pode ser bom, sabe? Guardar algo assim dentro de si. Andando por aí todos os dias com tanta coisa que você quer dizer e sem fazer isso. É algo que pode deixar alguém louco. Certo?
Just Listen - Sarah Dessen - Páginas 120/121
 Vi e viciei (booktrailers, trailers, videos whatever):
Hart of Dixie voltou ainda mais fofinha!
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

Demoníaco por Pandora Fairel

Demoníaco - Asa Negra #1

Diablo Ader é filha de uma relação entre Lilith e Lúcifer, que resolve sair do Inferno para trabalhar na Terra como caçadora de demônios. Conhecida por sempre obter sucesso, os Anjos colocam nas suas mãos uma tarefa que, ao seu ver, era a mesma das outras: matar um demônio. Este, porém, seguia uma linha de terrorismo completamente diferente dos outros: ele estuprava e espancava adolescentes até a morte, porém, não deixava rastro algum. Durante dias ela procura por ele e não obtém sucesso, até certo dia, em que ele deixa um forte rastro. Mas ela nunca imaginou que simplesmente correr atrás dele e matá-lo seria uma tarefa tão complicada... Ainda mais quando um resquício de paixão se coloca entre eles. 

Autora: Pandora Fairel
Editora: Dracaena
ISBN: 9788564469532
Páginas: 240
Nota: 
Comprar

Se tem uma coisa que eu aprendi, é não ter expectativas altas com livros sobre anjos, demônios e seus derivados. Não sei se é um mecanismo de defesa ou algo que aprendi a fazer para gostar mais ainda dos meus livros preferidos (que são, em sua grande maioria, focado nesse mundo). A divisão entre o céu e o inferno é um plano amplo e diversificado, cada autor tem o seu modo de ver a história e a mitologia, criar os seus personagens e fazê-los se domar por esse espaço. É diferente, mesmo que não seja mais um tema inovador. Demoníaco, da autora catarinense Pandora Fairel, está nesse mundo - e vem com uma nova visão. 

Diablo é filha de Lúcifer e Lilith, os grandes demônios do inferno. Depois de se rebelar contra os pais, ela parte do submundo para a Terra, em busca de outros demônios que estão "atrapalhando" a boa convivência por aqui. Logo ela se depara com mais uma missão: tem alguém espalhando pavor entre as adolescentes em Manchester - abusando e matando-as. Diablo precisa enviar a alma dele de volta ao inferno - mesmo que ele seja altamente sedutor.

Eu senti um erro na sinopse oficial, que diz que tem paixão entre Diablo e Alec, a cara-mau. Logo você imagina aquela coisa avassaladora, uma intensidade louca, uma explosão de hormônios... Sim, tem aquela troca de olhares seguido por um meio sorriso e borboletas no estomago. Mas, na verdade, ela gosta mesmo é de Harlan, um humano que ela entra nos sonhos para sugar sua energia. E isso levanta um ponto importante: Diablo tem sentimentos?

Como filha de quem é, Diablo é automaticamente um demônio - mesmo que tenha se rebelado contra seus iguais, e conte com a ajuda de alguns anjos para cumprir suas missões. Além disso, ela ama seus meio-irmãos, e tem alguns sentimentos por Harlan. Até onde eu sei, a turminha do Satã não é capaz de sentir coisas boas, porém Diablo sente. Todavia, ela é uma boa protagonista, forte, corajosa e com princípios bem estabelecidos.

A narrativa de Pandora é a melhor terceira pessoa nacional que já li. Normalmente autor brasileiro que opta por escrever com narrador observador adora usar palavras complicadas e verbos rebuscados com conjugações que ninguém mais usa normalmente. Não, amigos, não falamos como tu falastes (argh, odeio conjugação verbal). A narrativa é bem fácil, já os diálogos são cheios de tiradas irônicas e comentários mais pesados - afinal, não é nenhum livro num campo florido com arco iris e unicórnios.

Eu não considero Demoníaco um livro de série, ele não tem cara de introdutório. Eu fiquei incrédula com o final, foi contra tudo que eu conheço por romance sobrenatural. Mas não é uma critica, pois essa originalidade da autora deixou as coisas mais reais e dignas. Ficaram duas pontas que se interligam para um próximo livro, mas nada muito urgente. Eu fiquei satisfeita com esse final, não tenho certeza que quero encarar mais outro livro pra acabar frustrada.

Eu gostei do livro, mesmo achando algumas coisas ilógicas e estranhas. Demoníaco tem uma capa linda, personagens fortes e bem formados, mas não mexeu comigo - como normalmente livros com demônios mexem (a.k.a. não me apaixonei por Alec/Harlan). Apesar dos apesares, se você gosta de livros com esse tema, encare Demoníaco e sua nova visão.
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

28 de jan de 2012

Saia longa... Transparente?

E olha eu falando de saias novamente... Mas o que posso fazer se o modelo bombástico da temporada não para de aparecer em novas versões? Ao lado das saias plissadas (comentei aqui), midis e longas, uma nova queridinha das fashionistas está bombando ao redor do mundo, unindo duas fortes tendências: comprimento longo e transparência... Será que vai?
Desde que surgiu em algumas passarelas internacionais de peso, como Chanel, Lanvin e Givenchy, as saias longas e transparentes foram ganhando seu espaço, aparecendo em tapetes e vermelhos e estampando editoriais de moda pra lá de conceituais. Algumas it girls com bom senso, como Blake Lively e Rosie Huntington-Whiteley, usaram a saia com forro de mini saia - o ponto alto da tendência e o limite da tênue linha que separa o fashionismo da vulgaridade. Já outras, como Demi Lovato, apostaram na saia transparente deixando a lingerie a mostra. Mas, cá entre nós, esse estilo de Demi nos últimos tempos anda meio duvidoso, então deixa passar. Além disso, elas também fizeram sua passagem nas semanas de moda brasileiras, como o ultimo Fashion Rio, como Andrea Marques e OEstudio.
Como eu falei, para evitar a vulgaridade da peça - porque transparência só é bonita quando bem medida - as saias são como um combo: por baixo uma saia curta e por cima a longa da mesma cor e, de preferencia, texturizada. Listras, rendas e bordados ficam legais. Também dá para apostar, no lugar da saia menor, uma hot pants, como fez Alexis Mabille, em sua última coleção na Semana de Moda de Paris Alta Costura. Se vc tem problema com coxa grossa (oi? eu?), dá pra deixar o forro mais comprido, tem modelos que ele chega até ao comprimento midi.
Essa trendy dá abertura para o High-Low, brincadeira de mix de peças leves com pesadas, que andou meio sumida, porém voltou com força na passarela do SPFW Inverno 2012. Dá para misturar com tricô no inverno e camisas/coletes jeans agora no verão - porque, sim, essa é uma tendência para agora. Já nos pés, é bem livre, mas fica melhor com scarpin e sapatilha - feminino e singelo. Embora eu já tenha visto com tênis all star - não é seu melhor complemento. 
Moderno, sexy, duvidoso. As saias longas e transparentes podem ser maxi tendência, mas são ousadas demais. Eu não usaria - mas deixo gravado aqui que sou muito volúvel a peças que vejo em demasia, acaba uma hora que me rendo. O que, eu espero do fundo do meu coração, não seja o caso. Será que a moda pega no Brasil? I hope not.
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

27 de jan de 2012

Dançarinas e Impostoras por Lisi Harrison

Dançarinas e Impostoras - Alfas #2

Com spoiller do livro anterior!
As três garotas-prodígio – Charlie, Skye e Allie – se deparam com novos problemas que ameaçam seus lugares na Academia Alfa. Charlie passa grandes apuros para provar a Shira seu mérito como uma Alfa high-tech e tenta abrir mão de sua paixão por Darwin ao aproximá-lo de Allie; Skye tem dificuldades para que Mimi, sua professora de dança, reconheça seu talento, além de estar dividida entre dois dos filhos de Shira; Allie, por sua vez, é desmascarada por tentar se passar por uma famosa cantora folk e precisa correr contra o tempo. 

Autora: Lisi Harrison
Editora: iD
ISBN: 9788516071172
Páginas: 253
Nota: 

Pare e pense comigo... É muito comum associarmos um autor à um título e fazer desse o trabalho de sua vida, se ele escreveu bem naquele, ótimo. Se ele não fez um bom trabalho, nunca mais lerei nada dele. Lisi Harrison é muito conhecida no Brasil pela série Monster High - que não é muito elogiada, apenas famosa. Também é autora de Torpedo, livro que originou o filme Garotas S.A. E tem sua série Alfas, romance futurista e potencial alto - já ouviu falar? 

A continuação das aventuras de Skye, Charlie e Allie na academia Alfas, que a bilionária Shira Brazille criou para descobrir as garotas mais talentosas do mundo, segue no mesmo ritmo que o livro anterior parou. Finalmente Allie foi desmascarada por se passar por uma cantora famosa, mas só quem sabe disso é Shira - que não apresentou plano nenhum de contar para as outras garotas, nem expulsar a falsa-cantora. Skye continua tentando se dar bem com alguns dos meninos Brazille, frutos proibidos da Ilha Alfa. Já Charlie tenta impressionar Shira, honrar a saída da mãe (ex-assistente de Shira que se demitiu para que a filha pudesse  entrar na academia) e juntar Darwin Brazille, seu ex, com Allie, sua nova melhor amiga. 

A minha preferencia pela Charlie é declarada, eu acho ela a melhor das três protagonistas. Ela foi a única que teve que desistir de coisas realmente relevantes para entrar na Academia, como o emprego da mãe e o namorado de tanto tempo. Ela precisa espionar as garotas para Shira, que vive lembrando-a que ela não é uma Alfa, talvez uma Beta - mesmo sendo Charlie uma gênio high tech. Eu li Dançarinas e Impostoras unicamente e somente porque queria que ela e Darwin reatassem, ela explicasse os motivos manipuladores que os fizeram terminar e que ela ainda gosta dele. Fui feliz? ...

Skye é irrelevante. A história de Alfas foca nas garotas e seus dramas, mas pelo menos Allie e Charlie se deixam afetar pelo meio externo, enquanto Skye vive em volta de si mesma. Tem o drama com a professora de dança que não reconhece seu talento, além to triangulo amoroso com os irmãos Brazille, Taz e Syd, completos opostos um do outro. Ela banca a divertida, mas não é. 

Eu não suporto a Allie, não tem o que faça. Primeiramente, ela banca alguém que não é - se passar por uma cantora pode ser legal por um momento, mas encarar um internato de caça talentos, bem dizer, sendo que não sabe cantar, muito menos compor sobre temas orgânicos, é loucura. Ajuda também o fato de ela querer ficar com o Darwin - que saco, ele tem que ficar com a Charlie e pontofinalacabouadiscussãotheend. E que história é essa de elas serem amiguinhas? A outra Allie, original, consegue ser ainda mais chata!

Lisi tem um jeito de escrever tão simples e tão fofo... Cada palavra puxa a outra e assim vai até a última linha. É uma das melhores narrativas em terceira pessoa que já li - sou fã de história contada pelo protagonista - mesmo me irritando bem mais. Alfas é fácil de ler e cativante, mesmo com personagens não muito interessantes, a história flui e você quer logo o final. Que, a propósito, é incompleto. 

Não é apenas um romance teen qualquer, mas um romance teen bastante futurista em um internato cheio de competição e intriga. E tem Charlie e Darwin e flashbacks fofos. Dançarinas e Impostoras é muito bom, tão bom quanto As Melhores entre as Melhores. Recomendo! Editora iD, cadê o próximo?
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

Cambridge Satchel: Trendy direto da faculdade

Depois daquele mega sucesso das bolsas de moletom Birkin, da Hermes, e das Alexa, da Mulberry, surge uma nova it bag para dominar a estação. E, contrariando a minha expectativa, não é a Taylor - também da Mulberry - que a Serena usou na início da quinta temporada de Gossip Girl (essa aqui). Permanecendo nessa vibe preppy que tá em alta por aí, a Cambridge Satchel é uma inspired do que os estudantes da universidade de Cambridge usam, tipo pasta escolar, só que agora ícone da moda e membro cativo dos looks das maiores it girls do mundo, que diga Emmy Rossum!
Alguém ainda lembra da bolsa vermelha com fecho ruim que Becky Bloom usou no filme? Demorou, mas ela chegou às prateleiras das lojas. A febre começou ainda na Europa, modelos grandes e tons fechados. Quando chegou na América, lá na gringa primeiro (obvio), ela deu uma modernizada, foi ganhando outros tons mais alegres e os mais variados tamanhos. E elas saem de Nova York reformuladas - mas sem perder seu charme original. 
É difícil dizer o que torna uma bolsa, uma it bag. Ok, a Alexa Mulberry é diva porque é as bolsas que Alexa Chung usa, e como ela é it girl e tal, transferiu o título para a bolsa. O que faz da Cambridge Satchel tão especial? É fácil de responder: o preço! Enquanto as outras bolsas famosas sempre tem quatro dígitos da etiqueta para mais, uma Cambridge grifada vai de humildes 70 libras até 140 (cerca de 180 e 360 reais). É uma pechincha em comparação, vai, além de que sempre existem as inspired e/ou fast fashion.
Mesmo a febre dos tons flúor já tenha passado, nessa bolsa eles voltam com tudo. Os modelos amarelos, verde, laranja e rosa "hei-to-aqui-vc-me-viu-claro-que-sim" são vistos o tempo todo, assim como outras cores alegres, porém discretas. As pequeninas são uns amores e ficam melhor em neon, enquanto as maiores combinam com amarelo, azul royal, verde bandeira e afins. Deixe os tons neutros para os estudantes britânicos, viu? Ok, se não quer arriscar muito um modelo caramelo ou preto pode combinar - mas o legal mesmo é a cor, o up no color blocking.
A produção fica mais moderna, você fica mais antenada e as it bags mais desvalorizadas - assim você compra a sua Mulberry com 50% de desconto e espera o revival #omundoédasespertas! Além de que Cambridge Satchel é linda e muito versátil. E esqueça a cara de nerd, ela é pra lá de cool. Quero cinco de cores diferentes!
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

24 de jan de 2012

Nascida à Meia-Noite por C. C. Hunter

Nascida à meia-noite - Acampamento Shadow Falls

Kylie Galen está na pior. Seus pais vão se divorciar, seu namorado acaba de romper com ela e uma noite, depois de ser presa por estar na festa errada, com as pessoas erradas e na hora errada, é enviada pela mãe para Shadow Falls – um acampamento para adolescentes problemáticos, localizado numa cidade chamada Fallen, no meio de uma misteriosa floresta. Isso muda sua vida para sempre. Poucas horas depois de chegar, ela descobre, assustada, que seus colegas não são apenas “problemáticos”. Kylie nunca se sentiu normal, mas também não se considera como uma daquelas aberrações paranormais. Ou será que ela é? Em Shadow Falls, vampiros, lobisomens, metamorfos, bruxas e fadas aprendem juntos a desenvolver seus poderes, controlar sua magia e viver no mundo normal. No entanto, as coisas tomam um rumo diferente quando dois carinhas interessantes entram em cena. Derek, um fae que possui poderes mágicos, quer a todo custo ser seu namorado e Lucas, um lobisomem com quem ela partilha um passado secreto. De início, tudo o que Kylie deseja é sair de Shadow Falls e voltar para casa. Porém, com Derek e Lucas ocupando um lugar cativo em seu coração e depois de descobrir que ela própria tem estranhos poderes, talvez sua vida nunca mais volte a ser a mesma... 

Autora: C. C. Hunter, pseudônimo de Christie Craig
Editora: Jangada
ISBN: 9788564850002
Páginas: 316
Nota: 

O caso é o seguinte: com o aumento dos títulos YA pelo mundo, fica complicado inovar muito no tema. O que muda entre um livro e outro é o modo que o autor/a autora escreve e deixa sua marca. E existe o maravilhoso fato (not) que com a mesma fórmula de sinopse, a comparação entre um livro e outro é inevitável. Comparação é quase tão prejudicial numa leitura quanto expectativa. Novo lembrete escrito no pulso, Joana? 

Kylie tem 16 anos e vive em meio uma confusão sem tamanho: seus pais estão se separando e ela vai morar com a mãe que não pode ser mais distante. Seu namorado a trocou por outra. Sua melhor amiga está grávida. Foi pega em uma festa que tinha drogas e bebidas, e presa mesmo sem ter feito nada de errado. Para completar, foi enviada para um acampamento de verão para jovens delinquentes. Só que, detalhe, seus companheiros "infratores" são, na verdade, metamorfos, bruxos, vampiros, faes e lobisomens. Onde Kylie se encaixa nisso tudo? Afinal, ela é só uma humana com alguns probleminhas com terrores noturnos e um soldado morto... Nada demais!

Eu conheci um colégio que juntava várias espécies sobrenaturais em Hex Hall (resenha) e amei a história, principalmente a protagonista. Nascida a Meia-Noite começou a me incomodar por ai: Kylie é muito, muito chata! Ela se deixa afetar pelo drama dos outros e não para para ouvir explicações, só se faz de coitada. Tem também o fato de que ela chegou no acampamento Shadow Falls e criou uma barreira envolta de si, sem se deixar envolver, achando todos aberrações e se negando a acreditar que pertence aquele mundo. Como se ver soldados mortos fosse coisa muito normal e que acontece com todo mundo todo dia. Oi?

Já os outros personagens são bem desenvolvidos. As colegas de alojamento de Kylie são ótimas. Miranda é uma bruxa, amigável e acolhedora. Della é uma vampira de gênio forte, implicante mas que consegue ser bem simpática quando quer. Gostei bastante de Holiday, a líder do acampamento, que me lembrou muito a Valerie de Awkward! Ela é espirituosa e divertida, com um ótimo senso de humor e bastante jovial. Diretora linha dura? Não, isso é função de Sky, co-líder que tem um espaço bem secundário em quase todo o livro.

Pois então... Triângulo amoroso! Desde que chegou no acampamento, Kylie começou foi atraída (ou eles foram atraídos por ela) por Derek, um fae pra lá de fofo e amigo de todas as horas, e Lukas, um lobisomem bipolar que compartilha de algumas histórias passadas com a protagonista. Embora o Derek seja a melhor escolha, no meu ponto de vista, os poucos momentos com Lukas são tão intensos que eu fico em duvida. E não sou muito fã de nenhum, para ser sincera.

A narrativa é singular, quase simplória. A terceira pessoa ajuda muito, considerando que se fosse em primeira pelos olhos de Kylie eu tinha desistido. Nascida a Meia-Noite é bastante enrolado, cheio de perguntas sem resposta e mistérios que não me envolveram. Até a página 250, você tem que suportar as fases de adaptação de Kylie e seus dramas internos - só depois que ela percebe que talvez pode ter uma descendência sobrenatural (Sério? Como vc descobriu isso? Foi o Soldado Dude?) e começa a encarar Shadow Falls com olhos menos críticos, que a história anda. 

Introdutório. Nascida a Meia-Noite é completamente introdutório. Introduz a protagonista ao acampamento, seu triângulo amoroso e suas aventuras como sobrenatural. Respostas? Uma - e não muito útil. Se Desperta ao Amanhecer continuar no ritmo que esse terminou, ótimo! E também não deve ser muito ruim, considerando que vai ter filme. Recomendo apenas se vc estiver pronta para encarar outra série.
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

23 de jan de 2012

Quem disse que tem que ser preto?

Que saia plissada está na moda, não é novidade para ninguém. Ela vem aparecendo desde a temporada passada estrelando looks fashionistas por todo o mundo. Mas agora conte quantas dessas eram pretas... Perdeu as contas? E em couro? Couro preto é o clássico das saias plissadas, o clichê da zona de conforto, o coringa sem erro que a gente já cansou de ver. Tá na hora de mudar, não?
É irônico que o mais ícone dos plissados é pouco visto hoje em comparação com os outros. Você já reparou na saia do vestido da Marilyn Monroe (e não to falando do movimento do vento/boeiro)? Seda branca e muito plissada! E ela aparece hoje? Não muito. A seda é um tecido natural e phynesse, mas extremamente complicado na hora de plissar e manter esse detalhe. E foi ai que entrou Louis Vuitton com o couro, emplacando essa peça quase tanto quanto suas bolsas Speedy.
Foi com a chegada desse verão amostra grátis de inferno que os tecidos começaram a mudar, alguns sintéticos e menos nobres como lycra, viscolycra e poliéster foram ganhando seu espaço. Porém uma coisa continuava a mesma: eram pretas! Foi só na última Semana de Moda de Londres (que eu cobri aqui e aqui, lembra?) que a cor chegou ao modelo: tons pastéis e MUITO vermelho.
Já se passaram alguns meses e os tons aumentaram... Amarelo, azul, rosa e, a cor do verão, laranja, agora fazem a sua parte na cartela de cores das saias plissadas. Como o color blocking continua vivo e forte entre as it girls, vale apostar na trendy. Misturar com animal print também dá certo - e píton não podia estar mais em alta. Se quer algo neutro, as camisas jeans e t-shirts são coringas. A cor dá um toque divertido que, além de ser a cara do verão, é mais original. Ahh, e metalizadas também estão valendo, a Taylor Swift aprova!
Preto já é complicado de usar no verão por chamar muito calor (não, definitivamente não é mito), couro então nem se fala, é extremamente quente. Que tal trocá-los por algo mais levinho? Quando uma tendência é vista demais ela cansa e logo perde seu status de must have para básica. Com toda essa onda colorida dos anos 80, não vai ser difícil achar a sua. Preto é coringa. Mas quem disse que só ele pode ser correto?
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa